Trauma Raquimedular (TRM): entenda o que é, como acontece e como prevenir
O Trauma Raquimedular (TRM) acontece quando a medula espinhal, responsável por transmitir as informações entre o cérebro e o corpo, é lesionada. Essa lesão pode mudar a vida de uma pessoa de forma temporária ou permanente, afetando movimentos, sensações e funções básicas como respirar, andar ou controlar a bexiga.
Em muitos casos, o TRM acontece de forma inesperada: em um acidente de trânsito, uma queda, um mergulho em água rasa ou uma situação de violência. Por isso, informação e prevenção salvam vidas e reduzem sequelas.
O que é a medula e por que ela é tão importante?
A medula espinhal é como uma “estrada de comunicação” entre o cérebro e o resto do corpo. Ela passa por dentro da coluna vertebral e leva comandos para os braços, pernas e órgãos, além de trazer informações de volta para o cérebro, como dor, calor e toque.
Quando essa estrutura é lesionada, a comunicação é interrompida. Quanto mais alto o local da lesão, maior pode ser o impacto nas funções do corpo.
Tipos de Trauma Raquimedular
- TRM cervical (região do pescoço)
Pode afetar braços, pernas e até a respiração. Em casos graves, a pessoa pode ficar tetraplégica. - TRM torácico ou lombar (região do meio e parte inferior das costas)
Geralmente afeta as pernas e a parte inferior do corpo, podendo causar paraplegia.
Principais causas
- Acidentes de trânsito (carros, motos, atropelamentos)
- Quedas, especialmente de alturas ou em idosos
- Mergulho em águas rasas
- Violência (arma de fogo ou arma branca)
- Esportes de alto impacto
- Acidentes de trabalho
- Complicações de doenças, tumores ou infecções na coluna
Principais sinais e sintomas
Os sintomas variam de acordo com a gravidade e o local da lesão, mas podem incluir:
- Perda parcial ou total dos movimentos dos braços e/ou pernas
- Perda ou alteração da sensibilidade
- Dor intensa ou sensação de choque elétrico
- Espasmos musculares
- Dificuldade para respirar
- Falta de controle da urina e das fezes
Qualquer suspeita de TRM deve ser tratada como emergência.
O que fazer em caso de suspeita de TRM
Se uma pessoa sofreu um acidente e há suspeita de trauma na coluna:
- Não a mova
- Evite que ela se levante ou vire o pescoço
- Mantenha-a imóvel e calma
- Ligue imediatamente para:
- SAMU: 192
- Corpo de Bombeiros: 193
Tratamento e reabilitação pelo SUS
O atendimento ao TRM envolve várias etapas:
- Atendimento de urgência e estabilização
- Cirurgia, quando necessária
- Uso de medicamentos para dor e espasticidade
- Reabilitação com equipe multiprofissional:
- fisioterapia
- terapia ocupacional
- fonoaudiologia
- psicologia
- serviço social
A reabilitação é essencial não apenas para recuperação física, mas também para autonomia, inclusão social e retomada de projetos de vida.
Pessoas com TRM podem aprender novas formas de realizar atividades diárias, estudar, trabalhar e se deslocar com independência e dignidade.
Prevenção: o que mais funciona na prática
- Uso do cinto de segurança e capacete
- Não dirigir sob efeito de álcool ou drogas
- Evitar mergulhos em rios, represas e piscinas sem conhecer a profundidade
- Utilizar equipamentos de proteção em ambientes de trabalho e esporte
- Adequar casas para evitar quedas, principalmente de idosos
Prevenir é sempre o caminho mais eficaz.
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Prevenir é sempre o caminho mais eficaz!
PERGUNTAS FREQUENTES
Trauma raquimedular tem cura?
Depende da gravidade. Em alguns casos há recuperação parcial; em outros, as sequelas são permanentes. A reabilitação melhora muito a qualidade de vida.
Toda pessoa com TRM fica paraplégica ou tetraplégica?
Não. Depende do local e da intensidade da lesão.
Quanto mais rápido o atendimento, melhor o resultado?
Sim. A rapidez e o cuidado no transporte fazem grande diferença.
O SUS oferece reabilitação para pessoas com TRM?
Sim. O SUS possui serviços de reabilitação física e multiprofissional em várias regiões do estado.
Quem tem TRM pode voltar a estudar ou trabalhar?
Sim. Com apoio, acessibilidade e reabilitação, muitas pessoas retomam suas atividades.
É possível prevenir a maioria dos casos?
Sim. Grande parte dos casos está relacionada a acidentes evitáveis.
