Experiências exitosas inspiram ações de prevenção de violências e cuidado em saúde mental na Regional de Ubá

Fortalecer a prevenção das violências e qualificar o cuidado em saúde mental nos territórios são estratégias essenciais para ampliar o acesso da população a uma assistência mais integral e articulada. Com esse objetivo, a Gerência Regional de Saúde (GRS) de Ubá promoveu, no dia 8 de setembro, na UNIFAGOC, a oficina Prevenção às Violências e Ações de Cuidado em Saúde Mental, reunindo referências técnicas em saúde mental, coordenadores dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e da Atenção Primária à Saúde (APS) das microrregiões de Saúde de Ubá e Muriaé.

A iniciativa foi resultado de uma articulação entre a Coordenação de Redes de Atenção à Saúde (CRAS) e a Coordenação de Acesso a Serviços de Saúde (CASES), com foco no fortalecimento das ações de prevenção da violência autoprovocada e na qualificação das práticas desenvolvidas pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

Experiências locais fortalecem o cuidado em rede

A oficina contou com duas facilitadoras do Projeto Nós na Rede, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à educação permanente em saúde mental. O município de Fervedouro apresentou a experiência sobre como a utilização da Ficha de Notificação Individual de Violência, do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), tem contribuído para identificar demandas do território, organizar fluxos de cuidado e articular o acompanhamento de pessoas em situação de violência.

A coordenadora da CASES da GRS Ubá, Fabiana Érica de Souza, destacou a importância de transformar experiências municipais em oportunidades de aprendizagem para toda a região. “Quando os municípios compartilham estratégias de organização do processo de trabalho e de acompanhamento dos usuários, fortalecemos a capacidade da rede de responder às necessidades dos territórios de forma mais integrada, olhando para as pessoas com cuidado em sua integralidade”, afirmou.

Outro destaque da programação foi a apresentação do município de Divinésia sobre o uso da auriculoterapia como prática complementar no cuidado em saúde mental. A experiência mostrou resultados relacionados à redução de sintomas de ansiedade e à ampliação das possibilidades terapêuticas ofertadas aos usuários acompanhados pela RAPS. Também foram discutidos os Centros de Convivência como dispositivos estratégicos para a inclusão social, o fortalecimento dos vínculos comunitários e a promoção da autonomia das pessoas em sofrimento psíquico.

Reflexão e construção de estratégias nos territórios

Para a referência técnica regional em Saúde Mental da GRS Ubá, Rosane de Faria Melo Gonçalves, a prevenção das violências e o cuidado em saúde mental exigem ações articuladas entre diferentes pontos da rede e setores da sociedade. Segundo ela, as experiências e reflexões apresentadas durante a oficina buscaram demonstrar como essa integração pode ser incorporada à gestão e à assistência em saúde mental.

“Ao reunir gestores, coordenadores e equipes técnicas, criamos um espaço para compartilhar experiências, refletir sobre os processos de trabalho e construir estratégias que possam ser incorporadas às realidades locais”, destacou.

No período da tarde, os participantes foram divididos em grupos de trabalho para discutir os temas apresentados e elaborar propostas aplicáveis aos seus territórios. A atividade resultou na construção coletiva de estratégias voltadas ao fortalecimento da RAPS, à prevenção das violências e à ampliação das articulações intersetoriais, contribuindo para redes de cuidado cada vez mais integradas e resolutivas.

Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado após o encerramento oficial das eleições.

Por: GRS Ubá

Foto: GRS Ubá

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