SES-MG Promove Oficinas Participativas para o Plano Estadual de Atenção Integral à Saúde

A Secretaria Estadual de Saúde do estado de Minas Gerais vem construindo o Plano Estadual para Atenção Integral à Saúde das Populações Atingidas por Desastres Minerários e Residentes em Regiões Mineradoras. Nos meses de novembro e dezembro serão realizadas Oficinas Participativas com a população de municípios atingidos, promovendo a ponte entre o saber técnico e o conhecimento local. 

O Propósito das Oficinas e o GT Mineração

Alinhamento Estratégico para a Saúde Pública

As Oficinas Participativas são a frente de Participação Social do Plano Estadual. Elas visam realizar um diagnóstico participativo para subsidiar a elaboração do Plano Operativo, previsto para janeiro de 2026. 

  • Vínculo com o SUS: O Plano será conduzido pelo Grupo de Trabalho (GT Mineração), um órgão colegiado que garante que as definições e proposições sejam apresentadas ao Conselho Estadual de Saúde e pactuadas pela SES-MG por meio da Comissão Intergestores Bipartite – CIB-SUS/MG.
  • Metodologia: Será utilizado o DRP – Diagnóstico Rápido Participativo, que garante a incorporação do saber local ao processo de formulação de políticas públicas.

Quando e onde as Oficinas irão ocorrer?

Cidade Data
Pompéu/Felixlândia
17 e 19 de Novembro
Mariana
26, 28 e 29 de Novembro
Antônio Pereira (Ouro Preto)
27 de Novembro
Brumadinho
A definir
Congonhas
A definir

Quem pode participar?

As oficinas serão realizadas por grupos de até 30 pessoas. A escolha dos participantes será realizada em parceria com Assessorias Técnicas independentes e lideranças comunitárias, priorizando o conhecimento das demandas da população.

Quem realizará as Oficinas?

A Secretaria Estadual de Saúde enviará uma equipe própria para as cidades participantes, que ficará responsável pela realização das Oficinas e diálogo com a população.

Como os Resultados das Oficinas Apoiam o Planejamento em Saúde?

Transformando o Conhecimento Local em Política Pública

O resultado das Oficinas é um relatório de diagnóstico da frente de participação social. Este relatório, junto com as análises da Vigilância e da Assistência em Saúde, será incorporado ao Plano Estadual. 

  • Ajuste de Ações: O Plano visa ajustar as ações realizadas no posto, na UPA e nos centros de Atendimento em Saúde Mental para que sejam apropriadas para a situação local.
  • Desafios Técnicos: O Plano enfrenta o desafio de atender 544 municípios impactados pela mineração, demandando a construção de estratégias em saúde que atendam aos diferentes níveis de agravos e danos à saúde das populações de cada território.
  • Continuidade da Participação: A participação popular continuará acontecendo via representação no GT Mineração e Conselho Estadual de Saúde.

PERGUNTAS FREQUENTES

Eu, servidor, terei alguma atuação direta na execução das Oficinas?

Não. As Oficinas serão realizadas pela equipe da SES. Contudo, como cidadão do município, o servidor pode participar tanto das Oficinas quanto do preenchimento dos formulários que serão disponibilizados.

O GT é composto por órgãos estaduais, Fundações, Institutos e autarquias ligadas ao setor de saúde, movimentos sociais e organizações da sociedade civil ligadas ao tema dos desastres de mineração. O Grupo de Trabalho é um órgão colegiado com caráter propositivo, e suas definições e proposições deverão ser apresentadas ao Conselho Estadual de Saúde e pactuadas pela SES-MG por meio da CIB-SUS/MG.

O Plano é de construção de uma política pública do SUS, não tendo ligação com os Acordos Judiciais ou com as políticas de reparação. A SES-MG trabalha junto a parceiros locais para informar e esclarecer a população sobre a diferença desse processo.

O GT Mineração conta com instituições de pesquisa como a FIOCRUZ e a FUNED. O Conselho Estadual de Saúde é um ator de grande importância. As Assessorias Técnicas Independentes e os movimentos sociais de atingidos também são parceiros. A coordenação do GT e a elaboração do Plano são realizadas pela Subsecretaria de Vigilância em Saúde com consultoras contratadas pela OPAS/OMS.

Os dados e informações gerados pelas Oficinas serão tratados e incorporados ao Plano Estadual. Antes de serem incluídos no documento, serão apresentados ao GT Mineração para conhecimento e discussão.

Até 2026. 

A participação popular continuará acontecendo via representação no GT Mineração e Conselho Estadual de Saúde. O profissional de saúde local deve se articular com a Secretaria Municipal de Saúde e o Conselho de Saúde para garantir a integração das informações. 

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