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Nossa saúde é um bem precioso que precisa de atenção diária. Cuidados simples como uma boa alimentação, atividades físicas e visitas periódicas aos profissionais de saúde são fundamentais para manter-se saudável. Além disso, dois exames são de extrema importância para a saúde da mulher: a Mamografia e o Papanicolaou, que detectam o câncer de mama e o câncer de colo de útero. Vale lembrar que o diagnóstico precoce é a maior chance de cura.

No Sistema Único de Saúde (SUS), a mulher é amparada por direitos que garantem assistência à saúde em todas as fases da vida, da infância ao climatério. Estas garantias foram conquistadas por meio de lutas sociais e devem ser relembradas constantemente.

Entre os dias 1º e 07 de agosto é celebrada, em cerca de 150 países, a Semana Mundial de Aleitamento Materno. Em 2017, a semana traz como tema “Trabalhar juntos para o bem comum”. Muita gente não sabe, mas o aleitamento materno é a alimentação ideal para todas as crianças. Devido a sua composição de nutrientes é considerado um alimento completo para garantir o crescimento e desenvolvimento saudável do bebê durante os primeiros dois anos de vida ou mais. É um alimento de fácil e rápida digestão, completamente aproveitado pelo organismo infantil.

O leite materno é capaz de suprir sozinho as necessidades nutricionais da criança nos primeiros seis meses e continua sendo uma importante fonte de nutrientes no segundo ano de vida ou mais, especialmente de proteínas, gorduras e vitaminas. A composição nutricional do leite materno diferencia-se ao longo da mamada e da idade da criança.

Ao analisar-se a composição do leite humano, distingue-se o colostro, o leite de transição e o leite maduro. Também ocorre uma diferença na composição do leite nas distintas etapas da amamentação, nas diferentes horas do dia e até nas fases da mesma mamada, do começo ao término Confira as principais diferenças entre eles:

  • O colostro é produzido aproximadamente nos cinco primeiros dias pós-parto é muito rico em proteínas, vitaminas, sais minerais, macrófagos (que conferem proteção ao recém-nascido) e lactose.
  • O leite de transição é produzido aproximadamente entre o quinto e o décimo quinto dia após o nascimento. Sua composição altera-se ao longo dos dias, variando das características do colostro às do leite maduro.
  • O leite maduro possui maior valor calórico e maior volume. É constituído principalmente de proteínas, carboidratos, lipídios, minerais e vitaminas.

O leite materno possui características bioquímicas ideais para o crescimento e desenvolvimento da criança. Por meio dele, o bebê recebe o aporte necessário para um bom desenvolvimento, sendo uma prática saudável tanto para mãe quanto para o filho. Além disso, protege contra infecções, doenças respiratórias, doenças crônicas não transmissíveis e má-formação da arcada dentária; A amamentação também é uma possível estratégia na prevenção da obesidade infantil e de certas patologias. Abaixo, ouça a nossa playlist no Spotify para uma amamentação tranquila:

O leite materno é o único alimento completo, uma vez que é capaz de prover isoladamente todos os nutrientes que uma criança necessita nos primeiros seis meses de vida para crescer com saúde. A alimentação favorece também o vínculo mãe-filho e facilita o desenvolvimento emocional, cognitivo e sistema nervoso.

O Ministério da Saúde recomenda amamentação exclusiva do nascimento até os seis meses de idade e a sua continuidade até pelo menos dois anos, junto com alimentos saudáveis. A partir dos seis meses, as crianças precisam de uma alimentação variada, mas recomenda-se que o aleitamento materno continue sendo oferecido até o segundo ano de vida ou mais. A mãe pode continuar a amamentar até quando ela e a criança desejarem. A avaliação da interrupção da amamentação na maioria das vezes envolve aspectos sociais e psicológicos da mãe e criança. Abaixo, assista o vídeo sobre a Semana Mundial de Aleitamento Materno:

É possível doar leite materno?

Sim, é possível. O Banco de Leite Humano (BLH) da Maternidade Odete Valadares (MOV) é protagonista na promoção ao aleitamento materno em Minas Gerais, o BLH atende, mensalmente, aproximadamente 1400 pacientes, entre gestantes, mães em aleitamento materno e seus bebês, além de realizar visitas domiciliares para coleta de leite humano e promover grupos de mães. Consegue captar, por mês, em torno de 250 a 300 litros de leite humano cru, além de atender prematuros da própria maternidade e de outros hospitais conveniados.

» Clique aqui e confira a lista completa de bancos de leite e postos de coleta em Minas Gerais.

Em 30 anos, o Banco de Leite, por meio da sua equipe de técnicos e especialistas, construiu uma trajetória de ações baseadas no respeito à comunidade, na luta em prol do aleitamento materno e na qualidade do leite humano doado, processado e distribuído. É um centro especializado na orientação ao aleitamento materno e na preparação de leite humano em condições adequadas para o consumo de crianças necessitadas.

» Clique aqui e confira uma matéria completa no site da SES-MG sobre o banco de leite materno no Estado.

Curso de Manejo Clínico do Aleitamento Materno

Entre os dias 25, 26 e 27 de julho em Diamantina, acontece em Diamantina o curso "Manejo Clínico do Aleitamento Materno". O objetivo é ajudar a munir a equipe de saúde das unidades hospitalares com conhecimentos e habilidades necessários para transformar a maternidade, por meio da implementação dos "Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno", em um Hospital Amigo da Criança e sustentar mudanças em políticas e práticas na assistência à gestante, parturiente, puérpera, recém-nascido e suas famílias.

O curso segue os moldes do Ministério da Saúde (Módulo 03 – IHAC) e abordará o conteúdo referente ao aleitamento materno: como abordar a mulher e parceiro, orientações quanto a extração manual de leite, pega e posicionamento da criança durante a amamentação, como tratar (manejo clínico) as situações de dificuldade no aleitamento materno, interferência do uso de bicos, chupetas, fórmulas e mamadeiras e quais os passos para um hospital ser credenciado.

O público alvo são profissionais de saúde que lidam diretamente com aleitamento materno. Participarão no total 30 profissionais das maternidades da região ampliada de saúde do Jequitinhonha. O curso será realizado pela SES-MG (nível central), Regional de Saúde de Diamantina e com o apoio do Hospital Nossa Senhora da Saúde de Diamantina. Clique aqui e confira a programação do curso.

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ESTATÍSTICAS

Em Minas Gerais, o câncer de mama é o de maior incidência em mulheres. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), órgão ligado ao SUS, apontam quem são esperados 5.160 novos casos da doença em Minas Gerais, uma taxa bruta de incidência de 48,19 para cada grupo de 100 mil mulheres mineiras.

A taxa de mortalidade feminina por câncer de mama em Minas, estimada pelo INCA em 2013, é de 11,37 óbitos para cada grupo de 100 mil mulheres.

Enquanto isso, o câncer de colo do útero é o terceiro de maior incidência entre as mulheres mineiras e as estimativas apontaram 1.030 novos casos esperados no estado em 2016, com uma taxa bruta de 9,63 casos para cada grupo de 100 mil mulheres.

A taxa de mortalidade por câncer de colo de útero em Minas, estimada pelo INCA em 2015, é de 3,53 óbitos para cada grupo de 100 mil mulheres.

Dados do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA) revelam que em 2015 foram realizadas mais de 393 mil mamografias de rastreamento na faixa etária de 50 a 69 anos nas unidades de saúde do SUS em Minas Gerais. De janeiro a junho deste ano, são 174.254 mamografias já realizadas. Em relação ao rastreamento do câncer de colo do útero, o SUS em Minas realizou 997.075 exames citopatológicos (ou Papanicolau) em mulheres na faixa de 25 a 64 anos, em 2015, e 454.276 exames de janeiro a junho de 2016.

O que é o câncer de mama?

O câncer é caracterizado pelo crescimento desordenado de células, determinando a formação de tumores malignos. O câncer de mama é o tipo que possui a maior incidência e a maior mortalidade na população feminina em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. Para o Brasil, em 2016, são esperados 57.960 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 56,20 casos a cada 100 mil mulheres. O diagnóstico precoce é essencial para se garantir a detecção da doença em seu estágio inicial, aumentando em mais de 90% o sucesso do tratamento. Dessa forma, a mamografia bienal para mulheres entre 50 e 69 anos é a estratégia recomendada pelo Ministério da Saúde para o rastreamento do câncer de mama.

Para as mulheres que estão fora dessa faixa etária é ofertada a mamografia diagnóstica, caso haja indicação da equipe de saúde, conforme suspeita clínica. Em caso de suspeita de câncer de mama, a mamografia diagnóstica é prioritária. Para as mulheres consideradas de risco elevado para câncer de mama - aquelas com história familiar da doença em parentes de primeiro grau – recomenda-se o acompanhamento clínico individualizado.

Quais são os sintomas do câncer de mama?

Em estágios iniciais, o câncer de mama pode não apresentar sintomas, mas é muito importante ficar atenta a certos sinais: inchaço, pele enrugada ou com depressões, pele descamativa ao redor do mamilo, secreção espontânea e alterações no mamilo.

Como se dá o tratamento do câncer de mama?

As formas de tratamento variam conforme o tipo e o estadiamento, ou seja, a avaliação do grau de disseminação do câncer. Os mais indicados são: quimioterapia (uso de medicamentos para matar as células malignas), radioterapia (radiação), hormonoterapia (medicação que bloqueia a ação dos hormônios femininos) e cirurgia que pode incluir a remoção do tumor ou mastectomia (retirada completa da mama). É importante lembrar que todo o tratamento é oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS).

O que é o câncer de colo do útero?

O câncer do colo do útero, também chamado de cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos do papilomavírus humano (HPV). De acordo com o INCA, terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

Quais são os sintomas do câncer de colo do útero?

O principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de colo do útero é a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), doença sexualmente transmissível (DST) mais comum em todo o mundo. Na maioria das vezes, a infecção não apresenta sintomas, mas no estágio avançado da doença poderá ocorrer sangramento vaginal (espontâneo, após  a relação sexual ou esforço) e dor pélvica.

É possível prevenir?

A prevenção primária do câncer do colo do útero está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo HPV. Dessa forma, é importante a utilização de preservativo (camisinha) nas relações sexuais, e da vacina contra o HPV - neste caso indicada para meninas que ainda não iniciaram a vida sexual. Porém, mesmo se a mulher for vacinada, deve-se utilizar do preservativo, tanto para prevenir outras doenças sexualmente transmissíveis, quanto para prevenção dos tipos de HPV que não estão contidos na vacina.

O rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil, recomendado pelo Ministério da Saúde, é o exame citopatológico (ou Papanicolau) em mulheres de 25 a 64 anos, que deve ser repetido a cada três anos, após dois exames normais consecutivos realizados com um intervalo de 1 ano.

Como se dá o tratamento?
Dependendo de cada caso, o tratamento pode culminar na retirada do tumor maligno via cirurgia ou por meio de radioterapia.

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O Programa Estadual de Controle do Câncer de Mama prevê uma série de diretrizes para garantir o acesso das mulheres entre 50 e 69 anos aos exames de mamografia de rastreamento para detecção precoce da doença. Esse grupo, por exemplo, não precisa passar por uma consulta médica para ter acesso ao exame. As mulheres nessa faixa etária podem solicitar o encaminhamento na Unidade Básica de Saúde sem a realização da consulta e o agendamento pode ser feito na mesma unidade.

A recomendação é que as mulheres que tiveram resultados normais na mamografia realizem o exame a cada dois anos. Para as mulheres que estão fora dessa faixa etária é ofertada a mamografia diagnóstica, caso haja indicação da equipe de saúde, conforme suspeita clínica. Em caso de suspeita de câncer de mama, a mamografia diagnóstica é prioritária.

De acordo com a Portaria Ministerial nº 1101, de 12 de junho de 2002, que estabelece os parâmetros de cobertura assistencial no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), deve existir a proporção de 1 (um) mamógrafo para cada grupo de 240 mil habitantes. Em Minas Gerais, há 20.997.560 habitantes (IBGE 2016) e 200 mamógrafos fixos prestando serviço para o SUS. Portanto, o número de mamógrafos existentes em Minas Gerais supera o preconizado pela Portaria Ministerial nº 1101.

» Clique aqui e baixe a relação dos prestadores que realizaram a mamografia em 2016 no Estado

O Programa Estadual de Controle do Câncer de Mama conta ainda com mais 10 mamógrafos móveis que percorrem o estado atendendo as regiões onde o acesso ao exame é mais restrito. Também nestes casos, a requisição e o agendamento serão realizados na Unidade Básica de Saúde. 

Pacientes que apresentem alterações na mamografia, e necessitam de exames complementares, podem ser encaminhadas para um dos 31 Centros de Alta Complexidade em Oncologia (Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia/UNACON, Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia/CACON e Centros de Referência de Alta Complexidade em Oncologia).

» Clique aqui baixe a relação atualizada dos CACON/UNACON 

O programa conta ainda com um call-center (155) com atendimento humanizado, onde as pacientes são orientadas e as atendentes lembram as usuárias sobre as datas das consultas e exames e alertam sobre a importância da realização dos procedimentos, diminuindo assim, o alto índice de faltas e abandono do tratamento.

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» O exame clínico das mamas é o procedimento no qual o médico ou enfermeiro observa e apalpa as mamas da paciente na busca de nódulos ou outras alterações, e deve ser realizado conforme as recomendações técnicas do Consenso para o Controle do Câncer de Mama.

» A mamografia é a radiografia da mama, realizada por meio do mamógrafo, aparelho capaz de mostrar lesões em fase inicial e até muito pequenas, permitindo a detecção precoce do câncer de mama.

» O Sistema Único de Saúde (SUS) garante a toda brasileira o acesso gratuito à mamografia. Esse exame, como qualquer outro realizado pela rede de saúde pública ou complementar, depende de indicação da equipe de saúde. Sendo assim, a faixa dos 50 aos 69 anos é definida como público prioritário para a realização do exame preventivo pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e seguida pelo Ministério da Saúde baseado em estudos que comprovam maior incidência da doença e maior eficiência do exame.

» O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres do mundo, e o tipo que mais mata as mulheres no Brasil. Conhecer o seu próprio corpo, se cuidar e ficar atenta a certos sinais e sintomas é muito importante para prevenção e controle desta doença são atitudes fundamentais. Por isso, preste atenção nestas dicas de hábitos saudáveis:

  • A alimentação balanceada fortalece o organismo e as defesas imunológicas. Por isso, busque se alimentar de forma saudável, incluindo em suas refeições verduras, legumes, frutas, proteínas, carboidratos, cereais. Não se esqueça de ingerir muito líquido.
  • A prática de exercícios físicos, além de contribuir para o bom funcionamento do organismo, alivia o estresse físico e emocional e mantém o bom estado de espírito.
  • O controle do peso e do consumo de álcool também é uma atitude que beneficia as mulheres na prevenção do câncer de mama.
  • Atenção ao histórico familiar, que pode indicar predisposição genética para o câncer.
  • Mulheres que realizam terapia de reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se prolongada por mais de cinco anos, devem estar atentas. O estímulo estrogênico está relacionado com o aumento do risco quanto maior for o tempo de exposição.

» Desde 2014 o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta a vacina contra o HPV, vírus diretamente ligado ao câncer de colo de útero. A vacina protege contra os subtipos 6, 11, 16 e 18 do vírus. Os dois primeiros subtipos causam verrugas genitais e os dois últimos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. Meninas que tenham entre 09 e 13 anos devem ser imunizadas, e aquelas que já receberam a primeira dose e não completaram o esquema vacinal, devem receber a segunda dose até os 14 anos para que sejam consideradas protegidas.

» A vacina contra o HPV é segura e também eficaz. Ela é licenciada em mais de 130 países, e sua segurança é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS). As Sociedades Brasileiras de: Imunizações (SBIm), Infectologia (SBI) e Pediatria (SBP), a Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pediátrica (SLIPE) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), enfatizam a necessidade das meninas brasileiras, de 9 a 13 anos de idade, receberem a primeira ou segunda dose da vacina HPV nos postos de vacinação e escolas de todo país, com o objetivo de uma adequada proteção contra as infecções causadas pelo vírus, que está relacionado ao câncer de colo do útero.

» O Papanicolau é ofertado gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde de todo o estado. Para a detecção precoce do câncer de colo do útero a orientação é que todas as mulheres com vida sexualmente ativa realizem o exame ginecológico preventivo. Se o resultado do exame for negativo por dois anos seguidos, a mulher pode fazê-lo de 3 em 3 anos.