Com o objetivo de diagnosticar e reduzir a prevalência da catarata e de outras doenças oculares na população mineira acima de 50 anos, o Governo de Minas lançou em novembro de 2013, o Programa Ver Minas. Por meio desta iniciativa, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) oferece assistência clínica e cirúrgica, em Unidades Móveis, para as populações com dificuldade de acesso aos serviços e para as regiões que não dispõem de prestador para as consultas e cirurgias oftalmológicas.
O Ver Minas já percorreu os municípios de Sete Lagoas e Pompéu oferecendo serviços como avaliação oftalmológica completa, exames de paquimetria (que mede a espessura da córnea), tonometria (que mede a pressão interna do globo ocular), fundo de olho, auto-refração (que detecta miopia, hipermetropia e astigmatismo), cirurgias de catarata, chalázio (nódulo ou endurecimento na pálpebra do olho), pterígio (membrana fibro-vascular que surge sobre a córnea, popularmente conhecida como carne no olho) e retina.
De acordo com a Superintendência de Redes de Atenção à Saúde, a catarata é uma doença considerada como a maior causa de cegueira curável no mundo, estando, atualmente relacionada a quase 50% dos casos de perda de visão. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2010) apontam que, em Minas, mais de quatro milhões de pessoas estão com idade acima de 50 anos, faixa etária considerada de risco para início da doença, e por isso, público alvo da campanha.
Realizado em duas carretas, uma equipada com consultório oftalmológico e sala para exames e outra com uma sala de cirurgia, o serviço conta com 11 médicos oftalmologistas, 01 médico anestesista, 01 Psicóloga, 02 Enfermeiras, 10 Técnicos de Enfermagem, 60 Técnicos Auxiliares, 01 Técnico em Tecnologia da Informação e 01 Técnico em Eletricidade.
Ao todo foram realizados 10.005 atendimentos iniciais, 4.100 atendimentos pós-operatórios e 5.491 cirurgias. Em Sete Lagoas foram realizados 6.748 atendimentos iniciais, 2.003 atendimentos pós-operatórios e 3.018 cirurgias. Já em Pompéu, foram realizados 3.257 atendimentos iniciais, 2.097 atendimentos pós-operatórios e 2.473 cirurgias.
Para ter acesso ao atendimento, o cidadão, com idade superior a 50 anos, deverá apresentar o cartão Nacional de Saúde e um documento de identidade e passar pela triagem para realizar a consulta e os exames preliminares. Caso seja identificada a necessidade de cirurgia, o paciente é encaminhado, no mesmo dia, para realizar o procedimento e no final, recebe uma bolsa, contendo óculos para proteção, colírio, receita e orientações quanto aos cuidados a serem adotados. Antes de ser liberado, é agendado os retornos pós-operatório, o primeiro em 48 horas e o próximo em 30 dias.
Rota
No final desse mês o programa vai chegar à cidade de Taiobeiras e, em fevereiro, será a vez da população de Francisco Sá receber o benefício. “A rota para o programa Ver Minas encontra-se em processo de estruturação. A próxima microrregião que receberá a carreta é a de Salinas/Taiobeiras e a estrutura será montada na cidade de Taiobeiras. O atendimento previsto para esta etapa é do dia 20 à 27 de janeiro de 2014. Após a etapa de Taiobeiras, a microrregião contemplada será a de Francisco Sá, que receberá o programa do dia 18 à 25 de fevereiro de 2014”, afirma o superintendente de Redes de Atenção à Saúde, Marcílio Dias.
De acordo com o superintendente, a rota do Ver Minas foi definida a partir de um estudo elaborado pela equipe técnica da SES, no qual foram levantados os dados de cada região de saúde e identificado os vazios assistenciais. Neste estudo foram considerados o IDH (Índice de desenvolvimento Humano) de cada município, a ausência de prestadores de serviço para cirurgia de catarata (ou que tenha o prestador, mas que não conseguem atender à demanda), a quantidade de pessoas acima de 50 anos e o interesse do gestor municipal. “Todos estes dados estão sendo avaliados e considerados durante a seleção da região que será contemplada com o programa. Após a definição da região, escolhemos um município estratégico baseado na estrutura física e material adequados para receber a instalação das carretas, suporte ao fluxo do trabalho (água, energia, segurança, espaço para montagem, etc) e facilidade de acesso da população. Os municípios do entorno, previamente acordados, encaminham seus usuários até o município onde está ocorrendo o atendimento sendo os gestores de cada cidade responsáveis pela logística de transporte dos usuários”, completa.
Autor: Silvane Vieira