O evento foi realizado no dia 12 de agosto, em comemoração à Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, celebrada entre os dias 10 e 17 de agosto. Na ocasião, a referência técnica sobre o assunto, Maryana Prates Rodrigues, falou da doença, sintomas, tratamento e das principais medidas de prevenção.
“A Leishmaniose é uma doença infecciosa, causada pelo parasita do gênero Leishmania, podendo apresenta-se em duas formas: a Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA), que ataca a pele e as mucosas, e Leishmaniose Visceral, que ataca órgãos internos, principalmente o baço e o fígado”, explica.
Segundo Maryana, a transmissão acontece por meio da picada de uma fêmea infectada do mosquito Flebotomíneos, popularmente conhecido como mosquito palha, tatuquira, birigui ou asa branca. Podendo ser transmitida ao homem e também a outras espécies de animais como raposa, cães, gambá, entre outros.
Maryanna também abordou os principais sintomas da Leishmaniose Visceral como febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos. Com relação à Leishmaniose Tegumentar, ela enfatizou que o principal sintoma é uma pequena elevação da pele, avermelhada, que vai aumentando de tamanho até formar uma ferida de difícil cicatrização, podendo se manifestar também como lesões inflamatórias nas mucosas do nariz ou da boca.
Prates também informou aos servidores que procurem uma Unidade Básica de Saúde, caso apresente algum dos sintomas. “A detecção e o tratamento precoce podem salvar vidas”, alerta. Segundo ela, o diagnóstico da doença é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais e o tratamento é ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No final, Maryana reforçou a importância das medidas preventivas individuais e coletivas para controlar a proliferação do mosquito. “Evitem construir casas e acampamentos em áreas muito próximas da mata; evitem banhos de rio ou de igarapé, localizado perto da mata; façam a dedetização quando indicada pelas autoridades de saúde; e em locais de risco da doença, utilizem repelentes na pele, telas protetoras em janelas e portas das residências, mosquiteiros nos quartos de dormir; e, mantenham sempre limpas as áreas próximas das residências e dos abrigos de animais domésticos. A leishmaniose é uma doença grave. Precisamos ficar atentos”, finaliza.
Autor: Déborah Ramos Goecking