Fortalecer a capacidade dos municípios para prevenir casos humanos de raiva e responder de forma rápida às situações de risco foi o principal objetivo da reunião da Sala de Situação promovida pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio da Gerência Regional de Saúde (GRS) de Ubá, nesta segunda-feira (21/9). O encontro reuniu profissionais da vigilância em saúde, epidemiologia, imunização, zoonoses, atenção primária e comunicação para atualização sobre o cenário epidemiológico da doença e alinhamento das estratégias de enfrentamento.
Durante a reunião, o responsável técnico pela vigilância ambiental e doenças zoonóticas do Núcleo de Vigilância Epidemiológica (Nuvepi) da GRS Ubá, Paulo Henrique Alves, apresentou o cenário epidemiológico da raiva animal na região. De acordo com os dados compartilhados, foram registrados 10 casos confirmados de raiva animal, nos municípios de Muriaé, Ubá, Brás Pires, Dores do Turvo e Presidente Bernardes entre 2025 e 2026 (até setembro), envolvendo bovinos, equídeos e morcegos hematófagos.
Em seguida, o médico-veterinário e fiscal agropecuário do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Luciano Puga, abordou aspectos clínicos e epidemiológicos da raiva, doença viral que acomete mamíferos e apresenta elevada letalidade. Ele destacou a importância da vacinação dos rebanhos, da identificação precoce de animais suspeitos e da atuação integrada entre os setores de saúde e agropecuária para reduzir o risco de transmissão.
“A ocorrência de casos em herbívoros evidencia a necessidade de vigilância permanente. O controle da doença depende da notificação oportuna, da vacinação dos animais e da adoção rápida das medidas preconizadas sempre que houver suspeitas”, afirmou.
A programação também contemplou orientações sobre a notificação dos acidentes com animais potencialmente transmissores do vírus e reforçou os protocolos de profilaxia pré e pós-exposição, considerados essenciais para evitar casos humanos da doença, apresentadas pelo responsável técnico de Imunização da GRS Ubá, Wallan Mcdonald.
Outro ponto de pauta foi a abordagem sobre comunicação de risco, apresentada pela referência técnica em Comunicação Social e Mobilização da GRS Ubá, Keila Lima, que destacou a importância de transmitir informações claras, confiáveis e oportunas à população em situações que envolvem ameaças à saúde, contribuindo para que as pessoas compreendam os riscos e adotem medidas de proteção adequadas.
O coordenador de Vigilância em Saúde da GRS Ubá, Fábio Ribas, ressaltou que a reunião dá continuidade ao trabalho desenvolvido pela regional nos municípios que registraram casos da doença ao longo de 2026. “Nos últimos meses, realizamos ações de campo em áreas afetadas, com investigações epidemiológicas, capacitação das equipes municipais, orientação à população e articulação com o IMA e os municípios. Compartilhar essas experiências e atualizar os profissionais que atuam no território fortalece a resposta regional e contribui para a prevenção de novos casos, em animais e consequentemente a raiva em humanos”, destacou.
Entre março e julho deste ano, a GRS Ubá participou de ações, em conjunto com o IMA, de contenção da raiva animal em municípios da microrregião, incluindo visitas técnicas, investigação de propriedades rurais, monitoramento de pessoas expostas, orientação sobre profilaxia antirrábica. As atividades seguem em andamento, com foco na vigilância das áreas de risco, educação em saúde e fortalecimento da atuação integrada entre os diferentes setores envolvidos na prevenção da doença.
Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado após o encerramento oficial das eleições.
Por GRS Ubá
Fotos: Divulgação GRS Ubá
