A hepatite é uma inflamação do fígado e pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. Existem vários tipos de hepatites virais (A, B, C, D, E), sendo as hepatites A, B e C as mais comuns no Brasil.

A evolução das hepatites varia conforme o tipo de vírus. Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite (não possuindo potencial para formas crônicas). Isto quer dizer que, após uma hepatite A ou E, o indivíduo pode se recuperar completamente, eliminando o vírus de seu organismo. Por outro lado, as hepatites causadas pelos vírus B, C e D podem apresentar tanto formas agudas, quanto crônicas de infecção, quando a doença persiste no organismo por mais de seis meses.

A hepatite é uma doença silenciosa e em muitos casos não apresenta sintomas.

As hepatites virais são doenças de notificação compulsória, ou seja, cada ocorrência deve ser notificada por um profissional de saúde. Esse registro é importante para mapear os casos de hepatites no país e ajuda a traçar diretrizes de políticas públicas no setor.

» Clique aqui veja no Blog da Saúde MG informações sobre os vários tipos de Hepatite.

» Clique aqui e confira o alerta epidemiológico da SES-MG sobre Hepatites (atualizado em julho de 2019).

Em grande parte dos casos, as hepatites virais são doenças silenciosas, o que reforça a necessidade de ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam os vários tipos de hepatites. Geralmente, quando os sintomas aparecem a doença já está em estágio mais avançado. Os sintomas mais comuns são:

  • Febre;
  • Fraqueza;
  • Mal-estar;
  • Dor abdominal;
  • Enjoo/náuseas;
  • Vômitos;
  • Perda de apetite;
  • Urina escura (cor de café);
  • Icterícia (olhos e pele amarelados);
  • Fezes esbranquiçadas (como massa de vidraceiro)

Para saber se há a necessidade de realizar exames que detectem as hepatites observe se você já se expôs a algumas dessas situações:

  • Transfusão de sangue antes de 1993;
  • Cirurgia de grande porte antes de 1993 (inclusive cesárea);
  • Usa piercing ou tem tatuagem;
  • Utiliza ou já utilizou drogas injetáveis, inaláveis ou pipadas;
  • Utiliza ou já utilizou anabolizantes ou outros produtos injetáveis para a atividade física;
  • Teve mais de 2 parcerias sexuais no último ano.

Se você tem mais de 40 anos e já se expôs em uma ou mais das situações acima, você tem indicação para realizar exames para hepatites.

O teste rápido é uma forma simples e acessível de diagnosticar a doença e é feito por meio de punção digital. O resultado fica pronto em média de 20 minutos. Os testes são gratuitos e disponíveis no SUS.

A hepatite C tem cura em mais de 90% dos casos quando o tratamento é seguido corretamente.

As hepatites B e D têm tratamento e podem ser controladas, evitando a evolução para cirrose e câncer.

A hepatite A é uma doença aguda e o tratamento se baseia em dieta e repouso. Geralmente melhora em algumas semanas e a pessoa adquire imunidade, ou seja, não terá uma nova infecção.

Todas as hepatites virais devem ser acompanhadas pelos profissionais de saúde, pois as infecções podem se agravar.

Os tratamentos estão disponíveis gratuitamente no SUS.

Previna-se:

  • Evite contato direto com sangue;
  • Não compartilhe seringas e agulhas
  • Não compartilhe materiais de uso pessoal (escovas de dentes, lâminas de barbear e depilar);
  • Tenha seu próprio kit de manicure (tesoura, alicate, espátula, etc);
  • Na hora de fazer tatuagem ou piercing, todo material deve ser descartável;
  • Use preservativo em todas as relações sexuais;
  • Para a hepatite B existe vacinação, que reduz em muito as chances de infecção. Mantenha sempre seu cartão de vacinas atualizado.