SES realiza oficina microrregional de saúde de populações expostas a agrotóxicos em Uberlândia

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Com o objetivo de minimizar os impactos do uso de agrotóxicos no ambiente da saúde do trabalhador da microrregião de Uberlândia/Araguari, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SESMG), em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa); a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de MG (Emater MG);  a Empresa de Pesquisa Agropecuária de MG (Epamig) e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) realizaram na última quinta e sexta feira (31/10 e 1/11) em Uberlândia,  a Oficina Microrregional de Vigilância em Saúde de populações expostas a agrotóxicos da microrregião de Uberlândia/Araguari.

O público alvo foi formado por profissionais da área de saúde dos nove municípios da microrregião, técnicos da área da agricultura, Universidade Federal de Uberlândia, Conselhos Municipais de Saúde, associações de classe e sindicatos rurais da região.
Para a diretora estadual de Saúde do Trabalhador, Elicie Eliane Nobre Ribeiro, a Secretaria de Estado de Saúde trabalha no sentido de realizar a Vigilância em Saúde  da população exposta a agrotóxicos, especialmente as que atuam na área agrícola. “O objetivo é mitigar e ou minimizar os riscos que essa população está exposta”, ressaltou a diretora estadual.

O palestrante da Seapa, João Nelson Gonçalves Rios ressaltou a parceria com a SES. “Nós tratamos a questão dos agrotóxicos, assim como a SES trata a questão da utilização dos medicamentos: trabalhamos para minimizar os riscos para a saúde da população, também com foco para a agroecologia, uma vez que somos estruturados para a Defesa Sanitária Vegetal. A parceria e a troca de informações técnicas  entre as duas secretarias estaduais proporcionaram um aumento na eficiência do trabalho para melhorar o atendimento à sociedade”, ressaltou Rios.

O pesquisador da Embrapa, Décio Karam destacou a discussão do agrotóxico em Minas Gerais e sobre a importância do evento para a região. “Estas oficinas trabalham com o desenvolvimento de metodologias para classificar a população rural, quanto ao potencial de risco na utilização de agrotóxicos”.

“A principal diretriz da oficina está sendo desenvolvida pela sinergia entre as diversas instituições  envolvidas, trazendo  benefícios para o setor, além da educação e conscientização dos indivíduos.” Este foi o destaque do fiscal agropecuário e coordenador da área de agrotóxicos da Ima, Rodrigo Carvalho Fernandes. “O Ima não apregoa o uso de agrotóxicos, nem o desestimula. Sugerimos um modelo de exploração agrícola que usufrui de agrotóxicos, mas que o faça de forma mais racional possível”, finalizou Rodrigo.

A referência em Vigilância em Saúde do município de Araguari, Maria Lucia Irono salientou sobre a discussão em torno dos agrotóxicos. “É uma larga  extensão e acréscimo de conhecimentos que vai beneficiar toda a região na pauta sobre a  utilização dos insumos para o setor agrícola”, definiu ela.

Autor: Cássio Machado

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