O mosquito Aedes aegypti, principal transmissor dos vírus da Dengue, Zika e Chikungunya foi identificado em 97,8% dos municípios do Estado de Minas Gerais. Faça a sua parte: cuide do seu espaço e previna-se! A responsabilidade de eliminar os focos do mosquito é de todos.

O mosquito é transmissor de doenças virais que são chamadas de arboviroses. Dentre as doenças mais comuns que estão neste grupo, destacam-se: Dengue, Zika e Chikungunya.

Outras arboviroses podem ser transmitidas pelo Aedes aegypti, como o vírus da Febre Amarela, no entanto, até o momento, a circulação deste vírus ocorre estritamente em áreas silvestres, onde outras espécies de mosquitos são transmissoras. Clique aqui para saber mais sobre a Febre Amarela.

FLYER (1.26 MB)CARTAZ (8.17 MB)

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO 

O Boletim Epidemiológico é uma publicação da Coordenação Estadual de Vigilância das Arboviroses, com periodicidade semanal no período de sazonalidade (dezembro a maio) e quinzenalmente de junho a novembro.

Ele se configura como instrumento de vigilância para promover a disseminação de informações relevantes e qualificadas, contribuindo com a orientação de ações em saúde pública a gestores e técnicos atuantes no estado de Minas Gerais. As informações publicadas no boletim contemplam dados de incidência de casos e óbitos, de pesquisa vetorial, de vigilância laboratorial, bem como monitoramento dos indicadores previstos no Plano Estadual de Contingência das Arboviroses Urbanas.

» Clique aqui e confira o Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika da SES-MG

ATIVIDADES DE CONTROLE VETORIAL

As Atividades de controle vetorial objetivam a redução da densidade populacional do vetor nos municípios infestados, mediante atividades sistemáticas de controle mecânico (ex. eliminar e/ou proteger os reservatórios com água parada) e químico (ex: inseticidas), realizadas em visitas domiciliares em ciclos bimensais atividades em pontos estratégicos (ex: ferro-velho) e pesquisa de levantamento de índice larvário – LIRAa/LIA permitindo a identificação de áreas com maior proporção e ocorrência de focos, bem como os tipos de criadouros predominantes (ex: pratinhos sob os vasos de plantas), indicando o risco de transmissão de Dengue, Zika e Chikungunya. Veja mais informações nos links abaixo.

Ciclos Bimensais

LIRAa Janeiro de 2020 | LIRAa Janeiro de 2019 LIRAa Outubro de 2018 | LIRAa Agosto de 2018 

ATIVIDADES DE PESQUISA E INOVAÇÃO

  • O que é NUPIDE? 

O Núcleo de Pesquisas e Inovações em Doenças Infecciosas Emergentes e Re-emergentes (NUPIDE) é uma nova unidade de gestão ligada diretamente a Diretoria de Vigilância e Agravos Transmissíveis da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, criado em 13 de novembro de 2020.

O objetivo do núcleo é o estudo, captação e implementação de projetos de pesquisa de interesse para a saúde pública, assim como desenvolvimento de projetos pilotos de interesse para o estado, a fim de prospectar e trazer novas ferramentas e inovações para o controle das doenças infecciosas emergentes, mais precisamente arboviroses urbanas e algumas zoonoses.

Atualmente os projetos em andamento do núcleo são:

Método Wolbachia:

A partir implementação de uma biofábrica com capacidade de produzir mosquitos Aedes aegypti com a Wolbachia, o método será desenvolvido nos 23 municípios que foram afetados pelo rompimento da barragem de Brumadinho. Esta metodologia já foi aplicada em diversos países e apresenta resultados significativos para a diminuição da transmissão de arbovírus a partir do vetor Aedes aegypti. Este é um dos nossos projetos de maior relevância no momento, com parceria com o World Mosquito Program (WMP) e FIOCRUZ. Posteriormente, caso este método seja realmente eficiente, temos o interesse de ampliá-lo para todo o estado de Minas Gerais.

Manejo integrado de vetor:

O projeto está na sua fase piloto sendo realizado na cidade de Pará de Minas, onde a Dengue é bastante recorrente nos últimos anos. O projeto tem a parceria com a FIOCRUZ e temos o objetivo de aplicar novas ferramentas e estratégias para o controle vetorial do Aedes aegypti. O projeto apresenta parcerias com o setor privado em diversas estratégias de controle vetorial, como a in2care, ovitrampas, novos larvicidas entre outros. Ao final do ano de 2021 iremos analisar e identificar quais ferramentas foram satisfatórias para o controle vetorial, e desta forma, estudar as ferramentas possíveis de serem implementadas em larga escala no estado de Minas Gerais.

Aplicativo SisVetor:

Outro projeto em andamento, que também está na sua fase piloto, é a compra de um aplicativo para o monitoramento de atividades dos ACEs e também das ovitrampas instaladas. A partir deste sistema conseguiremos avaliar em tempo real locais no estado que apresentam altas prevalências da população de Aedes aegypti, bem como, atuar nestes locais precocemente. Este projeto está sendo desenvolvido em parceria com a Universidade de Brasília (UnB).

Gene Drive:

O gene drive é uma outra estratégia vetorial, que está sendo desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em que há uma modificação laboratorial do Aedes aegypti, conferindo um mecanismo de resistência a infecção dos mosquitos pelos arbovírus (vírus transmitidos por artrópodes como os vírus da Dengue, Zika e Chikungunya) e consequentemente redução nas taxas de transmissão desses arbovírus aos seres humanos.

Inquérito Epidemiológico:

O núcleo está ainda desenvolvendo um estudo epidemiológico a ser aplicado nos 23 municípios afetados pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão de Brumadinho a fim de avaliar se houve aumento na incidência de casos de arboviroses nestes locais. Sabemos que houve um desiquilíbrio ambiental de altíssima magnitude com possibilidade de afetar os seres vivos que ali habitam, inclusive os vetores.

MOBILIZAÇÃO SOCIAL NO SUS

Sensibilizar cada cidadão mineiro sobre a importância do controle do Aedes aegypti, mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. Este é o compromisso da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, que por meio dos Núcleos de Mobilização Social, realiza muitas ações, em parceria com autoridades públicas, empresas, lideranças comunitárias, grupos sociais e demais membros da sociedade civil que atuam como voluntários, sendo corresponsáveis pela saúde pública no estado.

Atualmente, a Rede Estadual de Mobilização Social é composta por 28 Núcleos Regionais e conta com 768 Núcleos Municipais.

Os Núcleos Municipais de Mobilização Social promovem continuamente ações de enfrentamento e controle contra o Aedes, tais como blitzes educativas, mutirões de limpeza, palestras informativas, gincanas, apresentações teatrais com a temática de prevenção contra a dengue, oficinas de artesanato para reciclagem de objetos que podem ser criadouros para o mosquito, dentre outras. O objetivo é estimular o sentimento de corresponsabilidade do cidadão na prevenção e promoção da saúde.

Levando em conta todos os cuidados preventivos durante o período de pandemia, algumas ações estão sendo feitas digitalmente.

Saiba como se tornar um parceiro da saúde e acessar os relatórios de ações de mobilização.

» Clique aqui e confira os Relatórios de Ações de Mobilização Social.