A saúde das mulheres necessita de cuidados cotidianos como alimentação saudável, prática regular de atividades que promovam o bem-estar e visitas periódicas aos profissionais de saúde. Esse cuidado deve ser contínuo, por isso renovamos o compromisso com a saúde das mulheres a cada ano por meio da Campanha da Saúde Integral da Mulher, inspirada no Movimento Outubro Rosa.

Neste contexto, para algumas mulheres, em faixas etárias específicas, dois exames são de extrema importância: a mamografia e o preventivo do colo do útero. Ambos são capazes de detectar alterações específicas em fases iniciais ou o próprio câncer de mama e de colo do útero. Vale lembrar que o diagnóstico precoce significa uma maior chance de cura.

Desde de 2004, o Sistema Único de Saúde (SUS) possui uma Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, construída em parceria com movimentos de mulheres de diversos setores da sociedade e que incorporou o ideário feminista de que a saúde da mulher não está ligada apenas à saúde reprodutiva ou sexual, mas sim há diversos aspectos socioculturais e economicos, dando destaque a agravos e índices epídemiológicos que são presentes no gênero feminino, respeitando a diversidade e diminuindo a desigualdade de gênero presente na nossa sociedade. Para ler mais sobre a política, clique aqui.

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OUTUBRO ROSA NA CIDADE ADMINISTRATIVA

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as pessoas adotem níveis adequados de atividade física ao longo de toda a vida. O ideal é que todo mundo realize pelo menos 150 minutos por semana de atividade moderada ou 75 minutos por semana de atividade física vigorosa, de forma contínua ou acumulada em sessões de pelo menos 10 minutos de duração para a manutenção da saúde e qualidade de vida.

Ações como subir dois ou mais andares de escada, realizar deslocamentos caminhando para visitar os amigos, participar de atividades lúdicas, utilizar bicicleta para o trajeto até a padaria, dentre outros, são alternativas de atividade física e contribuem para o indivíduo manter-se ativo. Os momentos de lazer também podem ser utilizados para a prática de atividades físicas, por exemplo: jogar bola, andar de bicicleta ou praticar algum esporte. Por isso, criamos uma playlist especial no Spotify só com vozes feminas. Ouça e compartilhe:

Ainda, entende‐se por alimentação adequada e saudável a prática alimentar apropriada aos aspectos biológicos e socioculturais dos indivíduos, bem como ao uso sustentável do meio ambiente. Ou seja, ela deve estar em acordo com as necessidades de cada fase do curso da vida e com as necessidades alimentares especiais; acessível do ponto de vista físico e financeiro; harmônica em quantidade e qualidade; baseada em práticas produtivas adequadas e sustentáveis; livre de contaminantes físicos, químicos, biológicos e de organismos geneticamente modificados. Confira algumas dicas:

  • Incentive o consumo de alimentos naturais, tais como frutas, verduras, legumes, arroz, feijão, ovos, carnes e peixes; e evite o consumo de alimentos ultra processados, como biscoitos recheados, refrigerantes, “salgadinhos de pacote”, “macarrão instantâneo”, embutidos e produtos congelados e prontos para aquecimento.
  • Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos.
  • Incentive a prática de atividades físicas, superando o sedentarismo. As crianças têm passado muito tempo em frente à TV ou a equipamentos eletrônicos. Resgate brincadeiras em grupo, em família e ao ar livre.
  • Além de adquirir uma alimentação saudável e a prática regular de atividade física, que tal propor ambientes mais harmônicos na sua casa, escola ou trabalho? Isso pode ajudar a diminuir a ansiedade e o estresse.
  • A ansiedade pode estimular as pessoas a comerem mais. Relaxe, medite, respire, organize-se e curta mais a vida.
  • Esteja atento a sua saúde! Fatores hormonais, como excesso de insulina, deficiência do hormônio de crescimento, excesso de hidrocortisona, estrógenos; podem levar ao aumento de peso.

Em Minas Gerais, o câncer de mama é o de maior incidência em mulheres. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que são esperados 5.160 novos casos da doença em Minas Gerais, uma taxa bruta de incidência de 48,19 para cada grupo de 100 mil mulheres mineiras.

A taxa de mortalidade feminina por câncer de mama em Minas, estimada pelo INCA em 2013, é de 11,37 óbitos para cada grupo de 100 mil mulheres.
Enquanto isso, o câncer de colo do útero é o terceiro de maior incidência entre as mulheres mineiras e as estimativas apontam 1.030 novos casos esperados no estado, com uma taxa bruta de 9,63 casos para cada grupo de 100 mil mulheres.

A taxa de mortalidade por câncer de colo de útero em Minas, estimada pelo INCA em 2015, é de 3,53 óbitos para cada grupo de 100 mil mulheres.

Dados do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA) revelam que em 2016 foram realizadas mais de 347.330 mil mamografias de rastreamento na faixa etária de 50 a 69 anos nas unidades de saúde do SUS em Minas Gerais. De janeiro a julho deste ano, são 187.893 mamografias já realizadas. Em relação ao rastreamento do câncer de colo do útero, o SUS em Minas realizou 860.101 exames preventivos do colo do útero em mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos, em 2016, e 498.712 exames de janeiro a julho de 2017.

O que é o câncer de mama?

O câncer é caracterizado pelo crescimento desordenado de células, determinando a formação de tumores malignos. O câncer de mama é o tipo que possui a maior incidência e a maior mortalidade na população feminina em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. Para o Brasil, em 2016, são esperados 57.960 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 56,20 casos a cada 100 mil mulheres. O diagnóstico precoce é essencial para se garantir a detecção da doença em seu estágio inicial, aumentando em mais de 90% o sucesso do tratamento.

Quais são os sintomas do câncer de mama?

Em estágios iniciais, o câncer de mama pode não apresentar sintomas, mas é muito importante ficar atenta a certos sinais: inchaço, pele enrugada ou com depressões, pele descamativa ao redor do mamilo, secreção espontânea e alterações no mamilo.

Fatores de risco

Não existe uma causa única para o câncer de mama e sim alguns fatores que podem aumentar o risco da doença, como:

• Idade – as mulheres após os 50 anos são mais susceptíveis a desenvolver a doença;
• Primeira menstruação antes dos 12 anos de idade e menopausa após 55;
• Primeira gravidez após os 30 anos ou não ter tido filhos;
• Fumar, consumo excessivo de álcool;
• Sobrepeso ou obesidade;
• Não praticar atividade física regularmente;
• Exposição frequente a raios-X;
• Histórico familiar de câncer de mama e/ou ovário em parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) que tenham tido a doença antes dos 50 anos;
• Fazer uso de terapia de reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se por tempo prolongado.

O que você pode fazer para reduzir os riscos

• Ter uma alimentação saudável, ingerindo verduras, legumes, frutas, proteínas, carboidratos, cereais, além da ingestão de muito líquido;
• Controlar seu peso;
• Praticar exercícios físicos regularmente. Eles aliviam o estresse físico e emocional e melhoram o funcionamento do organismo.
• Evitar o tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
• Esclarecer suas dúvidas coma equipe de saúde quanto às medidas preventivas e o acompanhamento de exames complementares e outros procedimentos necessários.

Você sabia? A amamentação é um fator que protege contra o câncer de mama.

A importância do diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso do tratamento. Em relação à avaliação das mamas preconiza-se:

Mulheres de 40 a 49 anos – realização do exame clínico das mamas para todas as mulheres dessa faixa etária e realização de mamografia, se existir indicação da equipe de saúde.

Mulheres de 50 a 69 anos – realização do exame clínico das mamas e realização de mamografia de 2 em 2 anos, ou em intervalos menores na dependendo do resultado da mamografia anterior. Se você perceber alguma alteração na mama procure a equipe de saúde mais próxima da sua casa. Conhecer o seu corpo e se cuidar é muito importante!

Mulheres com elevado risco para câncer de mama (histórico familiar e/ou histórico pessoal de câncer de mama) – necessária avaliação e acompanhamento individualizado.

Fique ligada! As evidências científicas apontam que a realização de mamografias de rotina (rastreamento - exame realizado quando não há sinais/sintomas suspeitos de câncer de mama nem história familiar que justifique a investigação) fora da faixa etária de 50 a 69 anos expõe as mulheres à radiação desnecessária e pode, ainda, levar à intervenções/procedimentos que não trazem benefício à sua saúde.

Prestadores de Mamografia

De acordo com a Portaria Ministerial nº 1101/2002, que estabelece os parâmetros de cobertura assistencial no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), deve existir a proporção de 1 (um) mamógrafo para cada grupo de 240 mil habitantes. Em Minas Gerais, há 20.997.560 habitantes (IBGE 2016) e 154 mamógrafos fixos prestando serviço para o SUS. Portanto, o número de mamógrafos existentes em Minas Gerais supera o preconizado pela Portaria Ministerial nº 1101/2002.

» Clique aqui e baixe a relação dos prestadores que realizaram a mamografia em 2016 no Estado

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais conta ainda com mais 7 Unidades Móveis de Mamografia que percorrem o estado atendendo as regiões onde o acesso ao exame é mais restrito. Também nestes casos, a requisição e o agendamento serão realizados na Unidade Básica de Saúde.

» Clique aqui e baixe a rota dos mamógrafos móveis em Outubro/2017

Pacientes que apresentem alterações na mamografia, e necessitam de exames complementares, podem ser encaminhadas para um dos 35 Centros de Alta Complexidade em Oncologia (Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia/UNACON, Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia/CACON).

» Clique aqui e baixe a relação atualizada dos CACON/UNACON 

O câncer de colo do útero é o terceiro tipo mais incidente e a terceira causa de mortes por câncer em mulheres no Brasil, com exceção do câncer de pele não melanoma. O Papiloma Vírus Humano (HPV) está diretamente relacionado à doença. Existem mais de 150 tipos de HPV, dentre eles, 40 podem causar infecções e, pelo menos, 13 tipos de HPV podem provocar o câncer de colo do útero. A infecção pelo HPV é muito comum, sendo que até 80% das mulheres sexualmente ativas poderão adquiri-la ao longo de suas vidas.

Os sinais de infecção pelo HPV

A transmissão do HPV ocorre principalmente por via sexual, mas pode ocorrer por qualquer contato direto com a pele ou mucosa infectada. Na maioria das vezes, a infecção não apresenta sintomas, mas no estágio avançado poderá ocorrer sangramento vaginal (espontâneo, após a relação sexual ou esforço) e dor pélvica.

Fatores de risco

Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento do câncer de colo do útero. São eles:
• Não utilização de preservativos durante as relações sexuais;
• Outras infecções sexualmente transmissíveis;
• Baixa imunidade;
• Tabagismo.

O que você pode fazer para se prevenir

A prevenção primária do câncer de colo do útero está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo HPV. Dessa forma, algumas precauções são importantes:
• Utilizar o preservativo em todas as relações sexuais;
• Cuidar da sua higiene íntima;
• Realizar o exame preventivo do câncer de colo do útero, para detecção de lesões ainda em fase inicial. O exame é ofertado pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde.
• Vacinar-se. A vacina oferecida pelo SUS confere proteção para quatro tipos do HPV. Está disponível para meninas na faixa etária de 9 a 14 anos, meninos de 11 a 14 anos e para homens e mulheres de 9 a 26 anos, vivendo com HIV.

Mesmo com a vacinação, o preservativo deve ser utilizado em todas as relações sexuais, tanto para prevenção de outras infecções sexualmente transmissíveis, quanto para os outros tipos de HPV que não estão cobertos pela vacina e também na prevenção de gravidez indesejada. A vacinação também não substitui a realização do exame preventivo do câncer de colo do útero.

A importância do diagnóstico precoce

A realização periódica do exame preventivo do câncer de colo do útero é a estratégia mais adotada para detecção da doença em mulheres de 25 a 64 anos, que já tiveram algum tipo de atividade sexual. Mesmo as meninas vacinadas devem realizar esse exame. 

Entre os dias 1º e 07 de agosto é celebrada, em cerca de 150 países, a Semana Mundial de Aleitamento Materno. Em 2017, a semana traz como tema “Trabalhar juntos para o bem comum”. Muita gente não sabe, mas o aleitamento materno é a alimentação ideal para todas as crianças. Devido a sua composição de nutrientes é considerado um alimento completo para garantir o crescimento e desenvolvimento saudável do bebê durante os primeiros dois anos de vida ou mais. É um alimento de fácil e rápida digestão, completamente aproveitado pelo organismo infantil.

O leite materno é capaz de suprir sozinho as necessidades nutricionais da criança nos primeiros seis meses e continua sendo uma importante fonte de nutrientes no segundo ano de vida ou mais, especialmente de proteínas, gorduras e vitaminas. A composição nutricional do leite materno diferencia-se ao longo da mamada e da idade da criança.

Ao analisar-se a composição do leite humano, distingue-se o colostro, o leite de transição e o leite maduro. Também ocorre uma diferença na composição do leite nas distintas etapas da amamentação, nas diferentes horas do dia e até nas fases da mesma mamada, do começo ao término Confira as principais diferenças entre eles:

  • O colostro é produzido aproximadamente nos cinco primeiros dias pós-parto é muito rico em proteínas, vitaminas, sais minerais, macrófagos (que conferem proteção ao recém-nascido) e lactose.
  • O leite de transição é produzido aproximadamente entre o quinto e o décimo quinto dia após o nascimento. Sua composição altera-se ao longo dos dias, variando das características do colostro às do leite maduro.
  • O leite maduro possui maior valor calórico e maior volume. É constituído principalmente de proteínas, carboidratos, lipídios, minerais e vitaminas.

O leite materno possui características bioquímicas ideais para o crescimento e desenvolvimento da criança. Por meio dele, o bebê recebe o aporte necessário para um bom desenvolvimento, sendo uma prática saudável tanto para mãe quanto para o filho. Além disso, protege contra infecções, doenças respiratórias, doenças crônicas não transmissíveis e má-formação da arcada dentária; A amamentação também é uma possível estratégia na prevenção da obesidade infantil e de certas patologias. Clique aqui e ouça a nossa playlist no Spotify para uma amamentação tranquila.

O leite materno é o único alimento completo, uma vez que é capaz de prover isoladamente todos os nutrientes que uma criança necessita nos primeiros seis meses de vida para crescer com saúde. A alimentação favorece também o vínculo mãe-filho e facilita o desenvolvimento emocional, cognitivo e sistema nervoso.

O Ministério da Saúde recomenda amamentação exclusiva do nascimento até os seis meses de idade e a sua continuidade até pelo menos dois anos, junto com alimentos saudáveis. A partir dos seis meses, as crianças precisam de uma alimentação variada, mas recomenda-se que o aleitamento materno continue sendo oferecido até o segundo ano de vida ou mais. A mãe pode continuar a amamentar até quando ela e a criança desejarem. A avaliação da interrupção da amamentação na maioria das vezes envolve aspectos sociais e psicológicos da mãe e criança. Abaixo, assista o vídeo sobre a Semana Mundial de Aleitamento Materno:

É possível doar leite materno?

Sim, é possível. O Banco de Leite Humano (BLH) da Maternidade Odete Valadares (MOV) é protagonista na promoção ao aleitamento materno em Minas Gerais, o BLH atende, mensalmente, aproximadamente 1400 pacientes, entre gestantes, mães em aleitamento materno e seus bebês, além de realizar visitas domiciliares para coleta de leite humano e promover grupos de mães. Consegue captar, por mês, em torno de 250 a 300 litros de leite humano cru, além de atender prematuros da própria maternidade e de outros hospitais conveniados.

» Clique aqui e confira a lista completa de bancos de leite e postos de coleta em Minas Gerais.

Em 30 anos, o Banco de Leite, por meio da sua equipe de técnicos e especialistas, construiu uma trajetória de ações baseadas no respeito à comunidade, na luta em prol do aleitamento materno e na qualidade do leite humano doado, processado e distribuído. É um centro especializado na orientação ao aleitamento materno e na preparação de leite humano em condições adequadas para o consumo de crianças necessitadas.

» Clique aqui e confira uma matéria completa no site da SES-MG sobre o banco de leite materno no Estado.

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