Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Divinópolis realizou o I Seminário Macrorregional de Arboviroses para Agentes de Saúde

Participaram da capacitação ACS, ACE e coordenadores de vigilância epidemiológica e da atenção primária dos 54 municípios da região. 

O Núcleo de Vigilância Epidemiológica (Nuvepi) da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Divinópolis realizou nos 26 e 27 de fevereiro, o I Seminário Macrorregional para Agentes de Saúde com o objetivo de promover a capacitação de Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e Agentes de Combate às Endemias (ACEs) para fortalecer o enfrentamento das Arboviroses na macrorregião.

Participaram da capacitação ACSs, ACEs e coordenadores de Vigilância Epidemiológica e da Atenção Primária à Saúde dos 54 municípios sob jurisdição da SRS Divinópolis.  A referência de Arboviroses da SRS Divinópolis, Renata Fiúza Damasceno, destacou que o conteúdo abordado no Seminário teve como base o Plano Estadual de Contingência para  Enfrentamento das Arboviroses (PEC-Arbo) 2025/2027 e as Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle das Arboviroses Urbanas, atualizadas em 2025. 

Neste seminário, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer ferramentas importantes para o acompanhamento de dados epidemiológicos, climáticos e de operacionalização do Plano Municipal de Contingência para Enfrentamento das Arboviroses (PMC-Arbo), como o “Painel Arboviroses: Vigilância Epidemiológica”, o “Sistema de Alerta Info Dengue” e o “Painel do PMC-Arbo”.  “Além disso, foi realizada uma ampla discussão sobre o papel dos ACSs e ACEs nas ações de vigilância e controle das Arboviroses”, relatou Renata.

As referências de controle vetorial de Arboviroses da SRS Divinópolis, Rogério Rocha e Magno Luiz dos Santos, fizeram um relato histórico sobre o controle do Aedes aegypti de 1980 aos dias atuais, passando por questões como Eles perfil das cidades e dos moradores, situações climáticas e o perfil das famílias, e as mudanças que ocorreram durante esse período. 

Rogério pontuou que é comum os imóveis ficarem fechados durante o dia, o que exige dos agentes de saúde estratégias diferenciadas para fazer as visitas domiciliares e aproveitar o momento para eliminar criadouros, orientar o morador, reforçar a mobilização social e entender quais comportamentos contribuem para o aumento dos focos.

Rogério e Magno também destacaram a importância dos levantamentos entomológicos. Segundo Magno, esses levantamentos revelam as áreas com maior foco de larvas do mosquito e os criadouros predominantes, como vasos, recipientes de degelo de geladeira, bebedouros, pratinhos de plantas, calhas entupidas e piscinas sem manutenção, e ajudam na definição das ações prioritárias. “Esses dados orientam tanto as equipes de campo quanto às ações de mobilização social”, destacou Rogério.

por: Willian Pacheco

foto: Willian Pacheco

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