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A vacinação é a maneira mais eficaz e segura de prevenir diversas doenças. Por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o Programa Nacional de Imunizações (PNI) é referência internacional ao promover o acesso gratuito da população às vacinas, respeitando critérios e orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Por isso, crianças, adolescentes, adultos e idosos precisam comparecer à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua casa e verificar se está com todas as vacinas em dia, independente se há ou não com uma campanha de vacinação em vigência.

Calendário Nacional de Vacinação objetiva é otimizar a cobertura vacinal no país e ampliar grupos e faixas etárias com o intuito de deixar uma maior parcela da população mais protegida. 

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O cartão de vacinação é um documento indispensável, uma vez que o controle das vacinas pode evitar uma série de doenças. Assim, não só crianças, como adolescente e adultos, devem manter suas vacinas em dia.

Caso não esteja de posse do cartão de vacinação, por motivo de perda ou dano, é recomendado que o usuário procure o serviço de saúde que costuma vacinar ou que faça parte de seu território de abrangência. Lá, ele terá o chamado “cartão espelho”, no qual ficam arquivados os registros de doses que foram aplicadas.

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Crianças

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Adolescentes

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Adulto

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Idoso

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Gestante

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Nenhuma vacina está totalmente livre de provocar reações. Porém, é importante destacar que os riscos de complicações graves ligados à vacinação são muito menores do que os das doenças contra as quais a pessoa está se imunizando.

Geralmente, as crianças são as que mais apresentam reações às vacinas. Por isso, a família deve redobrar a atenção no período pós-vacinação. Um exemplo é a vacina tríplice bacteriana (a DTP, contra a difteria, o tétano e a coqueluche), que pode causar, entre outras reações, irritações na pele e coceira. Para atender à demanda dos casos mais graves e disponibilizar produtos especiais à população, foi criado o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie). O Crie existe em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal e oferece vacinas a pessoas com indicação clínica restrita.

O cidadão que precisa de vacinas especiais fornecidas por esses centros (como o infectado pelo vírus HIV, o portador de imunodeficiência congênita e o que recebe quimioterapia) deve, primeiramente, ser avaliado por uma equipe de saúde. O profissional responsável irá elaborar, no próprio receituário médico, um relatório com o diagnóstico e um breve histórico da doença do paciente. Em seguida, o cidadão precisa ir ao Crie mais próximo, portando o relatório e os exames necessários (de laboratório, raio X etc.). Ele irá passar por consultas e será vacinado conforme o manual do Crie. Para saber qual o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) mais próximo da sua casa, entre em contato com o Disque Saúde por meio do telefone 0800 611997.

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O que são vacinas?

São preparações que, ao serem introduzidas no organismo, desencadeiam uma reação do sistema imunológico estimulando a formação de anticorpos e tornando o organismo imune a esse agente e às doenças por ele provocadas. Elas podem ser constituídas de moléculas, micro-organismos mortos ou micro-organismos vivos atenuados.

Quais as vantagens de utilizar vacinas?

Prevenir é melhor que remediar. O uso de vacinas tem maior custo-benefício no controle de doenças imunopreveníveis que o de medicamentos para sua cura. Resultado de muitos anos de investimento em pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico, as vacinas são seguras e consideradas essenciais para a saúde pública. 

Como se dá a distribuição de vacinas nas Unidades de Saúde do SUS?

A partir do recebimento das vacinas, os gestores locais têm autonomia para definir estratégias de vacinação da população prioritária, observando a reserva adequada do produto para a campanha nacional. A entrega das vacinas aos municípios é de responsabilidade dos Estados. Quando o município necessita de mais doses, ele deve acionar o setor de imunização da Regional de Saúde Estadual que o atende.

Como posso me vacinar?

No Brasil, as vacinas do Programa Nacional de Imunizações (PNI) são oferecidas nos postos de vacinação de todo o país ou por equipes de vacinadores, que levam os produtos a áreas de difícil acesso periodicamente. 

Não tenho Cartão de Vacina; o que devo fazer?

Você deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua casa para fazer um novo Cartão de Vacina pelo SUS, e assim, se vacinar normalmente. Lembre-se: o cartão é um documento muito importante que reúne todo o seu histórico vacinal durante a vida. Por isso, o guarde com cuidado.

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Meningite C

A meningite C é um tipo de meningite bacteriana causada pela Neisseria meningitidis. Essa doença é caracterizada pela inflamação das meninges e pode deixar sequelas ou levar à morte se o tratamento não for iniciado prontamente. Por isso, a importância da vacina oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

HPV

O HPV é causado pelo Papiloma Vírus Humano. Seu contágio é preferencialmente, por via sexual e a principal consequência são doenças oncológicas provenientes da infecção. A maioria das pessoas que entram em contato com o HPV, se não desenvolverem lesões clínicas (ex.: verrugas anogenitais) e se não realizarem testes laboratoriais, poderão nunca ter a infecção diagnosticada. Outras informações no site: www.saude.mg.gov.br/hpv 

A vacinação contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) de meninas de 9 anos de idade a 14 anos e meninos de 11 anos a 14 anos de idade, tem como objetivo prevenir o câncer do colo do útero, os cânceres de pênis, cânceres de boca, orofaringe, bem como verrugas genitais em ambos os sexos.

Os cânceres de boca e orofaringe são o sexto tipo de câncer entre os mais comuns no mundo, com 400.000 casos e 230.000 óbitos por ano. O aumento no número de casos é de duas a três vezes maior em homens que em mulheres, sendo que, nos Estados Unidos, a projeção de casos de câncer de orofaringe relacionados ao HPV superará o número de casos de câncer cervical em 2020.

Além disso, mais de 90% dos casos de câncer anal e 63% dos cânceres de pênis são atribuíveis à infecção pelo HPV, principalmente pelo subtipo 16. Apesar de se tratar de cânceres menos frequentes, sua incidência no mundo também vem crescendo.

Febre Amarela

Trata-se de uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do SUS e deve ser tomada até 10 dias antes de viajar para áreas rurais, silvestres ou de mata. Quem mora nestas áreas ou em regiões endêmicas deve procurar o Posto de Saúde (Unidade Básica de Saúde) mais próxima da sua casa para atualizar o cartão de vacina. Clique aqui e saiba mais sobre a doença.

Sarampo

Febre, tosse persistente, corrimento no nariz e irritação nos olhos são sintomas facilmente confundíveis com uma gripe, exceto pelo aparecimento de manchas avermelhadas na pele, característica marcante do sarampo. É transmitido por um vírus através de secreções expelidas pelo nariz ou boca durante a fala, tosse ou espirro do doente.

Leia mais: SES-MG reforça importância da vacinação para prevenir o sarampo

Tuberculose

vacina BCG é composta pelo bacilo de Calmette & Guérin, obtido pela atenuação do Mycobacterium bovis, umas das bactérias que transmitem a tuberculose. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a vacinação universal das crianças e deve ser dada logo ao recém-nascido. Se isso não for possível, deve ser ministrada após o primeiro mês de vida. Ainda, a BCG pode ser tomada por crianças com sorologia positiva de HIV que não apresentam sintomas, ou filhos de mulheres soropositivas assintomáticas. Para saber mais sobre a Tuberculose, clique aqui.

Câncer de colo do útero pelo HPV

O câncer do colo do útero, também chamado de cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos (chamados oncogênicos) do Papilomavírus Humano - HPV. Em conjunto com ações de rastreamento – como o exame preventivo (Papanicolaou) – a vacinação é uma estratégia importante para a prevenção deste tipo de câncer. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estimam que, a cada ano, surgem 15 mil novos casos e 5 mil mortes ocorrem por causa da doença no Brasil.

A vacina contra a o HPV é mesmo segura?


Sim, segura e também eficaz. Ela é licenciada em mais de 130 países, e sua segurança é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS). As Sociedades Brasileiras de: Imunizações (SBIm), Infectologia (SBI) e Pediatria (SBP), a Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pediátrica (SLIPE) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) enfatizam a necessidade de imunizar a população com o objetivo de uma adequada proteção contra as infecções causadas pelo vírus que são relacionadas aos cânceres do colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe. Atualmente, a dose está disponível de forma gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para meninas de 09 a 14 anos e para os meninos de 11 a 14 anos.

Caxumba

A caxumba é uma doença infecciosa, causada por vírus, que provoca inflamação nas glândulas parótidas, submaxilares e sublinguais. Também conhecida como papeira, pelo fato de provocar inchaço e dor nas laterais do pescoço, pode ser facilmente prevenida por meio de vacina.

Coqueluche

Causada pela bactéria Bordetella Pertussis, a doença ataca o aparelho respiratório (traqueia e brônquios), desencadeando uma inflamação nos pulmões. É caracterizada por tosse seca prolongada, associada a um ou mais sintomas: vômito pós-tosse, respiração ruidosa, coloração azulada da pele e mucosa, principalmente unhas e lábios; apneia, coriza e febre.

Difteria

É causada pela bactéria Corinebacterium diphtheriae, que frequentemente se aloja nas amídalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e na pele. A difteria é transmitida pela saliva ou outras secreções eliminadas ao tossir, espirrar ou mesmo ao falar, provocando inflamação das vias respiratórias. Um dos sintomas mais frequentes são formações de placas na garganta.

Hepatite A

Também conhecida como “hepatite infecciosa”, é causada pelo vírus VHA. Sua transmissão é feita pelo contrato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados. Os sintomas mais comuns são: febre, fraqueza, mal-estar, dor abdominal, enjoo/náuseas, vômitos, perda de apetite, urina escura, icterícia e fezes esbranquiçadas. Para saber mais sobre esta doença, acesse: www.saude.mg.gov.br/hepatite.

Hepatite B

A infecção pelo vírus da hepatite B (VHB) acomete entre 350 milhões e 500 milhões de pessoas em todo mundo. As principais complicações são a cirrose e câncer hepáticos, podendo também ocorrer hepatite aguda, infecção crônica inaparente (estado de portador) e hepatite crônica. Desde 1998, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, recomenda a vacinação universal das crianças contra hepatite B a partir do nascimento. A aplicação da primeira dose nas primeiras 12-24h de vida resulta em elevada eficácia na prevenção da infecção vertical.

A transmissão do VHB pode ocorrer: da mãe para filho ao nascimento, por via sexual, por meio de ferimentos cutâneos, por compartilhamento de seringas e agulhas entre usuários de drogas, por transfusão de sangue ou hemoderivados, em acidentes com material biológico.

Rubéola

Causada por vírus, é transmitida através da inalação de gotículas de secreção nasal de pessoas contaminadas, que contêm o vírus. A apresentação inicial se assemelha a uma gripe comum, e dura de 7 a 10 dias, até o surgimento das ínguas e, posteriormente, manchas na pele, que desaparecem sem deixar sequelas. Estes dois últimos sintomas são encontrados inicialmente na face e no pescoço e disseminados pelo tronco e membros. Não há tratamento específico antiviral. A vacina é a única forma de prevenção contra a doença.

Tétano

A contaminação pela bactéria Clostridium tetani é feita a partir de lesões na pele causadas por ferimentos, mesmo que pequenos, provocados por metais (enferrujados ou não), madeira, vidro ou outros objetos contaminados. Os principais sintomas são: contrações musculares involuntárias na região do ferimento, seguido de contrações dos músculos da face e do pescoço. Progressivamente também atinge os músculos do abdômen, provocando dificuldade de engolir e insuficiência respiratória.

Varicela

Também conhecida como catapora, é uma doença infecciosa causada pelo vírus varicela-zoster. Nos meses de setembro e outubro é comum o aumento do número de casos. Altamente contagiosa, mas geralmente benigna, a transmissão da catapora se dá através da saliva ou secreções respiratórias, ou por contato com o líquido do interior das vesículas. Febre entre 37,5° e 39,5°, mal-estar, inapetência, dor de cabeça e cansaço são os principais sintomas. Entre 24 e 48 horas surgem lesões de pele caracterizadas por manchas avermelhadas, que dão lugar a pequenas bolhas ou vesículas cheias de líquido, sobre as quais, posteriormente, se formarão crostas que provocam coceira.

Cânceres de pênis, garganta e ânus

Os cânceres de garganta e de boca são o 6º tipo de câncer no mundo, com 400 mil casos ao ano e 230 mil mortes. Além disso, mais de 90% dos casos de câncer anal são atribuíveis à infecção pelo HPV. A decisão de ampliar a vacinação para o sexo masculino está de acordo com as recomendações das Sociedades Brasileiras de Pediatria, Imunologia, Obstetrícia e Ginecologia, além de DST/AIDS e do mais importante órgão consultivo de imunização dos Estados Unidos (Advisory Committee on Imunization Practices). A definição da faixa-etária para a vacinação visa proteger as crianças antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus.
Por que vacinar também os meninos contra o HPV?

Os homens, quando imunizados contra a doença, além de deixarem de transmitir o vírus HPV durante a relação sexual, estão protegidos contra o câncer de pênis, ânus, verrugas genitais, câncer bucal e de faringe. A inclusão de meninos no calendário permanente da vacina HPV é extremamente relevante. Tanto eles ficam protegidos, quanto as mulheres, porque o vírus é transmitido pela via sexual, podendo causar nas mulheres diversos cânceres, entre eles o mais recorrente que é o de colo de útero.

A vacina contra a o HPV é mesmo segura?

Sim, segura e também eficaz. Ela é licenciada em mais de 130 países, e sua segurança é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS). As Sociedades Brasileiras de: Imunizações (SBIm), Infectologia (SBI) e Pediatria (SBP), a Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pediátrica (SLIPE) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) enfatizam a necessidade de imunizar a população com o objetivo de uma adequada proteção contra as infecções causadas pelo vírus que são relacionadas aos cânceres do colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe. Atualmente, a dose está disponível de forma gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para meninas de 09 a 14 anos e para os meninos de 11 a 14 anos.