Regional de Saúde de Montes Claros orienta gestores na elaboração dos planos municipais para o fim da tuberculose

FOTO 2 8

A Regional de Saúde de Montes Claros, por meio do Núcleo de Vigilância, Ambiental e de Saúde do Trabalhador (Nuveast), realizou nesta terça e quarta-feira, 3 e 4/3, reuniões técnicas nas microrregiões de saúde de Taiobeiras e Salinas objetivando orientar a elaboração dos planos municipais para o fim da tuberculose como problema de saúde pública. Na oportunidade, estão sendo repassadas aos municípios orientações sobre a implantação da vigilância de Infecção Latente de Tuberculose (ILTB). O trabalho foi iniciado na segunda quinzena de fevereiro, envolvendo os municípios da microrregião de Coração de Jesus. Depois de Salinas e Taiobeiras, nesta quinta-feira, 5/3, a reunião técnica será realizada na microrregião de Francisco Sá.

As reuniões estão sendo conduzidas pelas referências técnicas da Regional de Saúde de Montes Claros, Siderllany Aparecida Vieira Mendes e Damaris Soares do Carmo. Elas esclarecem que “além da análise situacional de tuberculose, por microrregião de saúde, as reuniões possibilitam fomentar o planejamento estratégico dos municípios, aproximando os atores sociais, gestores e profissionais de saúde, de maneira participativa”.

Na primeira fase de implantação da vigilância ILTB foi realizado diagnóstico regional das notificações de tuberculose. A segunda fase compreende a realização de reuniões técnicas nas regiões de saúde. Na terceira etapa cada município elabora seu plano de ação e, após análise, os municípios receberão feedback da Regional de Saúde de Montes Claros.

Lançado em março de 2019, o Programa Estadual de Controle da Tuberculose de Minas Gerais (PECT-MG) tem o objetivo de reduzir o coeficiente de incidência de casos para menos de 10 por 100 mil habitantes. Até 2022, outra meta prevista de enfrentamento à tuberculose é a redução para menos de um óbito por 100 mil habitantes. Para isso o Programa tem como meta central orientar as ações de vigilância, assistência e planejamento em saúde além de uma série de propostas efetivas e pactuadas para o enfrentamento da doença no Estado envolvendo diversas frentes.

A coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e de Saúde do Trabalhador da Regional de Saúde de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes, entende que “o alinhamento de ações entre a SES-MG e os municípios para a elaboração dos planos de enfrentamento à tuberculose se constitui medida necessária para que, por meio do envolvimento direto dos profissionais que atuam nas secretarias municipais de saúde e da sociedade civil organizada, possamos alcançar bons resultados. Isso porque, o trabalho se baseia em diretrizes definidas num plano nacional, coordenado pelo Ministério da Saúde”, observa a coordenadora.

A doença

A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas também pode atingir outras partes do corpo. Todos os anos, no mundo, são registrados aproximadamente 9,6 milhões de casos da doença, sendo uma morte a cada 21 segundos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a tuberculose é a doença infecciosa que mais mata jovens e adultos, ultrapassando o HIV/Aids. No Brasil, por ano são notificados aproximadamente 67 mil novos casos de tuberculose e 4,5 mil mortes em decorrência da doença.

Em Minas Gerais foram notificados 3.591 novos casos de tuberculose em 2017, em 538 municípios.

Sintomas

A tuberculose pulmonar é transmitida de pessoa para pessoa pelo ar, quando um doente tosse, espirra, canta ou fala. A tosse com duração de três ou mais semanas é um dos principais sintomas da doença, acompanhada ou não de febre ao final da tarde, suor noturno e emagrecimento.

A realização do exame do escarro é uma das principais ações para o diagnóstico da tuberculose. O Estado de Minas Gerais também possui uma rede que realiza o Teste Rápido Molecular, exame moderno para o diagnóstico da doença e o exame de cultura.

Qualquer pessoa pode adoecer por tuberculose, mas aqueles que vivem com o vírus HIV/Aids; diabéticos; pessoas que convivem com outras acometidas por tuberculose; pessoas em situação de rua ou privados de liberdade estão entre os grupos de maior risco de adoecimento.

Tratamento

A tuberculose tem cura. O tratamento é gratuito e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Para o êxito do tratamento é importante que o paciente tome os medicamentos todos os dias e no tempo mínimo de seis meses.

O abandono do tratamento é um dos principais desafios para o controle da tuberculose. Trata-se de uma situação grave e que pode levar o doente à morte, além de manter a transmissão da doença e ocasionar o aparecimento de bactérias mais resistentes aos medicamentos.

Autor: Pedro Ricardo

Rolar para cima