Capacitação fortalece vigilância das ISTs e qualifica informações para o SUS na região de Ubá

Informações epidemiológicas mais precisas permitem identificar tendências de transmissão, direcionar recursos e fortalecer ações de prevenção, diagnóstico e tratamento das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Para qualificar esse processo, a Gerência Regional de Saúde (GRS) de Ubá realizou, durante o mês de setembro, o “Ciclo de Estudos Online: Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e Qualificação do Sinan”, reunindo profissionais de saúde dos 31 municípios da região.

Realizado em quatro encontros remotos, o ciclo abordou temas prioritários para a vigilância das ISTs, incluindo HIV/Aids, sífilis, hepatites virais, HTLV e os fluxos relacionados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). A iniciativa teve caráter prático, com foco na análise e no correto preenchimento das fichas de notificação, ferramenta essencial para a produção de dados epidemiológicos confiáveis.

Participaram médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde (APS), coordenadores da APS e da vigilância epidemiológica, referências municipais de IST e do Sinan, profissionais dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar e equipes dos Serviços de Assistência Especializada (SAE) de Ubá e Muriaé.

Responsável pela organização e condução do ciclo, a referência técnica das ISTs da GRS Ubá, Priscila Teixeira, destacou que a proposta surgiu da necessidade de fortalecer o uso dos sistemas de informação e reduzir inconsistências nos registros. “A qualidade dos dados influencia diretamente a capacidade de analisar o cenário epidemiológico e planejar ações de prevenção, diagnóstico e cuidado. O ciclo permitiu discutir dúvidas frequentes e alinhar condutas entre os municípios, contribuindo para uma vigilância mais qualificada e integrada”, afirmou.

Ao longo dos encontros, os participantes revisaram critérios de notificação, definição de casos, encerramento de registros e aspectos relacionados ao monitoramento das doenças, promovendo a troca de experiências entre as equipes municipais e regionais.

Para a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da GRS Ubá, Elis Regina Mattos, a educação permanente é uma estratégia fundamental para o fortalecimento da rede de vigilância. “Informações mais precisas permitem identificar prioridades e fortalecer ações de prevenção, diagnóstico e cuidado, beneficiando diretamente a população. Temos desenvolvido uma agenda de capacitações voltada às necessidades da nossa região, buscando fortalecer os serviços de vigilância epidemiológica e ampliar o acesso oportuno às ações de prevenção e cuidado relacionadas às ISTs”, afirmou.

Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado após o encerramento oficial das eleições.

Por Keila Lima
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