De 19 a 30 de setembro acontece em todo o país as campanhas de Multivacinação e de atualização do cartão de vacinação. Este ano, a ação é voltada para menores de cinco anos e para crianças de nove anos e adolescentes de 10 a 15 anos incompletos. Entre as vacinas que devem ser atualizadas está a vacina contra poliomielite. Entretanto, nem todas as crianças deverão ser vacinadas, somente as que estão com ela em atraso.

As doses devem ser aplicadas nas seguintes idades:

2 meses (VIP- vacina inativada)

4 meses (VIP- vacina inativada)

6 meses (VIP- vacina inativada)

15 meses (VOPb – vacina oral)

4 anos (VOPb – vacina oral)

Em caso de dúvida, durante a campanha de atualização do cartão de vacinação (19 a 30 de setembro), basta levar o cartão da criança a um posto de vacinação. O Dia D de Mobilização será no sábado, 24 de setembro, mas a campanha se inicia na próxima segunda-feira (19/09) e vai até 30 de setembro.

Ao todo, foram enviadas às unidades da federação 26,8 milhões de doses, que serve tanto para a vacinação de rotina, no mês de setembro (7,6 milhões), como doses extras para a campanha (19,2 milhões). Serão cerca de 36 mil postos fixos de vacinação e 350 mil profissionais de saúde envolvidos nos 12 dias de mobilização.

Cartão de Vacinação

Trata-se de um documento indispensável durante o desenvolvimento de uma criança, uma vez que o controle das vacinas pode evitar uma série de doenças. No entanto, adolescente e adultos também devem manter suas vacinas em dia.

Caso não esteja de posse do cartão de vacinação, por motivo de perda ou dano, é recomendado que o usuário procure o serviço de saúde que costuma vacinar ou que faça parte de seu território de abrangência. Lá, ele terá o chamado “cartão espelho”, no qual ficam arquivados os registros de doses que foram aplicadas.

- Clique aqui para baixar o cartão de vacinação para meninas.

- Clique aqui para baixar o cartão de vacinação para meninos.

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CATAPORA

Também conhecida como varicela, é uma doença infecciosa causada pelo vírus varicela-zoster. Nos meses de setembro e outubro é comum o aumento do número de casos. Altamente contagiosa, mas geralmente benigna, a transmissão da catapora se dá através da saliva ou secreções respiratórias, ou por contato com o líquido do interior das vesículas. Febre entre 37,5° e 39,5°, mal-estar, inapetência, dor de cabeça e cansaço são os principais sintomas. Entre 24 e 48 horas surgem lesões de pele caracterizadas por manchas avermelhadas, que dão lugar a pequenas bolhas ou vesículas cheias de líquido, sobre as quais, posteriormente, se formarão crostas que provocam coceira.

CAXUMBA

A caxumba é uma doença infecciosa, causada por vírus, que provoca inflamação nas glândulas parótidas, submaxilares e sublinguais. Também conhecida como papeira, pelo fato de provocar inchaço e dor nas laterais do pescoço, pode ser facilmente prevenida por meio de vacina.

CÂNCER DE COLO DO ÚTERO PELO HPV (MENINAS DE 9 A 13 ANOS)

O câncer do colo do útero, também chamado de cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos (chamados oncogênicos) do Papilomavírus Humano - HPV. Em conjunto com ações de rastreamento – como o exame preventivo (Papanicolaou) – a vacinação é uma estratégia importante para a prevenção deste tipo de câncer. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estimam que, a cada ano, surgem 15 mil novos casos e 5 mil mortes ocorrem por causa da doença no Brasil.

COQUELUCHE

Causada pela bactéria Bordetella Pertussis, a doença ataca o aparelho respiratório (traqueia e brônquios), desencadeando uma inflamação nos pulmões. É caracterizada por tosse seca prolongada, associada a um ou mais sintomas: vômito pós-tosse, respiração ruidosa, coloração azulada da pele e mucosa, principalmente unhas e lábios; apneia, coriza e febre.

DIARREIA E DESIDRATAÇÃO CAUSADA POR ROTAVÍRUS

Incorporada no calendário de vacinas em 2006, a vacina contra rotavírus é um importante instrumento de prevenção de óbitos e internações em crianças no primeiro ano de vida. A infecção pelo rotavírus varia desde um quadro leve, com diarreia aquosa e duração limitada à quadros graves com desidratação, febre e vômitos, podendo evoluir a óbito.

DIFTERIA

É causada pela bactéria Corinebacterium diphtheriae, que frequentemente se aloja nas amídalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e na pele.  A difteria é transmitida pela saliva ou outras secreções eliminadas ao tossir, espirrar ou mesmo ao falar, provocando inflamação das vias respiratórias. Um dos sintomas mais frequentes são formações de placas na garganta.

FEBRE AMARELA

Muito parecida com a Dengue, a febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, de curta duração (no máximo 10 dias) e de gravidade variável. Existem dois tipos de febre amarela, a silvestre, transmitida pela picada do mosquito Haemagogus, e a urbana transmitida pela picada do Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue. Os principais sintomas de início súbito são: febre, calafrios, cefaléia, dores musculares, prostração, náuseas, diarréia, vômitos com aspecto de borra de café, evoluindo para um quadro ictérico (pele amarelada) podendo estar acompanhado de manifestações hemorrágicas. Não há transmissão pessoa a pessoa.

FORMAS GRAVES DE TUBERCULOSE

Doença infectocontagiosa, a tuberculose é causada por uma bactéria, transmitida pelo ar de pessoa para pessoa, através da fala, tosse ou espirro. Atinge principalmente os pulmões, mas outros órgãos também podem ser afetados. O sintoma mais característico é a tosse persistente, com ou sem catarro, que dura mais de três semanas. Emagrecimento, falta de apetite, febre e suor noturno, cansaço e dor no peito são outros sintomas que podem acompanhar a doença.

HEPATITE A

Também conhecida como “hepatite infecciosa”, é causada pelo vírus VHA. Sua transmissão é feita pelo contrato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados. Os sintomas mais comuns são: febre, fraqueza, mal-estar, dor abdominal, enjoo/náuseas, vômitos, perda de apetite, urina escura, icterícia e fezes esbranquiçadas.

HEPATITE B

Considerada doença sexualmente transmissível (DST), pode ser transmitida por meio do contato com sêmen, saliva e secreções vaginais durante a relação sexual desprotegida. A doença também pode ser transmitida por via sanguínea, ao compartilhar materiais perfurantes, ou pela mãe ao bebê durante a gestação ou parto. Os sintomas são semelhantes aos da Hepatite A.

MENINGITE C

A meningite é a inflamação das meninges – membranas que envolvem o cérebro – causada pela bactéria Neisseria meningitidis, transmitida de uma pessoa a outra através de gotículas da tosse, espirro e beijo. Os principais sintomas são: febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, rigidez de nuca e, algumas vezes, manchas na pele (tipo picada de mosquito).

MENINGITE POR HAEMOPHILUS

O Haemophilus influenzae tipo b (Hib) é uma bactéria que atinge principalmente crianças até cinco anos, causando infecções que começam geralmente no nariz e na garganta. Pode causar diferentes doenças infecciosas com complicações graves, e uma delas é a meningite, que geralmente tem início súbito com febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e rigidez de nuca.

PNEUMONIA, OTITE, MENINGITE E OUTRAS DOENÇAS CAUSADAS PELO PNEUMOCOCO

O pneumococo é uma bactéria que pode levar a infecções graves no organismo, como a pneumonia, otite e meningite. É disseminada através de gotículas de saliva ou muco como, por exemplo, quando as pessoas infectadas tossem ou espirram. A prevenção por meio da vacina contra a doença pnemocócica é a melhor maneira de se proteger contra o pneumococo.

POLIOMIELITE

Também chamada de “paralisia infantil”, é uma doença contagiosa grave que atinge, principalmente, crianças de até cinco anos, transmitida por secreções expelidas pela boca de pessoas infectadas, ao falar ou tossir. Pode causar flacidez muscular nos membros inferiores, provocando paralisia. Nas formas não paralíticas, os sintomas mais comuns são febre, mal estar, dor de cabeça, de garganta e no corpo, vômitos, diarreia, constipação, espasmos, rigidez na nuca e meningite. Desde 1989 o Brasil não registra nenhum caso de poliomielite, no entanto, outras regiões do mundo ainda convivem com o vírus e, por isso, a vacinação é fundamental.

RUBÉOLA

Causada por vírus, é transmitida através da inalação de gotículas de secreção nasal de pessoas contaminadas, que contêm o vírus. A apresentação inicial se assemelha a uma gripe comum, e dura de 7 a 10 dias, até o surgimento das ínguas e, posteriormente, manchas na pele, que desaparecem sem deixar sequelas. Estes dois últimos sintomas são encontrados inicialmente na face e no pescoço e disseminados pelo tronco e membros. Não há tratamento específico antiviral. A vacina é a única forma de prevenção contra a doença.

SARAMPO

Febre, tosse persistente, corrimento no nariz e irritação nos olhos são sintomas facilmente confundíveis com uma gripe, exceto pelo aparecimento de manchas avermelhadas na pele, característica marcante do sarampo. É transmitido por um vírus através de secreções expelidas pelo nariz ou boca durante a fala, tosse ou espirro do doente.

TÉTANO

A contaminação pela bactéria Clostridium tetani é feita a partir de lesões na pele causadas por ferimentos, mesmo que pequenos, provocados por metais (enferrujados ou não), madeira, vidro ou outros objetos contaminados. Os principais sintomas são: contrações musculares involuntárias na região do ferimento, seguido de contrações dos músculos da face e do pescoço. Progressivamente também atinge os músculos do abdômen, provocando dificuldade de engolir e insuficiência respiratória.

Por que houve mudança na Campanha de Vacinação neste ano?

O Ministério da Saúde já previa, neste ano de 2016, realizar a Campanha Nacional de  Multivacinação, ou seja, a atualização da caderneta de vacinação da criança e não a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. O adiamento, no entanto, se deve à ocorrência dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, que na avaliação do Ministério da Saúde poderiam diminuir a adesão à vacina, além de demandar mais esforços da rede de saúde. Além disso, conforme nova orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS), o adiamento da Campanha também ocorre em decorrência das mudanças na produção das vacinas contra a pólio neste ano. O adiamento, porém, não comprometerá a estratégia de vacinação.

Qual será a mudança no esquema vacinal contra a poliomielite?

Devido ao fato de que a poliomielite está em processo de erradicação, a vacina oral poliomielite trivalente (VOPt) será substituída, a partir deste ano, pela vacina oral poliomielite bivalente (VOPb). Essa estratégia está em conformidade com as recomendações do Plano Global de Erradicação da Poliomielite 2013/2018, para a redução gradual de utilização de vacinas orais poliomielite. O esquema de vacinação se dá em três doses (2, 4 e 6 meses de idade) com vacina inativada poliomielite (VIP) e dois reforços (15 meses e aos 4 anos de idade) com a vacina oral poliomielite trivalente (VOPt). Dessa forma, a vacina VOPb será ofertada na Campanha Nacional de  Multivacinação e, após esse período, será enviada mensalmente aos estados para ser administrada nos reforços.

Há algum problema com relação ao fornecimento das vacinas?

Não. Todas vacinas necessárias para a realização da Campanha Nacional de  Multivacinação já foram distribuídas para os estados e serão utilizadas posteriormente na rotina. Todas as vacinas estão com a situação do abastecimento regularizadas.

A vacina contra a o HPV é mesmo segura?

Sim, segura e também eficaz. Ela é licenciada em mais de 130 países, e sua segurança é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS). As Sociedades Brasileiras de: Imunizações (SBIm), Infectologia (SBI) e Pediatria (SBP), a Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pediátrica (SLIPE) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), enfatizam a necessidade das meninas brasileiras, de 9 a 13 anos de idade, receberem a primeira ou segunda dose da vacina HPV nos postos de vacinação e escolas de todo país, com o objetivo de uma adequada proteção contra as infecções causadas pelo vírus que são relacionadas a vários tipos de câncer, especialmente o de colo uterino.