Municípios, prestadores, apoiadores e equipe da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e Superintendências Regionais de Saúde (SRS) da macrorregião Sul participaram, de 23 a 27 de agosto, das Oficinas de implantação da Política de Atenção Hospitalar de Minas Gerais – Valora Minas.
As oficinas foram divididas por microrregiões, sendo as micros de Três Pontas e Lavras realizadas no dia 23, Três Corações, Varginha e São Lourenço no dia 24, e a oficina geral da macro no dia 26. Dia 27 foi realizado o encerramento com todos os gestores de saúde da macro Sul e prestadores hospitalares.
Para Regina Siqueira, superintendente da Regional de Varginha, “o momento das Oficinas é de extrema importância para a organização da Rede, de modo a inovar e contribuir para o fortalecimento da assistência na região, de forma conjunta”.
Contextualização teórica e retrospecto da assistência em Minas Gerais foram realizados por Monique Fernanda Félix, da Diretoria de Atenção Hospitalar e Urgência e Emergência da SES-MG, que apontou as maiores motivações para a construção, iniciada em 2020, do Valora Minas como nova política de atenção hospitalar. Dentre elas, a heterogeneidade e a discrepância no aporte de recursos até então percebida, a mudança da realidade assistencial de Minas Gerais e problemas metodológicos na mensuração dos resultados de cada um dos investimentos em saúde foram considerados.
Com o Valora Minas, busca-se promover a alocação equitativa dos recursos, que passam a ser vinculados a resultados, com transparência dos incentivos e ações, de modo com que o hospital componente da Rede de Atenção à Saúde não se configure mais como ponto isolado. A otimização na alocação de recursos e a sustentabilidade financeira são, portanto, características da nova política apresentada.
Com sua estruturação sendo definida por módulos, o Valora Minas buscou, com as oficinas, identificar vocações e perfis das instituições hospitalares da macro Sul, classificando cada uma de acordo com as características e discutindo em conjunto com gestores, Regional de Saúde, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS/MG) e equipe condutora a disposição de cada microrregião.
O módulo Valor em Saúde compreende hospitais micro e macro de relevância e notória contribuição aos territórios. Já o módulo Hospitais Plataforma aborda os hospitais que não atendem aos critérios, mas que podem ser vocacionados para a rede temática. O terceiro módulo, chamado de Eletivas, visa fomentar acesso aos procedimentos eletivos que são considerados gargalos, a fim de selecionar e aumentar a produção. Até o fim do ano será apresentada nova proposta para trabalhar com este ponto específico, haja vista que seja um módulo ainda em construção.
Monique destacou que “a SES possui projetos acessórios com os quais se intenciona trabalhar simultaneamente, com propostas de trabalho em torno de AVC, queimados, dentre outras especificações”.
Às áreas temáticas – hospitais de transição, hospitais de apoio à Urgência e Emergência, Hospitais de Apoio à RAPS (Saúde Mental) e Centro de Parto Normal – foram apresentadas e detalhadas conforme os critérios estabelecidos, fazendo parte da discussão da macro acerca das vocações e papel de cada instituição na rede.
“As oficinas oportunizaram maior detalhamento da nova política hospitalar de Minas Gerais, junto aos tomadores de decisão da saúde, com empoderamento e participação direta dos gestores na alocação dos recursos financeiros de incentivo junto àquelas instituições hospitalares mais efetivas em seus respectivos territórios, de acordo com as especialidades disponibilizadas em cada uma delas, levando-se em consideração critérios objetivos, que subsidiaram a análise e decisão”, concluiu Luiz Paulo Riceputi, coordenador de Atenção à Saúde da Superintendência Regional de Saúde de Varginha.
Autor: Tânia Corrêa / SRS Varginha