O Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques, se reuniu na manhã desta quarta-feira, 19/06, com a Comissão de Saúde, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), para debater o expressivo aumento da incidência de dengue no Estado, bem como as medidas necessárias para o enfrentamento da epidemia.
Durante o evento, ele anunciou uma reunião, para o dia sete de agosto, com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (COSEMS-MG) e prefeitos municipais, onde pretende fazer uma avaliação das ações realizadas no combate a dengue e planejar as formas de combate para 2014, tendo em vista o cenário atual da doença em Minas e no mundo. “A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a dengue como pandêmica no mundo. Estamos vivendo um momento que exige a intersetorialidade entre os governos e a sociedade no intuito de conter a cadeia de transmissão da dengue. Como ainda não há previsão de vacina contra a doença, dependemos da ação da sociedade para acabarmos com a dengue”, afirma o secretário de saúde, Antônio Jorge.
Durante a audiência, o representante da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Rodrigo Fabiano do Carmo, expôs a situação da dengue no Brasil e falou sobre a importância das ações conjuntas. “A dengue é um tema relevante que aflige e preocupa pela sua complexidade. Reforço aqui as palavras do Antônio Jorge. Precisamos agir conjuntamente para que a dengue deixe de atingir tantos brasileiros. O programa permanente é fundamental para não termos casos de dengue, assim como no período de transmissão, é imprescindível o cuidado no tratamento dos pacientes para se evitar óbitos. Por isso, as unidades de hidratação são iniciativas estratégicas para os próximos períodos, além das outras ações que permeiam o controle da dengue”, afirma.
A audiência pública, solicitada pelos deputados estaduais Fred Costa, Adelmo Carneiro Leão, Rogério Correia, Carlos Pimenta e Doutor Wilson Batista, discutiu, entre outros, pontos como a regulamentação da carreira dos agentes de endemias e a responsabilidade sanitária dos gestores, fatores que, juntamente com a reintrodução do sorotipo 4, foram determinantes para o aumento de casos de dengue nesse ano.
“A maior parte da população está susceptível à infecção pelo vírus, visto que não há imunidade contra ele. Além disso, houve a renovação de cerca de 83% dos gestores municipais, o que ocasionou o desmonte das equipes de saúde da família e, consequentemente, aumento da taxa de transmissão da doença. Somos sensíveis ao problema dos agentes de endemias e temos interesse na regulamentação da carreira, que há 15 anos está aguardando no congresso nacional pra ser votada. Entendemos também que a responsabilidade fiscal não pode vir acima da responsabilidade sanitária, que diz respeito a vida”, afirma Antônio Jorge.
A dengue em números
Em 2013, até o momento, foram notificados 367.489 casos de dengue em Minas Gerais, com a confirmação de 168.625 destes casos.
Foram registrados 86 óbitos, nos seguintes municípios: Uberaba (17), Uberlândia (2), Juiz de Fora (1), Mamonas (1), Carangola (2), Frei Gaspar (1), Buritizeiro (1), Ituiutaba (2), Ipanema (3), Teófilo Otoni (5), Cataguases (1), Pirapetinga (1), Pirapora (1), São Geraldo do Baixio (1), Montes Claros (3), São João da Ponte (1), Cláudio (1), Carneirinho (1), Campos Altos (1), Contagem (3), Muriaé (3), Sete Lagoas (4), Sacramento (1), Aimorés (1), Itaúna (1), Belo Horizonte (7), Pedro Leopoldo (1), Santa Luzia (3), Águas Formosas (1), Santa Margarida (1), Carlos Chagas (1), Bocaiúva (1), Ubaporanga (1), Nova Serrana (1), Conquista (1), Itambacuri (1), Ponto Chique (1), Patos de Minas (1), Manhuaçu (1), Monte Carmelo (1), Santo Antônio do Monte (1), Iturama (1), Além Paraíba (1), Santana do Paraíso (1).
Autor: Silvâne Vieira