VACINAÇÃO     |     TRANSMISSÃO  |   SINTOMAS    |     INFORME    |     PERGUNTAS

A febre amarela é uma doença viral aguda, imunoprevenível, transmitida ao homem e a primatas não humanos (macacos), por meio da picada de mosquitos infectados. Possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano.

O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. Em áreas de mata, os principais vetores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes. Já nas áreas urbanas, o vetor do vírus é o Aedes aegypti.

A maior frequência da febre amarela ocorre entre os meses de dezembro e maio, período com maior índice de chuvas, quando aumenta a proliferação do vetor, o que coincide ainda com maior atividade agrícola.

 A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da febre amarela. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta vacina contra febre amarela para a população. 

Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, sendo que a pessoa que recebeu uma dose da vacina antes de completar (5) cinco anos , está indicada a dose de reforço, independentemente da idade que tiver. Essa medida  está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Por que se vacinar?

A vacina contra a febre amarela é segura e considerada a medida mais eficaz para evitar casos graves e mortes pela doença. Depois de imunizado, você está protegido por toda vida. A vacina contra a febre amarela é gratuita e é disponibilizada pelo SUS.

Quem deve se vacinar?

A vacina é indicada para: 
• Crianças, ao completarem 9 meses de vida, devem tomar 1 (uma) dose;
• Crianças, ao completarem 4 anos de idade, devem tomar a dose de reforço;
• Pessoas de 5 a 59 anos de idade, não vacinadas ou sem comprovante de vacinação, devem tomar 1 (uma) dose;
• Pessoas que receberam apenas 1 (uma) dose da vacina antes de completarem 5 anos de idade devem tomar 1 (uma) dose de reforço;

Quem já se vacinou dentro destes parâmetros não precisa se vacinar novamente, pois a imunização dura por toda a vida!


IMPORTANTE: Toda pessoa que reside em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e pessoas que vão viajar para essas áreas deve se imunizar.

Quem não deve tomar a vacina contra febre amarela?

  • Crianças menores de 9 meses de idade.
  • Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade.
  • Pessoas com alergia grave ao ovo.
  • Pessoas que vivem com HIV e que tem contagem de células CD4 menor que 350.
  • Pessoas em de tratamento com quimioterapia/ radioterapia.
  • Pessoas portadoras de doenças autoimunes.
  • Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).

Como saber se tenho alergia ao ovo?


Segundo previsto na política nacional de alimentação e nutrição do SUS, os profissionais da atenção básica devem fazer avaliação clínica e orientação nutricional das crianças e adultos identificando alergias alimentares e/ou problemas relacionados à alimentação e nutrição.

Assim, os profissionais das Unidades Básicas de Saúde devem fazer a orientação sobre a dieta alimentar mais adequada em cada caso (incluindo a recomendação de não vacinação quando há componentes alergênicos) e caso haja necessidade, os usuários poderão ser encaminhados para um serviço especializado para realização de avaliação complementar e o melhor encaminhamento em cada caso.

Quando e onde se vacinar?

A vacina está disponível, durante todo o ano, nas mais de 4.000 unidades de saúde em todo Estado de Minas Gerais. É segura e gratuita, sendo disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência, seguindo as orientações de prevenção a Covid-19, e leve o cartão de vacinação.

Quem já tomou a vacina precisa se vacinar?

Pessoas que tomaram 2 (duas) doses antes dos 5 anos de idade ou 1 (uma) dose depois dos 5 anos de idade não precisam se vacinar novamente, pois a imunização dura por toda a vida!

A vacina contra febre amarela protege contra o Coronavírus?

Não! A vacina protege apenas contra o vírus da febre amarela evitando casos graves e mortes causados por ele, mas NÃO oferece nenhuma proteção contra o Coronavírus.

Posso tomar a vacina contra febre amarela e a vacina contra covid-19 ao mesmo tempo?

Não! Deve-se respeitar um intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas. Ou seja, se tomar a vacina contra a febre amarela, espere 14 dias para tomar a da Covid-19. Se tomar primeiro a da Covid-19, 1ª ou 2ª dose, espere mais 14 dias para tomar a da febre amarela. Por isso, é importante que você leve o seu cartão de vacinas no dia em que for se vacinar para ajudar a recomendação do profissional de saúde.

Vacinação em tempos de pandemia

A vacinação é um serviço essencial e deve ser mantido mesmo na pandemia. Ao se dirigir até uma unidade básica de saúde para se vacinar, utilize máscara, respeite distanciamento social todas as medidas de prevenção a Covid-19. Não se esqueça de levar o cartão de vacinação.

Posso doar sangue após me vacinar?

Após 28 dias da vacina, as doações de sangue podem ser realizadas. Sugere-se que antes de tomar a vacina as pessoas procurem um hemocentro ou serviço de coleta para doação, evitando que haja desabastecimento dos estoques de bolsas de sangue.

Qual a recomendação de vacina para quem vai viajar?

Para viajantes para áreas com vigência de surto no país ou para países que exigem o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia e que não tenham sido vacinados devem se vacinar pelo menos 10 dias antes da viagem, respeitando as precauções e contraindicações da vacina.

   

A Febre Amarela é transmitida pela picada de mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão:

SILVESTRE

Se dá principalmente quando há transmissão em área rural ou de floresta. No ciclo silvestre da febre amarela, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata, assim como os macacos.

URBANO

No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados.

A série histórica da doença no Brasil demonstra que os casos ocorrem com maior frequência nos meses entre dezembro a maio caracterizando a doença com perfil sazonal. Esse fato ocorre principalmente no verão, quando a temperatura média aumenta na estação das chuvas, favorecendo a reprodução e proliferação de mosquitos (vetores) e, por consequência o potencial de circulação do vírus.



  

A maioria das pessoas melhora após os sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença. Nestes casos, a doença pode causar o comprometimento do fígado provocando icterícia (pele amarelada), hemorragias (sangramentos) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

Depois de identificar alguns desses sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, e se você observou mortandade de macacos próximo aos lugares que você visitou, assim como picadas de mosquito. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.

IMPORTANTE: Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem febre amarela grave podem morrer. Assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas, é fundamental buscar ajuda médica imediata.

Os macacos não transmitem a febre amarela para o homem. Assim como os humanos, eles são infectados pelos mosquitos e acabam adoecendo da mesma forma!

Ao contrário do que se pensa, eles são importantes sentinelas para alerta em regiões onde o vírus da Febre Amarela está circulando. Macacos mortos são analisados em exames específicos para detectar se a causa morte foi Febre Amarela, o que aciona o alerta de cuidado com as pessoas.

Se você identificar macacos doentes ou mortos na região onde vive ou está, informe ao Serviço de controle de Zoonoses de seu município.

A febre urbana e a silvestre são a mesma doença? Há diferenciação entre os sinais e sintomas?

Sim, tanto a febre amarela silvestre quanto a urbana possuem as mesmas manifestações clínicas. A diferença está apenas nos vetores responsáveis pela transmissão, sendo que no ciclo silvestre o vetor da febre amarela são os mosquitos Haemagogus e o Sabethes. Já no meio urbano, a transmissão se dá pelo Aedes aegypti.

A febre amarela é contagiosa?

A doença não é contagiosa, ou seja, não há transmissão de pessoa para pessoa. É transmitida somente pela picada de mosquitos infectados com o vírus da febre amarela.

Como é feito o diagnóstico da febre amarela?

No caso de qualquer um dos sintomas da doença, procure imediatamente uma Unidade Básica de Saúde para avaliação médica adequada. O profissional de saúde fará os exames necessários para diagnosticar a doença, assim como a sua gravidade, para indicar a melhor forma de tratamento.

Como é realizado o tratamento da febre amarela?

Somente um médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente um paciente suspeito com febre amarela.

O tratamento é apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado.

Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito. Medicamentos salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que o uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas.

Existe a possibilidade de uma pessoa infectada na área rural ir para a cidade, infectar mosquitos e iniciar uma transmissão na área urbana?

Sim, existe essa possibilidade. Por isso, a prevenção por meio da vacinação e da eliminação dos criadouros do Aedes aegypti é fundamental.

Clique aqui e confira alguns cuidados simples para evitar a transmissão do mosquito que também transmite a Dengue, Zika e Chikungunya.

Os macacos transmitem a febre amarela?

Os macacos não transmitem a febre amarela. Eles são importantes sentinelas para alerta em regiões onde o vírus da febre amarela está circulando. Macacos mortos são analisados por exames específicos para detectar se a causa da morte foi por febre amarela, o que aciona o alerta de cuidado com as pessoas e a necessidade de intensificar ações de vacinação no município com ocorrência de casos.

O que fazer ao encontrar um macaco morto ou doente?

Os macacos são nossos aliados no combate à febre amarela, pois ajudam a alertar os órgãos de saúde pública sobre a presença dessa doença na região. Se você identificar macacos doentes ou mortos informe imediatamente o Serviço de Controle de Zoonoses de seu município. Em casos de animais doentes o Serviço de Controle de Zoonoses acionará os órgãos de meio ambiente do município.

Outra alternativa é notificar as autoridades por meio do aplicativo SISS-GEO (Sistema de Informação em Saúde Silvestre da FIOCRUZ), onde você pode registrar online e off-line, informações que contribuam para a prevenção de doenças como a febre amarela.

Você pode baixar o app SISS-GEO pelo Google Play e Apple Store. Para saber mais, acesse https://www.biodiversidade.ciss.fiocruz.br/como-usar.

Quais medidas o Governo de Minas e a SES-MG estão tomando contra a febre amarela no Estado?

Desde as primeiras notificações, a SES-MG tem desencadeado as ações preconizadas para vigilância e assistência dos casos suspeitos de febre amarela:

  • Realização de ações educativas de mobilização social para eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti em municípios infestados, visando evitar a reurbanização da febre amarela no Brasil;
  • Apoio aos municípios na investigação dos casos e nas ações de mobilização, controle e vacinação.
  • Ampliação da oferta de vacina aos viajantes não vacinados que se destinem à Área Com Recomendação de Vacina no Brasil (ACRV) ou para países com risco de transmissão, pelo menos 10 dias antes da viagem.
  • Intensificação da vacinação em municípios que são área com recomendação de vacina no Estado, elevando assim as coberturas vacinais, com priorização das populações de áreas rurais e silvestres, principalmente para aqueles indivíduos com maior risco de exposição (população de área rural, silvestre, pessoas que fazem turismo “ecológico” ou “rural”, agricultores, extrativistas e outros que adentram áreas de mata ou silvestres);
  • Notificação e investigação oportuna (até 24h) de todos os casos humanos suspeitos, incluindo aqueles de doenças febris ictéricas e/ou hemorrágicas, óbitos por causa desconhecida e mortes de primatas.

Como é feita a investigação epidemiológica?

A investigação epidemiológica de um caso suspeito é realizada através do levantamento de dados clínicos, laboratoriais e epidemiológicos vinculados aquele paciente. Tais informações podem ser obtidas através das fichas de notificação de bancos oficiais, roteiros específicos de investigação que englobam perguntas específicas para aquele agravo, coleta de amostras biológicas, assim como através da consulta de sistemas oficiais de outros setores, como exemplo, dados da assistência e laboratoriais, além da essencial visita técnica in loco para verificação das informações e busca de eventuais outros casos suspeitos. Para definição de um local provável de infecção são levados em conta vários outros fatores, tais como: período de incubação, histórico de deslocamento e circulação viral na localidade.
 

 

 

» Clique aqui e confira o último Informe Epidemiológico da Febre Amarela - atualização em 14/04/2021 

» Clique aqui e acesse os dados de Cobertura Vacinal em Minas Gerais - atualização em 18/02/2018

» Confira documentos e links com conteúdo de interesse:

  1. Boletim Epidemiológico de Eventos Adversos Pós-Vacinação de Febre Amarela
  2. Informe sobre atualização das epizootias em Minas Gerais (atualizado em 21/10/2021)*
  3. Distribuição das epizootias ocorridas em PNH e classificação e Percentual de Cobertura Vacinal para Febre Amarela (atualizado em 19/08/21)*
  4. Fluxograma para Atendimento de Febre Amarela (3ª Versão de 2018 - atualizado pela SES-MG em 05/03/2018)
  5. Hospitais de Referência para atendimento de Febre Amarela  
  6. Nota Técnica nº 04/2018 - Vacina Febre Amarela - atualização em 12/12/2018
  7. Nota Técnica nº 94/2017 - Orientações e indicação de dose única da vacina de Febre Amarela
  8. Webaula sobre Febre Amarela do Centro de Telessaúde do Hospital das Clínicas da UFMG
  9. Webaula sobre a vacinação contra a Febre Amarela com o Dr. José Geraldo
  10. Manejo Clínico da Febre Amarela 
  11. Questionário para investigação de casos suspeitos de Febre Amarela
  12. Nota do Coren-MG acerca da aplicação da vacina
  13. Guia de Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos e Entomologia Aplicada à Vigilância da Febre Amarela
  14. Febre Amarela - Guia Para Profissionais de Saúde
  15. Nota Técnica nº 7/SES/SUBVS-SVE-DVAT-CI/2020 - Coordenação de Imunização
  16. NOTA INFORMATIVA Nº 022, DE 2017/DEVIT/SVS/MS - Orienta as ações nos municípios com casos humanos e/ou epizootia de Primatas Não Humanos (PNH) suspeitos e confirmados para febre amarela.
  17. Sugestão de Roteiro de Investigação de epizootia de PNH adotado pela URS de Coronel Fabriciano
  18. Nota Informativa Nº 2313 - Dispõe Boletim Epidemiológico Especial: Encerramento do Período de Monitoramento da Febre Amarela (JULHO/2020 a JUNHO/2021) e fortalecimento das Ações de Vigilância e Imunização mediante confirmação de Primata Não Humano em Minas Gerais

* Os dados se referem à atualização do período de monitoramento de 01 de julho de 2020 a 31 de junho de 2021.