A Unidade Regional de Saúde de Uberlândia, por meio da Coordenação da Atenção à Saúde (CAS), promoveu na última sexta-feira, 04/12, um encontro virtual com os técnicos municipais, instituições e serviços de saúde do Triângulo do Norte para compartilhar cinco experiências exitosas que foram desenvolvidas na assistência dos pacientes confirmados e com suspeita da covid-19.
A coordenadora da CAS, Júlia Ione Vieira Araújo, ressaltou o esforço conjunto de todos os pontos de atenção para ofertar o atendimento correto no tempo oportuno aos pacientes. “As Unidades Básicas de Saúde, Hospitais, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e o Melhor em Casa, por exemplo, tiveram que adaptar todo o fluxo de atendimento e comunicação entre os serviços para acolher os pacientes com síndrome gripal”, disse a coordenadora.
A Santa Casa de Belo Horizonte destacou que a criação do Comitê e elaboração do Plano de Gerenciamento do Enfrentamento do coronavírus foram fundamentais para a governança da crise. “A equipe multidisciplinar e trabalhando de forma integrada é essencial para manter a operacionalidade, bem como dispormos de equipamentos, insumos e recursos humanos. O monitoramento também é essencial para acionar os níveis de resposta do plano de contingência institucional”, observou a enfermeira coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, Neila Natasha Chaves Félix.
A presidente do Comitê de Enfrentamento da Pandemia da covid-19 do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, ressaltou durante a experiência apresentada o desafio de adequar o espaço físico, recursos humanos e materiais para atender os pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) sem interromper a assistência das outras enfermidades. “Ampliamos leitos de UTI, organizamos o fluxo para separação dos pacientes e servidores para atendimento específico de SRAG com o objetivo de evitar contaminação cruzada”, avaliou Liliane Barbosa da Silva Passos.
A Santa Casa de Patrocínio contou que vivenciou os mesmos desafios enfrentados por Belo Horizonte e Uberlândia. “Por conta da dificuldade de recursos humanos no interior e a busca por diminuir ao máximo a quarentena dos nossos funcionários que apresentam síndrome gripal, investimos na assistência dos nossos colaboradores para realizar testes e exames que detectam a doença”, pontuou Cristian Garcia, gestor do Comitê de Enfrentamento da Covid-19.
O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) tem dois desafios no enfretamento da pandemia, pois precisa garantir a assistência dos pacientes integrantes do Melhor em Casa antes da pandemia e promover a reabilitação dos recuperados pelo coronavírus. “Reduzimos as visitas das equipes multidisciplinares para evitar o risco de contaminação e intensificamos o telemonitoramento destes pacientes domiciliares e, concomitantemente, trabalhamos juntos com os hospitais e Atenção Primária no acompanhamento dos pacientes que foram acometidos pela Covid e tiveram alta da UTI”, comentou Flávia Silva de Carvalho, gerente do SAD de Uberlândia.
A coordenadora médica do SAMU do Triângulo do Norte explicou que a pandemia teve momentos diferentes nos tipos de atendimento, mas sem alteração quanto às medidas protetivas e regulação. “No início a maior parte das ligações era de orientações médicas e de alguns meses para cá temos mais atendimentos médicos com deslocamento de ambulâncias. Alguns cuidados e articulações são rotineiros como a desinfecção dos veículos, paramentação completa da equipe e estreita comunicação no fluxo regulatório com as bases, instituições hospitalares, regional e secretarias municipais de saúde”, completou Ítala Reis.
Conrado Augusto Ferreira de Oliveira, referência técnica em Urgência e Emergência da Superintendência Regional de Saúde de Uberlândia, fechou o evento aferindo como positiva a troca de experiências. “Cada participante trouxe as dificuldades encontradas e os caminhos trilhados para vencer os desafios. Em todos os relatos foi possível destacar que os trabalhos perpassam por cinco eixos: gestão de pessoas, gestão da informação, gestão dos processos, trabalho multiprofissional e intersetorial e humanização do cuidado”.
Autor: Lilian Cunha