Em 2006, o Ministério da Saúde publicou a Política Nacional de Promoção da Saúde – PNPS (PORTARIA Nº 2.446, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2014). No Estado de Minas Gerais, em 2016, a Secretaria de Estado de Saúde construiu a Política Estadual de Promoção da Saúde – POEPS (DELIBERAÇÃO CIB-SUS/MG Nº 2.341, DE 19 DE ABRIL DE 2016), agregando a PNPS as necessidades e prioridades do Estado.

» Nota Técnica Nº 09/2016 - SES/SUBPAS/SAPS/DPS

Assunto: Alterações no indicador 2 da Resolução SES/MG nº 5250, de 19 de Abril de 2016.

» Nota Técnica Conjunta nº 001/2017 - SES/SUBPAS/SAPS/SAF
Assunto: Fluxo de distribuição, armazenamento, administração e registro do sachê de micronutrientes em pó (NutriSUS).

» Clique aqui e confira no Blog da Saúde MG como foi a reunião da Diretoria de Promoção à Saúde da SES-MG com as 28 Regionais de Saúde.

No dia 16 de outubro, é comemorado o Dia Mundial da Alimentação Saudável. Este ano o Estado de Minas Gerais trabalhará com o tema “Alimentação agroecológica e soberania alimentar”, norteado pelo tema proposto pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) “Mude o futuro da migração, Investir na segurança alimentar e no desenvolvimento rural”.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais faz um convite ao resgate e incentivo ao consumo de alimentos de produção local para recuperação da sua relação simbólico-cultural, para evitar dessa forma o desmonte dos valores identitários expressos por um grupo em suas características alimentares e modo de cozer. Este incentivo permite o resgate de aspectos fundamentais da relação entre homem e meio ambiente.

A regionalidade extrapola as relações sociais, econômicas e culturais de que a comida se traduz em identidade e o alimento, em necessidade para o corpo. A comida representa a mistura de culturas produzindo variadas noções sobre o comer e as necessidades do corpo, construindo assim, laços com a terra em que habita.

Sendo assim pode-se concluir que os hábitos alimentares estão ligados à identidade de um povo, sua cultura e por sua vez descaracterizá-lo é cortar o seu vínculo com a terra e grupo de pertencimento.

“Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro” (carta da terra)

A agroecologia é um tipo de prática agrícola que prioriza a utilização dos recursos naturais com mais consciência, respeitando e mantendo o que a natureza oferece ao longo de todo o processo produtivo – desde o cultivo até a circulação dos produtos.

Repensar os modos de produção de alimentos é uma necessidade emergencial para manutenção dos recursos naturais existentes em nosso território. O modelo produtor atualmente vigente não é contemplador do equilíbrio entre meio, recursos e sociedade.

Sendo assim, deve ser superado para uma perspectiva agroecológica onde não se valida apenas o modo de produção, mas todos os fatores influenciadores na produção de alimentos como tratamento de ecossistemas tanto produtivos quanto preservadores dos recursos naturais, e que sejam culturalmente sensíveis, socialmente justos e economicamente viáveis, proporcionando um agroecossistema sustentável.

O conhecimento da agroecologia contribui para o empoderamento dos povos do campo, desacelerando o processo migratório em função da busca de oportunidades, pois a capacitação das famílias produtoras de alimentos contribuem para fixação dos jovens no campo, pois encontram oportunidade de trabalho e aperfeiçoamento profissional.

Os habitantes do meio urbano também ganham no quesito qualidade, pois os métodos de produção agroecológica produzem sem o uso de defensivos agrícolas agressores do ecossistema, dessa forma preservando os recursos no meio e garantindo o abastecimento de alimentos com qualidade.

  • Os alimentos orgânicos são mais caros!

Não, os alimentos orgânicos não são mais caros, o preço dos orgânicos pode variar de acordo com o local da compra. Nos supermercados, normalmente, são mais caros, e chegam a cobrar até 4 vezes mais. Já nas feiras de produtores, costumam ser mais baratos. No entanto, existem outros fatores que influenciam o preço mais elevado.
Alguns produtos são sempre mais caros, porque são de adaptação forçada ao nosso ambiente. A batatinha e o tomate, por exemplo, são difíceis de produzir, pois exigem clima ou solo muito diferentes do que as condições em que a gente vive. E isso faz com que custem mais.

  • A agroecologia é menos produtiva do que a agricultura convencional!

Não, não, a agroecologia é tão ou mais produtiva do que a agricultura convencional. E ainda tem uma vantagem: a produção agroecológica enriquece o solo e é capaz de continuar produzindo indefinidamente. Os agrotóxicos e fertilizantes químicos vão deixando a terra fraca e as águas contaminadas.

Você sabia? A agricultura familiar responde por cerca de 70% dos alimentos consumidos em todo o País.

  • Adotar a agroecologia é voltar ao tempo do onça!

Na verdade, a lógica de produção agroecológica é repleta de conhecimento e tecnologia. A diferença é que a agricultura convencional segue sempre a mesma receita, enquanto que a agroecologia usa muitas receitas diferentes, com tratamento de ecossistemas tanto produtivos quanto preservadores dos recursos naturais, e que sejam culturalmente sensíveis, socialmente justos e economicamente viáveis, gerando um agroecossistema sustentável.

Que tal encontrar os vizinhos e ajudar o planeta? Mas, o melhor é fazer isso em um mesmo lugar.

Ir à feira pode ser um ato contestador do sistema produtor de alimentos agora em vigência, pois os produtos vendidos na feira vem de produção familiar, respeitam o tempo de crescimento de cada alimento, sua época de colheita, não levam agrotóxicos e respeitam a terra que nos sustenta.

  • O livro Alimentos Regionais Brasileiros traz os alimentos específicos de cada região do Brasil. Descubra e aproveite os produtos da sua região!
  • Você vai comer alimentos que estão na sua época, isso é ótimo nutricionalmente e financeiramente.
  • O interessante nas feiras é conhecer o produtor e saber das dificuldades de cultivo e dicas para o preparo do produto, que tal?
  • Ouro benefício é poder trocar receitas da sua região, fazer amigos e fazer do momento de comprar um lazer.

Com a entrada da primavera, temos uma grande variedade de frutas, verduras e legumes, que é produzida nesta época específica do ano. Uma vez adquirido o hábito de se alimentar com os produtos da estação, beneficia-se muito mais dos alimentos que se come, inclusive no que diz respeito à qualidade e ao sabor. Embora a maioria dos ingredientes frescos esteja disponível o ano todo, o preço e a qualidade são melhores quando esses produtos estão na temporada e são cultivados na própria região.
Apresentamos abaixo os alimentos próprios da região sudeste que estão em plena safra nos meses de setembro e outubro:

  • Jabuticaba;
  • Abobrinha;
  • Vagem;
  • Espinafre;
  • Mostarda;
  • Repolho;
  • Rúcula.

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