Secretário de Saúde participa de Fórum de Saúde em Cláudio

Nesta sexta-feira, 14/06, o Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques, participou, em Cláudio, no Centro Oeste do Estado,  do Fórum  Municipal de Saúde. O objetivo do Fórum discutir as perspectivas dos hospitais de pequeno porte. Participaram a Superintendência Regional de Saúde de Divinópolis, Ministério Público estadual, Conselho Microrregional de Saúde, Secretários Municipais de saúde da região Centro-Oeste, prefeitos, deputados e a sociedade civil participaram do evento que

A Política Estadual para os Hospitais de referência nas regiões do Estado foi apresentada. Os investimentos buscam organizar a rede por meio do Plano Diretor de Regionalização(PDR) para que as decisões planejadas e organizadas para oferecer uma assistência de qualidade  à população. O Governo de Minas, por meio do Programa de Melhoria e Qualidade dos Hospitais (Pro-Hosp) da SES/MG investirá este ano mais de R$ 735 milhões de reais.  O Secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, explicou que hospitais pequenos são extremamente ineficientes.“ O tamanho ótimo [ideal] de hospitais  é entre 100 a 450 leitos para que sejam resolutivos. Isto não é achismo, mas estudos que mostram evidências de economia e de escala em hospitais. Hospitais Pequenos são estruturas que não oferecem resolutividade”, destacou o Secretário.

O Promotor do Ministério Público Estadual, Ubiratan Domingues,  contou que o MP tem buscado diálogo maior com os gestores por notar que as ações isoladas não melhoravam a saúde da população. Ele destacou também a importância de uma gestão qualificada e profissional para que o atendimento possa impactar no atendimento da população. “Nós temos muito amadorismo, muito investimento que não vão impactar da melhoria da saúde da população. Temos que parar com este modelo de gestão amadora que prejudica toda população que precisa do SUS”, pontuou o Promotor.

Para o prefeito de Cláudio, José Rodrigues Barroso de Araújo, o Fórum foi fundamental para debater a questão financiamento e o papel destes hospitais pequenos dentro de Minas Gerais. “Precisamos adequar estes hospitais do interior para que sejam referências em alguma especialidade para que a população seja atendida naquela região e não precise se deslocar”, comentou o prefeito. “Nós devemos encaminhar os pacientes, sejam graves ou não, para hospitais onde há serviço adequado e dê respostas. O Estado quer apoiar os municípios para vocacionar estes hospitais pequenos”, acrescentou o Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques.

O médico e Assessor da Secretária Municipal de Saúde, Jamerson Gonçalves Dias, disse esperar que estas discussões que envolvem os hospitais do interior apontem para respostas e perspectivas de melhoria da assistência à população. “Temos que sair daqui dispostos a mudar a situação de Saúde”, disse o médico. “Estamos aqui para debater um problema complexo, que é assistência hospitalar. E problemas complexos exigem soluções complexas”, salientou o Secretário Antônio Jorge.

 Diagnóstico Centro-Oeste

A Região Centro-Oeste de Minas conta 34 hospitais, sendo oito hospitais polos que recebem recursos do Pro-Hosp. Juntos oferecem 2476 leitos. Só leitos SUS são 1863. Destes, 701 estão nos hospitais do Pro-Hosp.  Apesar do número, a macro região que conta 55 municípios e 1,190 milhão de habitantes tem uma das taxas de ocupação mais baixas do estado, ou seja 47% de resolutividade. Os 53% da população que necessitam de atendimento são encaminhados para uma das outras 12 regiões de saúde.   O Centro-Oeste tem apenas dois hospitais com mais de 100 leitos, O Hospital São João de Deus, em Divinópolis, e o da Femhig, em Bambuí.  A Região de Saúde Centro-Oste, é resolutiva apenas nos serviços de cardiologia Hospitalar, Hemodialise Ambulatorial, Oncologia Ambulatorial. 

Autor: Willian Pacheco

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