O ano de 2017 começa com importantes alterações no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS), que têm como objetivo otimizar a cobertura vacinal no país. A ampliação de grupos e faixas etárias faz parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI), conduzido pelo Ministério da Saúde, para 2017. A partir de agora, uma maior parcela da população ficará mais protegida, uma vez que irá receber vacinas como a HPV, meningocócica C, tríplice viral e varicela, além da hepatite A. Nos municípios de Minas Gerais, as Unidades Básicas de Saúde (também conhecidos como Postos de Saúde) já se encontram abastecidos com as doses necessárias para imunizar os grupos prioritários.

Além disso, outro ponto importante é mobilizar as pessoas a respeito da vacina contra a Febre Amarela. A recomendação é que as pessoas que residem ou forem viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata devem se vacinar contra a doença até 10 dias antes do deslocamento. Historicamente, os meses de dezembro a maio são o período de maior número de casos com transmissão considerada possível em grande parte do Brasil.

A vacina contra a Febre Amarela é ofertada gratuitamente pelo SUS e é enviada, mensalmente, para todo o país. Em 2016, foram repassados aos estados mais de 16 milhões de doses, sendo mais de 3 milhões para o estado de Minas Gerais. Todos os estados estão abastecidos com a vacina e o país tem estoque suficiente para atender toda a população nas situações recomendadas. O estado de Minas Gerais conta com 250 mil doses em estoque.

Situação em Minas Gerais

Em 2017, já foram notificados 23 casos por febre hemorrágica no Estado, sendo 16 casos considerados prováveis para febre amarela e 7 estão em investigação. Desse total, 14 evoluíram para óbito. Todos os casos notificados ocorreram em área rural, em pessoas do sexo masculino, com idade entre 7 e 53 anos, com início dos sintomas em dezembro de 2016. O último caso humano autóctone (quando a doença é contraída dentro do estado) de Febre Amarela silvestre em Minas ocorreu, em 2009, no município de Ubá, e evoluiu para a cura.

Cartão de Vacinação

Trata-se de um documento indispensável, uma vez que o controle das vacinas pode evitar uma série de doenças. Assim, não só crianças, como adolescente e adultos, devem manter suas vacinas em dia.

Caso não esteja de posse do cartão de vacinação, por motivo de perda ou dano, é recomendado que o usuário procure o serviço de saúde que costuma vacinar ou que faça parte de seu território de abrangência. Lá, ele terá o chamado “cartão espelho”, no qual ficam arquivados os registros de doses que foram aplicadas.

- Clique aqui para baixar a caderneta de saúde para meninas.

- Clique aqui para baixar a caderneta de saúde para meninos.

O Ministério da Saúde passa a disponibilizar a vacina HPV quadrivalente para a população masculina de 12 a 13 anos de idade. A faixa etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos os meninos com 9 anos até 13 anos de idade. Os homens de 14 a 26 anos de idade vivendo com HIV/Aids também passarão a ser contemplados nas ações de vacinação contra o HPV, bem como as meninas de 9 a 14 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias) que ainda não tiveram a oportunidade de serem vacinadas.

O objetivo da vacinação da população masculina é prevenir os cânceres de pênis, as lesões ano-genitais pré-cancerosas e as verrugas genitais. Além disso, por serem os responsáveis pela transmissão do vírus para suas parceiras, ao receberem a vacina, os homens colaborarão com a redução da incidência do câncer de colo de útero e vulva nas mulheres, prevenindo também casos de cânceres, boca, orofaringe, bem como verrugas genitais em ambos os sexos.

As vacinas contra o HPV já estão disponíveis nos postos de saúde e devem ser administradas em duas doses, com intervalo de 6 meses, tanto para meninos, como para as meninas. 

Por que houve mudanças no Calendário Nacional de Vacinação em 2017?

Historicamente, diversos calendários de vacinação foram propostos em função de diferentes situações, tais como: situação epidemiológica, mudanças nas indicações das vacinas ou incorporação de novas vacinas. O objetivo é, sempre, otimizar a cobertura vacinal no país. Assim, a introdução de novas vacinas no Calendário Nacional é sempre um avanço para a saúde pública. Clique aqui e saiba mais sobre as mudanças que foram introduzidas.

Por que vacinar também os meninos contra o HPV?

Os homens, quando imunizados contra a doença, além de deixarem de transmitir o vírus HPV durante a relação sexual, estão protegidos contra o câncer de pênis, ânus, verrugas genitais, câncer bucal e de faringe. A inclusão de meninos no calendário permanente da vacina HPV é extremamente relevante. Tanto eles ficam protegidos, quanto as mulheres, porque o vírus é transmitido pela via sexual, podendo causar nas mulheres diversos cânceres, entre eles o mais recorrente que é o de colo de útero.

A vacina contra a o HPV é mesmo segura?

Sim, segura e também eficaz. Ela é licenciada em mais de 130 países, e sua segurança é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS). As Sociedades Brasileiras de: Imunizações (SBIm), Infectologia (SBI) e Pediatria (SBP), a Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pediátrica (SLIPE) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), enfatizam a necessidade das meninas brasileiras, de 9 a 13 anos de idade, receberem a primeira ou segunda dose da vacina HPV nos postos de vacinação e escolas de todo país, com o objetivo de uma adequada proteção contra as infecções causadas pelo vírus que são relacionadas a vários tipos de câncer, especialmente o de colo uterino.

CAXUMBA

A caxumba é uma doença infecciosa, causada por vírus, que provoca inflamação nas glândulas parótidas, submaxilares e sublinguais. Também conhecida como papeira, pelo fato de provocar inchaço e dor nas laterais do pescoço, pode ser facilmente prevenida por meio de vacina.

CÂNCER DE COLO DO ÚTERO PELO HPV

O câncer do colo do útero, também chamado de cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos (chamados oncogênicos) do Papilomavírus Humano - HPV. Em conjunto com ações de rastreamento – como o exame preventivo (Papanicolaou) – a vacinação é uma estratégia importante para a prevenção deste tipo de câncer. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estimam que, a cada ano, surgem 15 mil novos casos e 5 mil mortes ocorrem por causa da doença no Brasil.

CÂNCER DE PÊNIS, GARGANTA E ÂNUS

Os cânceres de garganta e de boca são o 6º tipo de câncer no mundo, com 400 mil casos ao ano e 230 mil mortes. Além disso, mais de 90% dos casos de câncer anal são atribuíveis à infecção pelo HPV. A decisão de ampliar a vacinação para o sexo masculino está de acordo com as recomendações das Sociedades Brasileiras de Pediatria, Imunologia, Obstetrícia e Ginecologia, além de DST/AIDS e do mais importante órgão consultivo de imunização dos Estados Unidos (Advisory Committee on Imunization Practices). A definição da faixa-etária para a vacinação visa proteger as crianças antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus. 

COQUELUCHE

Causada pela bactéria Bordetella Pertussis, a doença ataca o aparelho respiratório (traqueia e brônquios), desencadeando uma inflamação nos pulmões. É caracterizada por tosse seca prolongada, associada a um ou mais sintomas: vômito pós-tosse, respiração ruidosa, coloração azulada da pele e mucosa, principalmente unhas e lábios; apneia, coriza e febre.

DIFTERIA

É causada pela bactéria Corinebacterium diphtheriae, que frequentemente se aloja nas amídalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e na pele.  A difteria é transmitida pela saliva ou outras secreções eliminadas ao tossir, espirrar ou mesmo ao falar, provocando inflamação das vias respiratórias. Um dos sintomas mais frequentes são formações de placas na garganta.

FEBRE AMARELA

Trata-se de uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do SUS e deve ser tomada até 10 dias antes de viajar para áreas rurais, silvestres ou de mata. Quem mora nestas áreas ou em regiões endêmicas deve procurar o Posto de Saúde (Unidade Básica de Saúde) mais próxima da sua casa para atualizar o cartão de vacina. Clique aqui e confira no Blog da Saúde MG mais detalhes sobre a doença.

HEPATITE A

Também conhecida como “hepatite infecciosa”, é causada pelo vírus VHA. Sua transmissão é feita pelo contrato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados. Os sintomas mais comuns são: febre, fraqueza, mal-estar, dor abdominal, enjoo/náuseas, vômitos, perda de apetite, urina escura, icterícia e fezes esbranquiçadas.

MENINGITE C

A meningite é a inflamação das meninges – membranas que envolvem o cérebro – causada pela bactéria Neisseria meningitidis, transmitida de uma pessoa a outra através de gotículas da tosse, espirro e beijo. Os principais sintomas são: febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, rigidez de nuca e, algumas vezes, manchas na pele (tipo picada de mosquito).

RUBÉOLA

Causada por vírus, é transmitida através da inalação de gotículas de secreção nasal de pessoas contaminadas, que contêm o vírus. A apresentação inicial se assemelha a uma gripe comum, e dura de 7 a 10 dias, até o surgimento das ínguas e, posteriormente, manchas na pele, que desaparecem sem deixar sequelas. Estes dois últimos sintomas são encontrados inicialmente na face e no pescoço e disseminados pelo tronco e membros. Não há tratamento específico antiviral. A vacina é a única forma de prevenção contra a doença.

SARAMPO

Febre, tosse persistente, corrimento no nariz e irritação nos olhos são sintomas facilmente confundíveis com uma gripe, exceto pelo aparecimento de manchas avermelhadas na pele, característica marcante do sarampo. É transmitido por um vírus através de secreções expelidas pelo nariz ou boca durante a fala, tosse ou espirro do doente.

TÉTANO

A contaminação pela bactéria Clostridium tetani é feita a partir de lesões na pele causadas por ferimentos, mesmo que pequenos, provocados por metais (enferrujados ou não), madeira, vidro ou outros objetos contaminados. Os principais sintomas são: contrações musculares involuntárias na região do ferimento, seguido de contrações dos músculos da face e do pescoço. Progressivamente também atinge os músculos do abdômen, provocando dificuldade de engolir e insuficiência respiratória.

VARICELA

Também conhecida como catapora, é uma doença infecciosa causada pelo vírus varicela-zoster. Nos meses de setembro e outubro é comum o aumento do número de casos. Altamente contagiosa, mas geralmente benigna, a transmissão da catapora se dá através da saliva ou secreções respiratórias, ou por contato com o líquido do interior das vesículas. Febre entre 37,5° e 39,5°, mal-estar, inapetência, dor de cabeça e cansaço são os principais sintomas. Entre 24 e 48 horas surgem lesões de pele caracterizadas por manchas avermelhadas, que dão lugar a pequenas bolhas ou vesículas cheias de líquido, sobre as quais, posteriormente, se formarão crostas que provocam coceira.