Juiz de Fora inaugura Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais

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Crédito : Sara Rodrigues

Só a perspectiva de facilitar o fluxo de acesso de um grupo específico e expressivo de pacientes (os mais suscetíveis às doenças ou a riscos de complicações para si ou para outros) a vacinas, soros e imunoglobinas especiais por si só já explica a importância dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE).  Porém, a presença de diversas lideranças da saúde na inauguração da 39ª unidade do tipo, no Hospital Universitário (UFJF) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), na manhã deste sábado (20/04), reforçou os motivos que tornam essa conquista significativa para toda a região, englobando quase 40 municípios.

Afinal, é a primeira unidade localizada no interior de um Estado e a segunda de Minas Gerais, sendo a outra na capital, Belo Horizonte. “Quando existe um bom projeto e capacidade de gestão, não faltam investimentos. Por isso, é uma grande satisfação poder consagrar hoje uma iniciativa como essa”, ressaltou o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques, que participou da inauguração.

            A criação do CRIE em Juiz de Fora é resultado da união de esforços entre o hospital de ensino da UFJF, a Prefeitura e o aporte de insumos e referencial técnico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG). Segundo o diretor geral do HU, Dimas Augusto, a presença estadual tem sido decisiva para o avanço da instituição. “O Governo de Minas é um grande parceiro do HU e da Universidade. Por meio dele, conseguimos o Pro-Hosp, gerenciamos o programa Viva Vida, o Hiperdia e a construção de nossa nova unidade ambulatorial”, enfatizou o diretor. Com o CRIE, ele completa, essa aliança se fortalece ainda mais. “Em seis anos de gestão, sempre contamos com o apoio do Estado a essa instituição. A data de hoje representa um marco, mostra que o HU está voltando com força total. O fato de estar situado em um hospital de ensino vai permitir que o CRIE se capacite e possa se expandir, oferecendo aos residentes conhecimento para ser disseminado”, afirmou Dimas.

Também presente no evento, o secretário municipal de saúde de Juiz de Fora, José Laerte, relembrou a demanda antiga da população pelo serviço oferecido pelo CRIE. “Antes, o fluxo era bastante complicado, com variáveis que faziam com que o paciente aguardasse de 40 a 60 dias para receber a medicação, mesmo que houvesse todos os esforços para essa liberação”, lembra o secretário. Além de um perigo para a saúde do paciente, a situação “representava momentos de extrema angústia para essas pessoas”, completou.

Ana Aparecida dos Anjos, enfermeira e uma das principais responsáveis pelo projeto, explicou que, inicialmente, o CRIE vai funcionar com uma estrutura mínima composta por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e um administrativo.  Em relação à estrutura física, a unidade vai dispor de salas de estoque, vacina e consultório. Mas os ganhos proporcionados pela unidade, ela revela, vão se somar ao papel de destaque que o Brasil ocupa no assunto. “Nenhum outro país possui uma campanha de imunização tão importante e de qualidade como a nossa. O CRIE nasce com muita disposição e vontade para que dê certo”, comemora.

Autor: Sara Rodrigues

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