A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Divinópolis realizou, no dia 15/12, o Encontro Gerencial de Vigilância e Controle da Doença de Chagas. O evento ocorreu na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e reuniu profissionais dos 53 municípios da macrorregião de Saúde Oeste. O objetivo foi realizar um balanço das ações realizadas em 2025 e planejar as ações para 2026.
De acordo com dados do painel da Doença de Chagas da SRS Divinópolis, entre 2021 e outubro de 2025 foram capturados 1.255 triatomíneos, conhecidos como barbeiros, insetos transmissores da doença. No mesmo período, 236 casos crônicos foram notificados e, até novembro de 2025, 120 pacientes permaneciam em acompanhamento clínico na região. Os números estão sujeitos a atualização.
Durante o encontro, foram discutidos os resultados do planejamento de 2025, a qualidade do sistema de informação da vigilância da doença, estratégias para fortalecimento dos postos de informação sobre triatomíneos, supervisão de campo, além do planejamento municipal e do Grupo de Trabalho de Endemias para 2026. Também foram apresentadas experiências exitosas dos municípios.
“A abordagem dos nossos encontros contempla tanto a vigilância entomológica do triatomíneo quanto a testagem de pacientes com fatores de risco para a doença de Chagas crônica. Quando confirmados os casos, é fundamental garantir o tratamento antiparasitário”, destacou Nayara Dornela, referência técnica da Vigilância da Doença de Chagas da SRS Divinópolis.
Controle do vetor
O trabalho dos Agentes de Combate a Endemias (ACE) é essencial para o controle do barbeiro. Eles realizam pesquisa ativa e captura dos insetos, além da borrifação — aplicação de inseticidas nos locais onde os triatomíneos repousam ou circulam — em áreas internas e externas das residências, quando necessário. A zona rural concentra a maior parte dos vetores. Para se alimentar, os barbeiros aproveitam áreas descobertas do corpo humano, principalmente o rosto.
Por: Willian Pacheco
Foto: Nuvepi da SRS- Divinópolis
