SRS Varginha promove encontro de fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres

O evento reuniu profissionais de diferentes setores para discutir a integração dos serviços e a qualificação do atendimento às mulheres em situação de violência.

   A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Varginha  promoveu, no dia 20 de outubro, no auditório da instituição, o Encontro de Fortalecimento da Rede de Atendimento e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. O objetivo foi fortalecer a articulação entre os serviços de prevenção, atendimento e enfrentamento à violência contra as mulheres.

   Participaram profissionais das áreas de Assistência Social, Saúde, Educação, Segurança Pública e Sistema de Justiça, além de representantes de conselhos municipais e de outras instituições que atendem mulheres em situação de violência e suas famílias. A programação abordou a importância do acolhimento, da integração entre os serviços e da qualificação dos fluxos de encaminhamento e acompanhamento das mulheres.

   Durante a abertura do evento, Tatiana Vilela Pessoa, referência em Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Infecções Sexualmente Transmissíveis na SRS Varginha, enfatizou a importância da articulação entre as instituições. 

“Quanto mais a gente aprofunda o tema da violência, percebemos que nenhuma instituição consegue enfrentar essa realidade de forma isolada. E eventos como o de hoje fortalecem nossos vínculos, nos possibilitam conhecer melhor cada serviço desta rede, aprimorando, assim, o fluxo de encaminhamento, acolhimento e acompanhamento das mulheres em situação de violência”, afirmou.

   O evento foi conduzido pelas psicólogas Roseane Lima de Souza, da Subsecretaria de Política dos Direitos das Mulheres da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (SEDESE) e Danielly Dias, do Centro de Referência Especializado de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência (CERNA). 

  Roseane ressaltou a importância de reconhecer as diferentes formas de violência e acolher as vítimas sem julgamentos. Para ela, existe uma escalada da violência. “O feminicídio não começa na morte da vítima. Quando a mulher é vítima da violência física, na maioria das vezes, ela já está sofrendo outras violências como a psicológica há muito tempo. É muito importante que nós como sociedade não julguemos e promovamos o acolhimento”. Danielly ressaltou então, sobre a dimensão social do problema. “ A violência contra a mulher é um fenômeno histórico, social e político. Não se trata de casos isolados, mas de um problema enraizado na desigualdade de poder entre homens e mulheres”, destacou.

Por: Thaís Carvalho Teodoro

Foto: Thaís Carvalho Teodoro

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