Uma alimentação adequada é fundamental para a promoção da saúde, e a segurança alimentar é um direito da população. Para garanti-la, a segurança sanitária reúne um conjunto de ações e práticas para prevenir riscos à saúde pública.
Com o objetivo de qualificar multiplicadores que façam inspeções padronizadas de higiene, segurança e saúde, a Superintendência Regional de Saúde de Juiz de Fora (SRS Juiz de Fora), juntamente com o Consórcio do Programa Visa CIS, promoveu, na última quinta-feira (22/1), Treinamento Técnico sobre Investigação de Surtos de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA). A capacitação reuniu fiscais de vigilância sanitária dos municípios que aderiram ao programa.
A produção e a manipulação de alimentos envolvem diferentes etapas, e cabe aos fiscais de vigilância sanitária vistoriar os estabelecimentos, avaliar as práticas adotadas e intervir sempre que houver risco à saúde da população.
De acordo com Maria Alice Almeida, técnica de Alimentos do Núcleo de Vigilância em Saúde (Nuvisa) da SRS Juiz de Fora, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, a cada ano, 600 milhões de pessoas adoecem no mundo em decorrência do consumo de alimentos contaminados e 420 mil morram todos os anos devido a mesma causa. “Os grupos populacionais de maior risco incluem crianças, idosos e pessoas imunodeprimidas, devido à maior vulnerabilidade e ao risco elevado de complicações e mortalidade associadas à diarreia”, explicou Maria Alice.
Segundo a técnica, existem três perigos associados ao consumo de alimentos: os físicos, químicos e biológicos. Esses fatores devem ser avaliados de forma conjunta para garantir que o alimento seja seguro para o consumo humano. Entre os riscos estão a presença de corpos estranhos, o uso inadequado de agrotóxicos, fertilizantes e a contaminação por microrganismos, como vírus, fungos, parasitas e bactérias.
Maria Alice destaca ainda quais são os alimentos de maior risco. “São aqueles que permitem a rápida multiplicação de microrganismos, como os ricos em nutrientes e água, além de alimentos consumidos crus, preparações mistas muito manipuladas, enlatados e também a água contaminada”, afirma.
O que é DTHA?
As Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) são síndromes causadas pelo consumo de alimentos e/ou águas contaminados. O período de incubação pode variar de durar horas ou meses, e os sintomas incluem mal-estar, tontura, vômitos, diarreia, dor abdominal, falta de apetite e febre.
Quando duas ou mais pessoas apresentam os mesmos sintomas após consumir alimentos de uma mesma origem, a situação é caracterizada como surto. Nestes casos as vigilâncias municipais – epidemiológica, sanitária, ambiental – em conjunto com laboratórios, realizam a investigação para identificar a origem da contaminação.
Como se prevenir
Algumas medidas simples ajudam a reduzir os riscos de DTHA:
- Lave as mãos com água e sabão, assim como os utensílios usados na preparação dos alimentos;
- Separe os alimentos crus dos cozidos, utilize utensílios diferentes para manipulá-los e guarde-os em recipientes separados e com tampa fechadas;
- Cozinhe bem os alimentos (principalmente carne, ovos e peixes, até atingirem a temperatura de 70 ºC);
- Mantenha os alimentos em temperaturas seguras, evitando deixá-los por mais de duas horas na temperatura ambiente. Os alimentos refrigerados devem estar abaixo de 5 º C e os quentes acima de 60 º C. Não descongele os alimentos na temperatura ambiente.
- Utilize água potável para preparo dos alimentos e fique atento ao prazo de validade dos produtos.
Texto: Benjamim Jr / Foto: Benjamim Jr
