A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. A forma pulmonar da doença é a mais frequente e de maior relevância para a Saúde Pública, responsável pela manutenção da sua transmissão. No entanto, a tuberculose pode ocorrer em outras partes do corpo (tuberculose extra-pulmonar).

O Relatório Mundial da Tuberculose 2019, da Organização Mundial da Saúde (OMS), relata que aproximadamente 10 milhões de casos de tuberculose são registrados todos os anos no mundo. Dados do último relatório da OMS indicam que a tuberculose é a doença infecciosa que mais mata jovens e adultos, ultrapassando o HIV/AIDS.

No Brasil, em 2020, foram notificados aproximadamente 69 mil casos novos e 4,5 mil mortes em decorrência da doença.

Em Minas Gerais, foram notificados 3.365 casos novos da doença em 2020. Dos 853 municípios mineiros, 501 (59%) registraram pelo menos 1 caso de tuberculose entre os seus residentes. As regionais de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberlândia, Governador Valadares e Coronel Fabriciano apresentaram maior número de casos novos da doença em 2020, sendo que a região metropolitana de Belo Horizonte (MG) concentra, aproximadamente, um terço dos casos do Estado.

A transmissão da tuberculose pulmonar ou laríngea ocorre de pessoa a pessoa pela via respiratória, quando um indivíduo com tuberculose elimina bactérias pela tosse, espirro ou fala, e essas são inaladas por um indivíduo saudável. Quanto maior a intensidade e a frequência da tosse, o tempo de permanência do indivíduo com tuberculose com os seus contatos (pessoas que vivem no mesmo domicílio, que trabalham ou dividem o mesmo ambiente), e quanto menor a ventilação do local, maior a probabilidade de infecção pelo bacilo.

Qualquer pessoa pode adoecer por tuberculose, embora alguns grupos populacionais, devido às suas condições de saúde e vida, possuem maior risco de adoecimento, como os indígenas, pessoas que vivem com o vírus HIV/AIDS, diabéticos, pessoas em situação de rua e os privados de liberdade, entre outros.

O principal sintoma da tuberculose é a tosse, que pode vir acompanhada de febre ao final da tarde, suor noturno e emagrecimento. Recomenda-se que todo indivíduo com tosse de duração de 3 ou mais semanas seja investigado para a tuberculose. Para isso, deve-se procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência.

O diagnóstico da tuberculose é realizado pela avaliação clínica do paciente, por exames bacteriológicos e exames complementares (raio X de tórax, entre outros). O Estado de Minas Gerais possui uma rede de laboratórios que realiza o Teste Rápido Molecular (que detecta em algumas horas a bactéria da tuberculose e a resistência à rifampicina, um dos medicamentos utilizados no tratamento básico) e outros exames para o diagnóstico e acompanhamento dos casos de tuberculose.

A tuberculose tem cura e seu tratamento é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para o êxito do tratamento, é importante que o paciente tome os medicamentos de forma regular (todos os dias, em doses adequadas) e pelo tempo previsto (mínimo de 06 meses). Com aproximadamente 15 dias de tratamento, a transmissão da bactéria do indivíduo doente para outras pessoas é interrompida, evitando novos casos da doença.

O abandono do tratamento é um dos principais desafios para o controle da tuberculose e favorece a manutenção de sua transmissão. Adicionalmente, essa situação pode causar a resistência da bactéria aos medicamentos utilizados no tratamento, o que pode levar à ocorrência de casos graves e óbito.

A Coordenação do Programa Estadual de Controle da Tuberculose de Minas Gerais da SES-MG desenvolve diversas ações relacionadas ao planejamento, gestão e vigilância epidemiológica da tuberculose no Estado, entre elas: