Minas investe no diagnóstico e tratamento do câncer de mama para que o cuidado seja contínuo

Com o fim do mês de outubro, Estado alerta para a importância do acompanhamento médico e realização de exames diagnósticos durante o ano inteiro

A campanha Outubro Rosa surgiu na década de 1990, para conscientizar a população sobre uma das doenças mais letais entre as mulheres: o câncer de mama. Porém, mais importante do que adotar medidas para prevenir a doença em outubro, é não se esquecer desses cuidados nos outros 11 meses do ano. 

Por esse motivo, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), orienta o acompanhamento na Unidade Básica de Saúde de referência, para que seja feita a avaliação do quadro clínico e indicação de exames diagnósticos.  

“Tentamos facilitar a jornada da mulher para o cuidado com a própria saúde. Investimos na aquisição de mamógrafos e incentivamos a busca ativa da Atenção Primária à Saúde, para que as mulheres sejam orientadas na realização de consultas e exames”, destaca a secretária de Estado Adjunta de Saúde da SES-MG, Poliana Lopes.  

A mamografia é fundamental para a detecção precoce, que torna o tratamento mais eficaz. O exame é indicado para mulheres com idade entre 40 e 74 anos. 

Para reforçar esse acompanhamento, a SES-MG lançou a funcionalidade “Minhas Mamografias”, disponível no MGApp, para que as mulheres possam visualizar os últimos exames realizados pelo SUS e se orientem sobre quando procurar a UBS. 

“A funcionalidade no MGApp avisa as mulheres que têm algum exame pendente ou alguma etapa complementar para o cuidado. Além disso, o Estado investiu nos mamógrafos para ampliar o acesso a esse serviço”, complementou a secretária.  

Minas dispõe de 440 mamógrafos em uso pelo SUS. Em 2023, a SES-MG investiu cerca de R$ 77 milhões para a compra de 62 mamógrafos digitais. Em 2025, foram realizadas mais de 550 mil mamografias na rede SUS e nas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e nos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon). Entre janeiro e julho de 2026, foram mais de 330 mil exames. 

Atualmente, há 45 estabelecimentos habilitados na alta complexidade em oncologia, distribuídos em 16 macrorregiões de saúde, sendo 36 Unacon, 4 Cacon, 4 Serviços de Radioterapia de Complexo Hospitalar e 1 Hospital Geral com Cirurgia de Câncer de Complexo Hospitalar. 

Dados estaduais 

Foram registrados 6.201 casos de câncer de mama no estado em 2025 e 2.611 de janeiro a outubro de 2026. Em relação aos óbitos, foram contabilizados 1.971 em 2025 e 1.260 óbitos de janeiro a agosto de 2026.  

Para o biênio 2025/2026, a estimativa é de cerca de 7.600 novos casos de câncer de mama no estado, o que representaria uma taxa de incidência bruta de 70,24 casos para cada 100 mil mulheres.  

A doença 

O câncer de mama decorre da multiplicação desordenada de células nas mamas, resultando em um tumor maligno que pode se espalhar para outros órgãos e tecidos.  

Essa é uma doença heterogênea, de diferentes tipos morfológicos e características moleculares. O aumento no risco de desenvolver a doença está associado ao histórico familiar, exposição à radiação, consumo de álcool, falta de atividade física, obesidade, entre outros fatores. 

Entre os principais sintomas da doença estão o aparecimento de nódulos nos seios, alterações na textura da mama e secreções no mamilo.  

A mastectomia é um dos tratamentos disponíveis pelo SUS, consistindo na remoção parcial ou total de uma ou das duas mamas. Em 2025, foram realizadas 569 mastectomias em Minas e, de janeiro a agosto de 2026, foram 392 procedimentos. 

Quando existem condições técnicas e clínicas, a reconstrução da mama deve ser efetuada no mesmo tempo cirúrgico. Caso contrário, a paciente tem a realização da cirurgia garantida quando alcançar as condições clínicas requeridas. Em 2025, foram realizados 353 procedimentos de reconstrução mamária no estado e 265 entre janeiro e agosto de 2026.

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