A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite será encerrada na próxima sexta-feira (21). Todas as crianças de seis meses a cinco anos de idade que ainda não foram vacinadas devem ser encaminhadas a uma unidade básica de Saúde (UBS), junto com o cartão de vacinação. Até o momento, foram vacinadas no Estado mais de 850 mil crianças, ou 72% do público alvo. A meta é vacinar 95% das crianças.
Segundo Tânia Brant, Coordenadora de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, o Brasil não registra casos de poliomielite há 24 anos, e Minas Gerais, há 26 anos. No entanto, ainda há o risco do vírus ser importado de outros países que ainda registram a doença. “Se nós não vacinarmos nossas crianças, corremos o risco da pólio voltar”, afirma.
O objetivo da 34ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite é manter o Brasil na condição de país certificado internacionalmente para a erradicação da doença, estabelecendo proteção coletiva por meio da disseminação do vírus vacinal no meio ambiente.
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa viral aguda que atinge, principalmente, crianças de até 5 anos. É transmitida pelo poliovírus, que entra pela boca. Ele é carregado pelas fezes e gotículas expelidas durante a fala, tosse ou espirro da pessoa contaminada. Falta de higiene e de saneamento na moradia, além da concentração de muitas crianças em um mesmo local, favorecem a transmissão. O período de incubação (tempo que demora entre o contágio e o desenvolvimento da doença) é, geralmente, de 7 a 12 dias, podendo variar de 2 a 30 dias. A transmissão também pode ocorrer durante o período de incubação.
O poliovírus se desenvolve na garganta ou nos intestinos e, a partir daí, espalha-se pela corrente sanguínea, ataca o sistema nervoso e paralisa os músculos das pernas. Em outros casos, pode até matar, quando o vírus paralisa músculos respiratórios ou de deglutição.
Restrições da gotinha
As restrições às gotinhas contra a poliomelite ficam para as crianças que estiverem com infecções agudas, febre acima de 38 ºC, vômito, alergia a algum componente da vacina, como a estreptomicina e eritromicina, já apresentaram reação anormal às gotinhas ou crianças com deficiência imunológica em tratamento com imunossupressores. A orientação, nesses casos, é consultar o pediatra da criança sobre a conduta mais adequada.
Autor: Jornalismo SES