Até o dia 09 de junho, o Sistema Único de Saúde (SUS) realiza 19ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. A meta é vacinar 90% do público prioritário, composto por 5.560.505 pessoas, entre idosos (acima de 60 anos), gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto (em puerpério), crianças entre seis meses e menos de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), trabalhadores da saúde, professores das redes pública e particular de ensino, povos indígenas aldeados, população privada de liberdade, além dos doentes crônicos, como pessoas com diabetes, asma, bronquite e hipertensão, dentre outros grupos.

Para as pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independente da idade, é necessário apresentar, no ato da vacinação, a prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina. Ao incentivar os grupos prioritários a comparecerem aos postos de saúde e receberem a vacina, o objetivo é reduzir as complicações, internações e mortalidades decorrentes das infecções pelo vírus da influenza, na população alvo para a vacinação.

No período de 10 a 17 de abril, a vacina estará disponível apenas para os trabalhadores da saúde. Para os demais públicos, a campanha se iniciará no dia 17 de abril. No dia 13 de maio será realizado o Dia D de Vacinação contra a Gripe em várias Unidades de Saúde em todo o Brasil.

Na capital mineira, o Dia D será realizado em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, em data e local ainda a serem confirmados. Procure a Prefeitura do seu município para saber onde será o Dia D e os locais das Unidades de Saúde que irão fazer a vacinação. Em todo caso, a Unidade Básica de Saúde (UBS, também conhecida como Posto de Saúde) do seu bairro é o local mais indicado para se vacinar.

» Clique aqui e confira o informe epidemiológico da Gripe em Minas Gerais de 2017.

» Clique aqui e confira o informe epidemiológico da Gripe em Minas Gerais de 2016.

» Clique aqui e confira no site do SI PNI dados gerais sobre vacinação.

» Clique aqui e confira no site do SI PNI os dados referentes às doses aplicadas em Minas Gerais.

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A gripe é uma infecção aguda causada pelo vírus Influenza, que afeta o sistema respiratório e pode provocar complicações graves, inclusive a morte, se não for tratada a tempo, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção: crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

A síndrome gripal, que se caracteriza pelo aparecimento súbito de febre, dor de cabeça, dores musculares, tosse, dor de garganta e fadiga, é a manifestação mais comum. Nos casos mais graves, geralmente, existe dificuldade respiratória e há necessidade de hospitalização. Nesta situação, denominada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), é obrigatória a notificação às autoridades de saúde.

A transmissão do vírus Influenza ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém‐contaminadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos e nariz.

A Influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e Sudeste do País. Algumas pessoas, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com alguma comorbidade, possuem um risco maior de desenvolver complicações. Muita gente não sabe, mas a gripe pode ser causada pelos vírus Influenza A, B e C. Os vírus A e B apresentam maior importância clínica. Estima-se que, em média, as cepas A causem 75% das infecções, mas em algumas temporadas, ocorre predomínio das cepas B.

Os tipos A e B sofrem frequentes mutações e são responsáveis pelas epidemias sazonais, também por doenças respiratórias com duração de quatro a seis semanas e que, frequentemente, são associadas com o aumento das taxas de hospitalização e morte por pneumonia. Já o tipo C causa problemas respiratórios leves e infecta humanos, cachorros e porcos.

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A vacinação contra influenza mostra-se como uma das medidas mais efetivas para a prevenção da influenza grave e de suas complicações. As vacinas utilizadas nas campanhas nacionais de vacinação contra a influenza do Programa Nacional de Imunizações (PNI) são vacinas trivalentes que contêm os antígenos purificados de duas cepas do tipo A e uma B.

Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza.

Além da vacina, as ações de prevenção da transmissão da influenza incluem a etiqueta respiratória e a lavagem correta e frequente das mãos.

Em caso de sinais e sintomas compatíveis, procure a unidade básica de saúde mais próxima de sua casa. Os medicamentos antivirais são disponibilizados para todos aqueles que tiverem indicação do profissional de saúde, buscando desta forma, minimizar os danos que a imprevisibilidade do vírus Influenza.

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Gripe e resfriado é a mesma coisa?
Não. Gripe é diferente de resfriado, que é uma infecção causada por vários tipos de vírus. É raro a aparecimento de febre em resfriado, mas é comum coriza, tosses e espirros. É mais brando, dificilmente gera complicações.

A gripe pode matar?
Pode. Se a gripe não for tratada a tempo, pode causar complicações graves e, inclusive a morte, sobretudo nos grupos de alto risco, como crianças menores de cinco anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

Até quando vai a campanha de vacinação contra a gripe?
A campanha de vacinação contra a gripe vai até dia 26 de maio e, até essa data, o público-prioritário poderá ser vacinado.

Como se dá a distribuição de vacinas nas Unidades de Saúde do SUS?
A partir do recebimento das vacinas, os gestores locais têm autonomia para definir estratégias de vacinação da população prioritária, observando a reserva adequada do produto para a campanha nacional. A entrega das vacinas aos municípios é de responsabilidade dos Estados. Quando o município necessita de mais doses, ele deve acionar o setor de imunização da Regional de Saúde Estadual que o atende.

Quem faz parte do grupo prioritário de vacinação contra a gripe?

Pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), trabalhadores de saúde, povos indígenas aldeados, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas - e os funcionários do sistema prisional. As pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, também devem se vacinar.

Porque o SUS imuniza contra a gripe as pessoas pertencentes ao grupo prioritário?
O SUS oferece imunização para todas e todos. O que acontece é que a saúde pública trabalha com o conceito de saúde coletiva, que é pensar no bem estar do todo e não só do indivíduo. Neste momento de enfrentamento à gripe, após estudos dos dados epidemiológicos, concluiu-se que era mais viável imunizar estes grupos que são mais sensíveis aos sintomas da Influenza. Se na sua Unidade de Saúde não possui vacina, denuncie na Ouvidoria de Saúde de Minas Gerais pelo telefone 162.

Tenho doença crônica. Então, como faço para me vacinar?
É necessário a prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina contra a gripe que deverá ser apresentada no ato da vacinação.

Porque algumas crianças estão tomando a vacina da gripe em duas etapas?
De acordo com o Ministério da Saúde, o esquema de vacinação de duas doses da vacina contra a gripe é recomendado para as crianças de seis meses a menores de nove anos de idade (que tenham doença crônica, por exemplo, pois se encaixam no grupo prioritário) que serão vacinadas pela primeira vez, devendo-se agendar a segunda dose para 30 dias após a primeira.

Lavar as mãos pode mesmo ajudar na prevenção contra a gripe?
A lavagem das mãos exige certo cuidado e deve ser realizada com frequência. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o simples ato de lavar as mãos reduz em até 40% o risco de contrair doenças como gripe, diarreia, infecção estomacal, conjuntivite e dor de garganta.

Então, como lavar as mãos corretamente?
É recomendado usar água limpa e sabonete, lavar integralmente toda a superfície da mão, iniciando pelas palmas, com atenção também às pontas dos dedos, com o espaço entre eles, com as unhas, o dorso da mão e lavando até a região do punho. Esse processo pode ser complementado pela utilização de álcool em gel.

Os fumantes são mais vulneráveis ao vírus da gripe e resfriado?
Sim. Isto acontece porque a toxina contida no cigarro degenera rapidamente o sistema imunológico. Os fumantes que estão com a gripe também tem mais propensão a desenvolver a fase mais grave da doença, uma vez que as células do pulmão estão mais danificadas, se compararmos com uma pessoa não-fumante.

Beber bastante líquido ajuda a prevenir a gripe?
Com certeza. Beber bastante líquido (água, chá e sucos naturais) é fundamental para ajudar o organismo a combater a infecção causada pela gripe ou resfriado. A ingestão de líquido facilita ainda a eliminação da secreção que entope o nariz e deixa o pulmão carregado.

Se estou grávida, há alguma recomendação para o tratamento de gripe ou resfriado?
Sim, há algumas recomendações. A primeira delas e a mais importante é procurar uma Unidade de Saúde ou o médico que acompanha o seu pré-natal. O profissional de saúde lhe dará orientações personalizadas, de acordo com o seu histórico de saúde e do bebê. Além disso, é muito importante que a gestante não se automedique, beba bastante líquido e faça uma dieta equilibrada.

Por que devo me vacinar contra a gripe pelo SUS?
Porque o Brasil possui um excelente Programa Nacional de Imunizações (PNI), que não só oferece uma gama muito abrangente de vacinas, como essas são conservadas e aplicadas de forma adequada, não havendo justificativa técnica para não se deixar de vacinar nas Unidades de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Os êxitos alcançados pelo PNI renderam reconhecimento e respeitabilidade mundial ao Brasil.

Se eu já tiver pegado a gripe H1N1, ainda preciso tomar a vacina?
Com certeza. Quem foi infectado fica imunizado por um tempo, mas depois pode voltar a contrair a doença.

Já me vacinei no ano passado. É verdade que preciso me vacinar novamente?
É verdade. A constante mudança dos vírus Influenza requer uma frequente reformulação da vacina, de forma que é necessário se vacinar anualmente contra a gripe.

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  • Lave bem as mãos com água e sabão;
  • Beba bastante água. Manter as vias respiratórias bem hidratadas dificulta a entrada de vírus e bactérias;
  • Evite locais com muitas pessoas e com pouca circulação de ar;
  • Mantenha a janela do ônibus sempre aberta, mesmo em dias mais frios;
  • Sempre jogue os lenços de papel no lixo;
  • Nunca use as mãos para tossir ou espirrar;
  • Ao tossir ou espirrar, use a parte interna do braço, na área superior das mangas da roupa;
  • Evite compartilhar alimentos, copos, talheres, toalhas e outros objetos de uso pessoal;
  • Crianças menores de seis meses, que ainda não receberam todas as vacinas, não devem ser expostas a locais com aglomerações de pessoas, como shoppings e ônibus;
  • Não tome medicamentos sem orientação médica;
  • Diante de qualquer sintoma de gripe, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima.