Regional de Ponte Nova realiza reunião técnica com a Atenção Primária à Saúde do território 

Dando início a uma série de reuniões que acontecerá ao longo de 2026, a Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Ponte Nova, por meio da Coordenação de Redes de Atenção à Saúde (CRAS), realizou, no dia 12/3, em sua sede, reunião gerencial da Atenção Primária à Saúde (APS). Participaram integrantes dos 30 municípios da área da SRS, representados por coordenadores, equipes de saúde bucal, membros das equipes multiprofissionais (eMulti) e agentes comunitários de saúde (ACS). 

A pauta trouxe discussões sobre os componentes do cofinanciamento federal da APS e seus indicadores, além dos resultados alcançados pelos municípios, com detalhamento de possíveis fatores que impactaram no alcance das metas. A partir de 2024, o Ministério da Saúde (MS) reformulou o modelo de financiamento da APS, substituindo o antigo Previne Brasil. Isso se deu com a instituição da Portaria GM/MS nº 3.493/2024, atualizada pela Portaria GM/MS nº 6.907/2025. 

Segundo a coordenadora da CRAS Ponte Nova, Ana Flávia Mendes, o objetivo do encontro foi a análise individualizada dos dados de cada município, a fim de que as próprias coordenações municipais pensem no desenvolvimento de ações estratégicas para melhoria no alcance dos indicadores que têm impacto financeiro nas políticas da APS. “Mas, mais do que isso, os dados refletem um cuidado e uma assistência qualificados”, ressaltou. 

Para o superintendente da SRS Ponte Nova, Wagner Mol, a APS é a alma da saúde pública. “É motivo de grande contentamento ver que as equipes municipais estão coesas e ajustadas, conforme os componentes e indicadores preconizados, para realizar as melhores entregas à nossa população”, disse.

Componentes

A referência da CRAS, Karen Ségala, explicou que o cofinanciamento passou a ser organizado em seis componentes: fixo, vínculo e acompanhamento territorial, qualidade, programas, serviços e outras composições, saúde bucal e per capita populacional. Ela se deteve aos componentes de qualidade e vínculo e acompanhamento territorial, divididos em três blocos e quinze indicadores, diretamente relacionados ao acesso à APS, às eMulti e às equipes de Saúde Bucal (eSB). “O novo cofinanciamento fortalece a equidade, valoriza o acompanhamento qualificado no território e utiliza indicadores de qualidade como eixo central para incentivar boas práticas e melhorar resultados de saúde”, disse. 

Em relação ao componente de saúde bucal, a referência Sissi Kelly Ribeiro detalhou sobre a tele-estomatologia, modalidade da teleodontologia voltada para o diagnóstico, manejo clínico e suporte especializado em lesões da cavidade bucal. “Ela surgiu como uma forma de qualificar e agilizar o diagnóstico, facilitar os encaminhamentos e ampliar o acesso da população à avaliação especializada”, disse. No entanto, ela observou que a adesão no território é, ainda, incipiente, informando que o prazo para requerer o serviço foi estendido até 23/3. 

Sissi também contribuiu com informações sobre o monitoramento do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), alertando os profissionais sobre a necessidade de informar a produção o Sistema de Informação da Atenção Básica (SISAB), sob pena de refletir no recebimento de recursos financeiros. A referência abordou, ainda, o Programa Estadual de Enfrentamento ao Câncer de Minas Gerais – Cuidar na Hora Certa, com foco na redução da morbimortalidade por câncer de mama em Minas Gerais por meio da detecção precoce, do diagnóstico rápido e do tratamento em tempo oportuno. 

Também referência da CRAS/Ponte Nova, Vera Chaves apresentou o Sistema de Informação do Câncer (SISCAN), plataforma oficial para registrar, monitorar e organizar informações sobre exames e ações relacionadas à detecção precoce e ao acompanhamento do câncer de mama e do câncer do colo do útero no Brasil. “O SISCAN padroniza formulários, facilita o seguimento de exames alterados, permite o acompanhamento do tratamento e os encaminhamentos necessários em tempo hábil. Isso agiliza o gerenciamento das ações relacionadas ao tempo entre o diagnóstico do câncer e o início do tratamento”, concluiu. 

Por Tarsis Murad 

Foto: Tarsis Murad

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