Manchas dormentes, de cor esbranquiçada, avermelhada ou parda, são um dos principais sintomas da hanseníase. A doença – que tem esse nome em homenagem ao seu descobridor, o cientista norueguês Gehard Hansen (1841-1912) – é transmissível, através da respiração pela bactéria Mycobacterium leprae. Essa doença sempre foi cercada por muito preconceito, devido às deformidades que podem acontecer quando o tratamento não é feito precocemente. Por isso, a última semana de janeiro é conhecida como a Semana Mundial de Luta Contra a Hanseníase.

A semana mundial de luta contra a hanseníase ocorre sempre na última semana de janeiro e este ano o lançamento da Campanha Nacional está previsto para ocorrer no Município de Belém do Pará, em 31 de janeiro de 2018, com o slogan: “Hanseníase – Identificou. Tratou. Curou”.

Apesar de objetivar alcançar toda a população, a campanha terá como público-alvo homens na faixa etária de 20 a 49 anos, considerando esta uma importante parcela da população com alto risco de adoecimento. Atenção especial deve ser dada a população do sexo masculino com 60 ou mais anos de idade, por se tratar de um grupo com alto risco de detecção e de acometimento pelas incapacidades físicas devido a hanseníase.

O principal ponto dessa campanha é de alertar a sociedade sobre os sinais e sintomas da doença e incentivar a procura pelos serviços de saúde. Além disso, também propõe mobilizar os profissionais de saúde quanto a busca ativa de casos novos e a realização de exame dos contatos, divulgar a oferta de tratamento completo no SUS e promover atividades de educação em saúde que favoreçam a redução do estigma e do preconceito que permeiam a doença.

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A hanseníase é uma doença infecciosa, crônica, causada por uma bactéria – M. leprae – e que afeta a pele e os nervos periféricos, em especial os dos olhos, braços, pernas, orelhas e nariz.

Essa doença acomete pessoas nas mais diversas idades, incluindo crianças, independentemente de gênero (masculino ou feminino). A progressão da doença é lenta, e seu período de incubação é prolongado e pode durar anos.

A hanseníase tem cura e se tratada precocemente e de forma adequada, pode evitar as incapacidades e as sequelas.

Fique atento (a)! Qualquer mancha na pele ou área de pele aparentemente normal, mas com alteração de sensibilidade, pode ser hanseníase. Neste caso o paciente deve procurar uma unidade de saúde para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento.

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A hanseníase inicia-se, em geral, com manchas brancas, vermelhas ou marrons em qualquer parte do corpo, mas, são manchas com alteração de sensibilidade à dor, ao tato e, ao quente e ao frio. Podem aparecer também áreas dormentes, especialmente nas extremidades, como mãos, pernas, córneas, além de caroços, nódulos e entupimento nasal.

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O diagnóstico da hanseníase é feito na Unidade Básica de Saúde (também conhecida, popularmente, como Posto de Saúde). A pessoa que apresenta qualquer dos sintomas acima, e suspeitar que tenha a doença, deve procurar a Unidade mais perto da sua casa. Ali a equipe vai examinar, dar o diagnóstico, e logo iniciar o tratamento. 

A hanseníase tem cura! O tratamento é gratuito e está disponível nas unidades de saúde pública. Vale ressaltar que imediatamente após iniciar o tratamento, que dura entre 6 a 12 meses, mesmo os pacientes da forma contagiosa, cerca de 30% do total, já não mais a transmitem para as pessoas com quem convivem.

Os contatos domiciliares dos pacientes com hanseníase têm maior risco de desenvolver a doença, portanto, devem ser examinados e orientados. Se a população em geral souber identificar os sinais e sintomas da hanseníase e buscar o diagnóstico mais precocemente possível, terá muito mais chances de não desenvolver deformidades, e o tratamento realizado por um menor tempo.

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Nos últimos 8 anos, o Estado de Minas Gerais notifica cerca de 1300 casos novos a cada ano. Em 2016, foram 1.106 novos casos, sendo que os casos de hanseníase estão distribuídos por todo o Estado, com maior atenção nas divisas de Minas Gerais com os Estados de Espírito Santo, Bahia e Goiás.

A situação da hanseníase no Estado de Minas Gerais apresenta-se de forma bastante heterogênea com 45 municípios hiperendêmicos, 56 de muito alta endemia, 74 de alta endemia, 121 de média endemia e 22 de baixa endemia. Em 554 municípios nenhum caso foi detectado no ano de 2016 e esse fato vem se repetindo ao longo dos últimos oito anos.

» Clique aqui e acesse os dados de hanseníase de 2009 a 2016. 

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A Coordenação Estadual de Dermatologia Sanitária elaborou o Plano de Enfretamento da Hanseníase em Minas Gerais – 2018-2021, em parceria com várias Instituições com o objetivo de propor a criação de políticas públicas para o enfrentamento da Hanseníase no nosso Estado. O plano é composto por 5 eixos de intervenção: Vigilância Epidemiológica; Rede de Atenção à Saúde; Educação permanente e integração ensino/serviço; Educação em Saúde, Mobilização Social e Cidadania; Gestão, monitoramento e avaliação.

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A hanseníase sempre foi cercada por muitos mitos e preconceitos, que existem por causa da falta de informação. A divulgação dos sinais e sintomas da hanseníase e do seu tratamento e cura é uma importante estratégia para identificar, tratar e curar. Por isso, clique aqui e acesse as principais dúvidas e mitos com relação à doença.