A Gerência Regional de Saúde (GRS) de Ubá realizou a primeira oficina sobre “Avaliação Neurológica Simplificada da pessoa acometida pela hanseníase e o grau de incapacidade física”, no dia 21 de junho. Participaram os três municípios que formam o grupo piloto, sendo eles Ubá, Muriaé e Visconde do Rio Branco, por corresponderem aos que têm maior taxa de detecção de novos casos da doença.
O diagnóstico da hanseníase é feito com base na avaliação clínica do paciente. A Avaliação Neurológica Simplificada (ANS) é um exame de caráter obrigatório e tem por objetivo monitorar a função neural do paciente acometido pela doença , verificando se há alterações autonômicas, comprometimento da sensibilidade ou diminuição da força muscular como resultado do dano neural. Através da ANS é possível detectar o grau de incapacidade física apresentado pelo paciente.
O público alvo foram médicos, enfermeiros e referências técnicas em hanseníase, visando um alinhamento conceitual da realização do diagnóstico, da avaliação de incapacidades e classificação dos graus, entre os técnicos que realizarão as avaliações junto à população.
Durante a oficina, que teve duração de oito horas, foi levantado o conhecimento prévio dos participantes a respeito da classificação clínica e operacional da doença, bem como do grau de incapacidades, sendo seguida por uma aula teórica e prática de avaliação e classificação, segundo critérios padronizados pelo Ministério da Saúde.
“Como não existe um teste laboratorial que, sozinho, possibilite a detecção da hanseníase, é imprescindível que os profissionais da Atenção Primária à Saúde estejam capacitados para realizar o diagnóstico precoce da doença. Além disso, é fundamental que eles saibam fazer a avaliação clínica dos contactantes dos pacientes diagnosticados, para, posteriormente, utilizarem os testes rápidos”, relatou Priscila Teixeira, referência técnica em hanseníase da GRS Ubá.
A GRS Ubá está seguindo as orientações do Ministério da Saúde, que tem proposto novas práticas e novos sistemas de informação de casos de hanseníase. Dentre as inovações, está a implantação do teste rápido para avaliação de contatos de caso confirmado do agravo, e o combate à doença através da vigilância da incapacidade física em hanseníase, por meio do Sistema de Investigação de Grau 2 de Incapacidade Física (SIGIF 2), que vai ampliar a vigilância dos casos novos de hanseníase com grau 2 de incapacidade física (deformidades visíveis nos olhos, mãos e pés).
Autor: Keila Lima