Os medicamentos são utilizados com a finalidade de melhorar a qualidade de vida do paciente. Assim, seu uso tem como resultados a cura da enfermidade, a redução ou a eliminação dos sintomas, a estabilização do desenvolvimento da doença, e a prevenção de enfermidade ou dos seus sintomas.

No entanto, também existe a possibilidade do uso de medicamentos diminuir a qualidade de vida. Isto pode ocorrer por uma série de fatores, tais como: prescrição inapropriada (medicamento, dose, via de administração ou duração inadequada do tratamento), erros de dispensação, inviabilidade econômica, não adesão ao tratamento, cumprimento inadequado do tratamento, resposta alérgica, falta ou inadequada monitorização do uso e dos efeitos do medicamento.

Nesse sentido, para alertar a população quanto os riscos à saúde causados pela automedicação, celebra-se no dia 5 de maio o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamento. O objetivo é educar e alertar a população para o uso seguro e racional de medicamentos.

O trabalho do médico é identificar sintomas, diagnosticar doenças, e, a partir disto, indicar o melhor medicamento e a dosagem correta para o tratamento do paciente. Mais que uma simples prescrição, a receita médica é a garantia de que houve uma avaliação profissional para que determinado paciente utilize o medicamento.

A venda de medicamentos sem receita, quando esta for obrigatória, pode trazer implicações sérias para a saúde. Desta forma, os profissionais farmacêuticos têm papel fundamental no controle da automedicação.

A automedicação traz uma série de riscos à saúde, como o agravamento doenças, uma vez que a utilização de remédios sem a informação adequada pode esconder determinados sintomas. Além disso, há o risco da combinação errada de substâncias, que pode anular ou potencializar o efeito da outra. Por outro lado, a automedicação também pode causar reações como dependência, intoxicação e até a morte.

No Brasil é proibida a venda de medicamentos tarjados sem prescrição médica. Esta proibição é uma forma de alertar quanto às possíveis contraindicações e efeitos colaterais graves.

Por outro lado, o consumo de medicamentos não tarjados, cuja venda não exige prescrição médica, também deve ser feito com responsabilidade. É o caso de muitas substâncias utilizadas para tratamento de transtornos “menores”, como resfriados, azia e má digestão. Apesar da baixa toxicidade, a orientação profissional e a leitura das instruções de uso antes do consumo são essenciais. Caso não haja melhora dos sintomas, o paciente deve procurar um médico.

Complementos vitamínicos e minerais, também não tarjados, e vendidos sem prescrição médica, devem ser ingeridos pelo usuário de forma prudente, a partir da avaliação de um profissional de saúde. Nunca substituía, sem orientação profissional, os alimentos por estes produtos, nem os utilize como dieta exclusiva.

  • Não utilize remédios sem orientação médica;
  • Nunca deixe de ler o rótulo ou a bula antes de usar qualquer medicamento.
  • Siga o tratamento exatamente como orientado pelo médico durante todo o tempo necessário. Por mais longo que pareça, cumprir esse tempo é importantíssimo para a sua melhora;
  • Tome o remédio no tempo correto e em horários regulares;
  • O líquido mais indicado para se tomar os medicamentos é a água. Muitos medicamentos têm seu efeito prejudicado quando ingeridos com qualquer outro líquido. O leite, muito utilizado para tomar medicamentos, é um potencial vilão quando se trata de atrapalhar a absorção dos medicamentos, uma vez que é um alimento complexo, de digestão lenta o que torna também lenta a absorção do medicamento. Dessa forma, não se deve tomar medicamentos com sucos, leite, café, chás ou refrigerantes;
  • Alguns remédios podem ser tomados de estômago vazio, enquanto para outros é recomendável estar alimentado. Pergunte ao seu médico ou farmacêutico sobre como tomar seu medicamento.
  • Evite ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento com medicamento;
  • Jamais abra uma cápsula. Triturar, partir ou quebrar comprimidos são ações que podem atrapalhar seu tratamento, deixar o remédio com o gosto ruim ou reduzir seu efeito;
  • Se você precisa fazer uso de mais de um medicamento, procure se informar com o farmacêutico e avise o seu médico dos demais medicamentos que você já toma antes de uma nova prescrição. Tomar mais de um medicamento ao mesmo tempo pode acarretar interações entre eles no organismo.
  • Medicamento vencido não deve ser consumido. Com o vencimento, o remédio começa a perder efeito e não tem sua segurança garantida, podendo até fazer mal à saúde;
  • Mantenha seus medicamentos na caixa original e guarde-os em local fresco, arejado, longe do calor e da umidade. Medicamentos que necessitam de refrigeração nunca devem ser guardados na porta das geladeiras – devido às variações de temperatura, e nem próximos ao congelador;
  • Descarte remédios vencidos e não guarde restos de medicamentos;

Dúvidas?
A Superintendência de Assistência Farmacêutica do estado de Minas Gerais oferece ao cidadão um serviço de Call Center diferenciado pelo qual se obtém informações sobre o acesso aos medicamentos fornecidos pelo SUS, bem como o esclarecimento de dúvidas sobre a forma de utilização desses medicamentos. Basta ligar 155 - Ligue Minas - escolher a opção 2 – Secretaria de Saúde, e em seguida a opção 4 – Farmácia de Todos.

Dados do Conselho Federal de Farmácia apontam que o Brasil é o 6º mercado mundial em volume de medicamentos vendidos, e estima-se que, por ano, a população brasileira gere mais de 10 mil toneladas de resíduos de medicamentos, sejam esses vencidos ou que sobram de tratamentos.

Os prejuízos com essa prática são enormes. O descarte de medicamentos no lixo ou no vaso sanitário expõe o meio-ambiente à contaminação por resíduos químicos, que podem causar danos ao meio ambiente.

Quando recolhidos pelos caminhões de lixo, os resíduos circulam pela cidade expondo as pessoas, os animais e todo o meio ambiente ao risco de contaminação. Depois disso, quando despejados no aterro ou em lixões, poluem o solo, o lençol freático e a atmosfera. O mesmo ocorre quando os medicamentos são despejados na rede de esgoto, através do vaso sanitário ou do ralo da pia. Mesmo tratado, o esgoto lança nos rios os resíduos de medicamentos, que não são eliminados no tratamento convencional.

Dessa forma, os resíduos de medicamentos sempre retornam aos seres humanos, de inúmeras maneiras, como através da água da torneira, do poço ou da cisterna; por meio de poluição e chuva tóxica; ou através de alimentos contaminados regados com água imprópria.
Por isso, na hora de jogar fora, procure as caixas coletoras disponibilizadas em farmácias, drogarias e postos de saúde.

Pílulas coloridas, embalagens bonitas, brilhantes e atraentes, com odor e sabor adocicados, despertam a atenção e a curiosidade natural das crianças. Por isso, medicamentos devem ser mantidos sempre longe do alcance de crianças para evitar possíveis intoxicações.

Além disso, é importante que as crianças, ao usarem quaisquer medicamentos, aprendam que remédio não é “bala”, “doce” ou “refresco”. Lembre-se: remédio é remédio. Quando sozinha, a criança poderá ingerir o medicamento e se intoxicar. Atenção também a remédios que possuem uso infantil e uso adulto. Apesar de possuírem embalagens muito parecidas, têm doses diferentes. Erros de identificação podem causar intoxicações graves e, às vezes, fatais.

O Farmácia de Todos é o programa do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), criado para garantir a Assistência Farmacêutica no nosso Estado. É por meio dele que os medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) chegam a todos os mineiros.

Por meio do Farmácia de Todos, a SES-MG oferece incentivo para contribuir com a contratação de farmacêuticos nos municípios, entendendo a importância deste profissional para o SUS e saúde coletiva. Afinal, como bem sabemos, para o uso adequado de medicamentos, necessitamos de orientação de um profissional qualificado, que pode ser o próprio prescritor, mas também pode ser o farmacêutico no ato da entrega do medicamento.

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