SRS Pouso Alegre é palco de Oficinas do EpiSUS

Entre os dias 9 e 11/12, foram realizadas na Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Pouso Alegre, Oficinas do Episus Fundamental. O objetivo é qualificar os trabalhadores da Vigilância em Saúde e Atenção à Saúde, visando aprimorar a capacidade de detecção, resposta e comunicação de problemas de saúde pública e a criação de uma rede de epidemiologistas de campo em Minas Gerais.

O EpiSUS (Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde) é uma iniciativa do Ministério da Saúde que tem um foco predominantemente prático, visando aprimorar as habilidades do profissional no contexto de sua atuação profissional.

Para Patrícia Coutinho, coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica (Nuvepi) da SRS Pouso Alegre, o Episus  capacitou profissionais municipais e da regional de saúde para detecção de surtos, investigação de  casos e resposta rápida às emergências de saúde pública.  “Os profissionais foram capacitados em quatro áreas: Vigilância, Epidemiologia, Investigação de Campo e Comunicação Científica, que serão fundamentais para apoiar decisões baseadas em evidências e fortalecer a resposta a eventos epidemiológicos e sanitários no território”, explicou.

O curso é voltado a trabalhadores do SUS que participam das oficinas, mas permanecem em seus locais de atuação, onde desenvolvem produtos aplicáveis ao serviço. Todo o processo conta com a orientação de tutores, visando consolidar os conhecimentos e aprimorar a prática em saúde pública. Com carga horária total de 200 horas, possui uma duração média de 12 semanas, incluiu três oficinas presenciais e as atividades de trabalho de campo, realizadas no âmbito do serviço de cada aluno.

As Oficinas 1 e 2 ocorreram durante uma semana com carga horária de 40 horas cada, totalizando 80 horas de oficinas presenciais. A Oficina 3 integra a carga horária do trabalho de campo e ocorreu presencialmente durante três dias com carga horária de 20 horas. No intervalo entre as oficinas presenciais, de quatro a cinco semanas, foram realizadas as atividades de trabalho de campo. 

Segundo a enfermeira da Vigilância em Saúde de Borda da Mata, Grazieli Siqueira, a oficina foi uma experiência marcada por intenso aprendizado e grande dedicação. “O curso exigiu esforço contínuo, disciplina e muito trabalho.Todo o empenho foi amplamente recompensado, uma experiência extremamente gratificante, a qual contribuiu de forma relevante para meu crescimento técnico, profissional e pessoal, disse” relatou a enfermeira.

Por: Otávio Coutinho

Foto: Otávio Coutinho

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