Dentro da programação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) de enviar reforços aos municípios de Minas para frear o avanço da dengue no estado, Pavão é um dos três municípios do Vale do Mucuri que recebeu a Força Tarefa de combate à dengue, de 09 a 11 de janeiro de 2013. De acordo com dados epidemiológicos, a cidade está entre os oito municípios mineiros que tiveram o maior aumento no número de notificações da dengue.
O conjunto de ações que a Força Tarefa realiza, tem como principal instrumento a mobilização social, mas inclui também o combate dos focos de água parada que podem servir de criadouros do mosquito aedes aegypti e o recolhimento dos descartáveis por intermédio do Dengue Móvel e do Dengômentro.
O secretário municipal de saúde, João Ruas, garante que a dengue está sob controle no município, porém correndo risco de avançar, o quê o mantém em estado permanente de alerta. Na última semana de 2012, Pavão registrou 40 casos de notificação. Como a equipe de agentes comunitários de saúde (Acs) já vinha sendo monitorada pela epidemiologia e observou-se que o número de casos aumentou na área de atuação de acs’s não muito atentos, o secretário trocou imediatamente toda a equipe buscando melhores resultados no controle da doença. “Em dezembro de 2010 e janeiro de 2011, tivemos uma epidemia de dengue aqui em Pavão e não queremos que isso se repita”, declarou.
Segundo o secretário, depois que Pavão recebeu a Força Tarefa com o Dengue Móvel e o Dengômetro, na primeira quinzena de dezembro de 2012, observou-se uma mudança de comportamento dos pavonenses em relação à conscientização da necessidade de prevenir a dengue. “Crianças e adolescentes procuram a secretaria municipal de saúde pedindo material informativo para distribuírem na comunidade. Muitas pessoas estão demonstrando preocupação com a doença, me procurando e pedindo providências para com vizinhos cujas casas se encontram em situação de risco para a dengue”, diagnosticou João Ruas.
A diarista Zânia de Almeida, 35 anos, contou que pela necessidade financeira, armazena latinhas em casa para vender a um caminhão do ferro velho que passa na cidade uma vez por mês. Sabendo do risco da dengue, ao ouvir o anúncio, pela moto com som, sobre o Dengômetro e o Dengue Móvel, decidiu trocar tudo pelo material escolar. “Para nós, é mais seguro evitar a dengue”, enfatizou.
O menino Enzo Santos de nove anos que está no 5º ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Davina Santos, chegou ao posto de trocas montado pela SES junto com sua mãe e trocou pneus, latinhas e pets por cadernos, borrachas e lápis. “Vai ajudar muito para eu estudar”, alegrou-se Enzo.
Ainda sobre a atuação do Governo Estadual, o secretário João Dias fez questão de frisar a importância da Vigilância em Saúde que veio aproximar os grupos de trabalho da Epidemiologia e da Atenção Primária. “Transformou o combate à dengue em ação conjunta”, comemorou.
Balanço de trocas do Dengue Móvel em Pavão
– 9.000 latinhas por 3.000 borrachas- 7.776 pets pó 2.592 lápis- 200 pneus por 200 cadernos
Autor: Ana Rita Fernandes