Secretaria de Saúde reforça orientações para prevenção da sarna humana

Medidas de higiene podem evitar propagação da doença; em caso de coceira intensa ou erupções na pele, o indicado é procurar atendimento médico

A escabiose, mais conhecida como sarna humana, é causada pela fêmea do ácaro Sarcoptes scabei. A transmissão ocorre, sobretudo, por contato direto e prolongado com a pele de uma pessoa doente e, com menor frequência, por meio do compartilhamento de toalhas, roupas de cama e vestimentas contaminadas. Embora possa ser muito incômoda, a sarna humana não costuma ser grave. 

Diante do aumento da repercussão sobre a doença, motivado pela notificação de casos em alguns municípios mineiros, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) orienta a população a procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), caso seja observada coceira intensa, especialmente quando outras pessoas do círculo de convivência apresentarem o mesmo sintoma.   

“A escabiose demanda medidas simples de prevenção, atenção aos sintomas e tratamento adequado. Assim, é possível evitar que a doença se espalhe e chegue a outros municípios”, destaca o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Campos Prosdocimi.  

A doença não faz parte dos agravos de notificação compulsória, ou seja, não há um banco de dados ou sistema para registro das notificações de casos. Os municípios são responsáveis por acompanhar a situação local e orientar a população com as medidas que devem ser adotadas.  

A ocorrência de dois ou mais casos com vínculo epidemiológico deve ser comunicada pelos municípios à SES-MG, por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-Minas) ou da área técnica responsável. Esses episódios são monitorados de acordo com critérios como gravidade, transmissão e alcance. 

O surto é a ocorrência epidêmica restrita a um espaço geográfico bem delimitado, como uma escola, um condomínio ou um bairro. As 11 cidades que notificaram o Estado, até o momento, quanto à ocorrência de surtos em 2026 foram Alfenas, Andradas, Belo Horizonte, Campos Gerais, Coronel Xavier Chaves, Itapecerica, Joaquim Felício, Lagoa Santa, Lavras, Paraguaçu e São Gonçalo do Pará.  

A SES-MG acompanha a situação junto aos municípios e presta o suporte técnico necessário para a adoção das medidas de prevenção e controle. 

A doença 

O nome “escabiose” deriva da palavra latina “scabere”, que significa “coçar”. Não por acaso, a coceira intensa, geralmente acompanhada do aparecimento de pequenas lesões na pele, constitui o principal sintoma da doença.  

“É importante que as pessoas estejam atentas à limpeza das roupas e ambientes e às regras simples de higiene, como banhos regulares e higienização das mãos, para prevenir a ocorrência de casos de sarna”, reforça Prosdocimi. 

O tratamento é feito com loção tópica, aplicada diretamente sobre a pele, ou com medicamentos prescritos pelo médico. O paciente deixa de transmitir a doença cerca de 24 horas após o início da intervenção, mas a coceira pode persistir por mais algumas semanas, uma vez que o sistema imunológico continua reagindo aos restos do parasita que permanecem no corpo. 

Para completar o tratamento, é preciso eliminar o ácaro de objetos e ambientes. Vestimentas, roupas de cama e toalhas devem ser lavadas de preferência com água quente e passadas. Itens que não puderem ser lavados devem ser guardados em sacos plásticos bem fechados por pelo menos três dias para evitar a propagação da doença.

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