Com a proposta de discutir a vigilância da mortalidade materna, fetal e infantil, representantes de hospitais e maternidades dos municípios de jurisdição da Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte participaram na manhã de hoje, 25/10, de um encontro que reuniu mais de 50 profissionais de saúde. O evento é uma parceria da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), com o Comitê de Prevenção de Óbitos BH vida e Comissão Perinatal da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte.
Abrindo o evento, a Superintendente da Regional de Saúde de Belo Horizonte, Débora Marques Tavares enfatizou a importância desta parceria. “ Com o trabalho em conjunto podemos melhorar este e outros processos com relação à saúde. Este evento é muito produtivo para a Superintendência e para os outros profissionais presentes”, enfatizou.
A Técnica da Diretoria de Análise da Situação de Saúde e Coordenadora do Processo de Investigação dos óbitos maternos, fetais e infantis da Secretaria de Estado de Saúde, Salete Maria Novais, abordou a atual situação da mortalidade materna, fetal e infantil no Estado. “Atualmente 11% dos óbitos registrados são devido a causas não definidas. O trabalho dos profissionais de saúde pode contribuir muito para a investigação e descoberta destas causas”, disse.
Para ilustrar a correta atuação dos profissionais de saúde no registro dos óbitos, foram apresentadas as experiências do Comitê de Prevenção de óbitos maternos e infantis do município de Betim e do Comitê de prevenção de óbitos BH vida-Comissão Perinatal, da Secretaria Municipal de Belo Horizonte.
Também foram destacados, durante o evento, o preenchimento correto das fichas de investigação hospitalar. O médico obstetra do Comitê Municipal de prevenção de óbitos maternos, fetais e infantis de Betim e do Comitê Distrital da Pampulha, João Alfredo Mendes, enfatizou a necessidade da correta realização desta tarefa. “O preenchimento correto das fichas serve como base para avaliar as circunstâncias de ocorrência dos óbitos maternos, infantis e fetais, além de propor medidas para a melhoria da qualidade da assistência à saúde e demais ações para reduzir estes índices”, afirmou.
Autor: Alessandra Maximiano