Regional BH esclarece sobre o Plano de Contingência e as Notas Técnicas relacionadas à Onda Roxa

A Superintendência Regional de Belo Horizonte (SRS-BH), por meio da Coordenadoria de Atenção à Saúde (CAS-BH) e do Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NUVEPI-BH), realizou, na última quinta-feira (18/3), uma reunião virtual com representantes da Atenção Primária e Epidemiologia de seus 39 municípios.

A pauta da CAS-BH foi o esclarecimento a respeito do Apêndice 1 do Plano de Contingência da SES/MG para o enfrentamento da COVID-19 e da Nota Técnica – SAPS/SARS/SUBPAS n° 1/2021 – Orientação à Atenção Primária à Saúde (APS) frente à inclusão da Onda Roxa no Plano do Minas Consciente.

A assessora da coordenação, Mariana Dayrell, discorreu sobre as determinações do plano e da nota técnica. “Essa nota técnica é uma orientação a todos os municípios sobre procedimentos que a Atenção Primária pode adotar. Nem sempre as recomendações atendem às diferentes realidades e todos os aspectos locais devem ser considerados antes de qualquer tomada de decisão. No atual momento, frente à Onda Roxa, rever os processos de trabalho para reorganização constante das equipes, de modo a atender as necessidades da população, se faz ainda mais necessário”, observou. Para Dayrell, o mais importante agora é estar atento aos monitoramentos de casos suspeitos ou confirmados da covid-19.

“É uma ação com a finalidade de diminuir o agravamento da doença e a disseminação do vírus, não deixando de acompanhar, mesmo que alguns à distância, aqueles usuários que se enquadram dentro de critérios clínicos de risco, como as gestantes; as puérperas; os neonatos e crianças menores de dois anos; os diabéticos; hipertensos; os imunossuprimidos e outros que não podem ter o atendimento adiado”, ressaltou.

A assessora da CAS-BH enumera algumas ações e orientações repassadas, que estão recomendadas no Guia Orientador da APS para Enfrentamento da Pandemia covid-19:

  • identificar precocemente os casos suspeitos de infecção pela covid-19, por meio da qualificação do processo de acolhimento do usuário com identificação dos sintomas e realização da estratificação de risco;
  • realizar a testagem da população conforme orientações vigentes da SES-MG;
  • identificar e monitorar no município/território os casos suspeitos e confirmados de covid-19 nas populações em situação de maior vulnerabilidade, adaptando as recomendações de acordo com cada contexto;
  • suspender, no momento, as visitas e atendimentos domiciliares de demanda programada aos usuários que não pertençam aos grupos de risco, priorizando o atendimento remoto;
  • suspender atividades coletivas desenvolvidas pelas equipes, tais como: reuniões com outras equipes, reuniões intersetoriais, ações de educação em saúde, atendimentos em grupos, atividades coletivas e mobilização social.

Já a coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Regional BH, Talita Chamone, falou sobre a Nota Técnica nº 3/SES/SUBVS-CELP/2021 que orienta sobre a realização de testagem por RT-PCR no diagnóstico da Covid-19.

“Na nota técnica, há novas orientações sobre a realização dos exames e, ao mesmo tempo, ressalta procedimentos já feitos. É importante que os municípios conheçam as regras, apliquem e passem para a população ainda maior segurança epidemiológica”, pontuou.

“Há uma determinação de que o exame seja aplicado a gestantes assintomáticas e doadores do MG Transplantes”, exemplificou a coordenadora.

Segundo a subsecretária de assistência em saúde de Contagem, Rejane Balmant Letro, a reunião foi de grande importância para o município inclusive na integração entre os setores. “A equipe da SRS-BH conseguiu de forma didática apresentar o cenário mineiro e da Macrorregião Centro e fazer uma atualização das normativas vigentes atentando os municípios para as ações a serem desenvolvidas no território. Vale destacar a importância de desenvolver ações integradas entre as áreas de Vigilância e Assistência em Saúde”, destacou.

A avaliação diária de dados é salientada pela subsecretária no contexto da pandemia. “A vigilância epidemiológica trabalha baseada na coleta, processamento e análise dos dados para gerar informação e assim subsidiar a tomada de decisão. Diante da emergência em saúde pública relaciona ao novo Coronavírus, mais do que nunca, os municípios precisam se atentar para a necessidade de avaliar diariamente os dados para produzir e implementar as estratégias visando o fortalecimento da resposta para a redução da morbimortalidade provocada pela doença”, frisou.

Autor: Leandro Heringer

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