SES-MG orienta trabalhadores da Coteminas sobre prevenção e tratamento da tuberculose

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Com a participação de representantes da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e da Secretaria de Saúde de Montes Claros, nesta última segunda-feira (14/05), as ações de prevenção e controle da tuberculose em Minas Gerais foram temas de palestra de abertura da 10ª Semana da Saúde que está sendo realizada na Companhia de Tecidos do Norte de Minas (Coteminas), sediada em Montes Claros.

A referência técnica do Programa de Controle da Tuberculose em Minas Gerais, Damaris Soares do Carmo, integrante do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e de Saúde do Trabalhador na Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros, ressaltou a importância do debate do controle da tuberculose ser abordada entre trabalhadores de empresas privadas, levando-se em conta se tratar de um problema que afeta todos os segmentos da população.

“Manter uma alimentação saudável à base de vitaminas e minerais é fundamental para evitar a tuberculose. Além disso, o diagnóstico precoce viabiliza tratamento mais eficaz e evita a ocorrência de óbitos”, frisou Damaris Soares.

A enfermeira, Patrícia de Cássia Vieira, referência técnica no controle da tuberculose e han’seníase na Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros reforçou que a tuberculose é uma doença infecciosa grave, mas que tem possibilidade de cura por meio de tratamento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Trata-se de um sério problema de saúde publica existente no Brasil devido às altas taxas de incidência e de mortalidade. Porém, a tuberculose se constitui doença que possibilita a quebra da cadeia de transmissão, pelo fato de que o principal agente transmissor da doença são as pessoas. Se houver diagnóstico precoce da doença e o devido tratamento, a doença tem cura”, ressaltou Patrícia Vieira.

A DOENÇA

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer em outros órgãos e sistemas do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). Segundo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), a tuberculose é a doença infecciosa que mais mata jovens e adultos, ultrapassando o HIV/AIDS.

Por ano, no Brasil são notificados aproximadamente 67 mil casos novos e ocorrem 4,5 mil mortes em decorrência da doença (13 brasileiros morrem em média todos os dias de tuberculose). Em Minas Gerais foram notificados 4.534 casos da doença em 2017, sendo que a região metropolitana de Belo Horizonte concentra, aproximadamente, um terço dos casos do Estado. Montes Claros está entre os cinco municípios mineiros que registraram maior número de casos de tuberculose no ano passado.

O principal sintoma da tuberculose é a tosse na forma seca ou produtiva. Por isso, é importante que toda pessoa que apresente tosse por mais de três semanas procure uma Unidade Básica de Saúde para que seja investigado. Há outros sinais e sintomas que podem estar presentes, como febre ao final da tarde; sudorese noturna; emagrecimento e cansaço/fadiga. A forma extrapulmonar ocorre mais comumente em pessoas que vivem com o HIV/AIDS, especialmente entre aquelas com comprometimento imunológico.

O diagnóstico e o tratamento da tuberculose são realizados pelo SUS, por meio dos seguintes exames: baciloscopia; teste rápido molecular para tuberculose e cultura para micobactéria, além da investigação complementar por exames de imagem. O diagnóstico clínico pode ser considerado, na impossibilidade de se comprovar a doença por meio de exames laboratoriais. Nesses casos, deve ser associado aos sinais e sintomas e ao resultado de outros exames complementares, como imagem e histológicos.

Em Minas Gerais, o Programa Estadual de Controle da Tuberculose (PECT) está inserido na Superintendência de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Através do PECT, são realizadas diversas ações de Gestão do Programa e Vigilância Epidemiológica, que constam principalmente de estabelecimento de plano de ação regional anual, baseado no planejamento estratégico do PECT e no Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como problema de saúde pública, que visa apoiar as superintendências regionais de saúde e seus municípios de abrangência, para o desenvolvimento das atividades essenciais ao cumprimento das diretrizes do Ministério da Saúde e da SES-MG.

 

Autor: Pedro Ricardo Barbosa Costa

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