Oficinas teóricas e práticas encerram Seminário Macrorregional de Vigilância em Saúde Ambiental e do Trabalhador no Norte de Minas

Com a participação de dezenas de profissionais que atuam em serviços de Vigilância em Saúde de 86 municípios que integram as áreas de atuação da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros e das Gerências Regionais de Saúde (GRS) de Januária e Pirapora, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) encerrou na quinta-feira, 28/8, em Montes Claros, o Seminário Macrorregional de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador. 

Dezenas de profissionais participaram de duas oficinas, uma delas abordando aspectos relativos às estratégias de respostas e investigação epidemiológica de doenças e agravos relacionados ao trabalho; e vigilância em saúde ambiental em situações de desastres naturais, com enfoque para situações mais predominantes no Norte de Minas: seca prolongada ou períodos de inundações causadas por chuvas.

No segundo dia do Seminário, a oficina teórica e prática do Programa VigiDesastres atraiu a participação de dezenas de profissionais interessados em atualizar conhecimentos e trocar experiências sobre a atuação dos municípios em situações de longos períodos de seca ou de queimadas, característicos do Norte de Minas. 

Na abertura da oficina a referência técnica em Vigilância Ambiental na SRS Montes Claros, Patrícia Antônia de Brito, salientou que “o reforço da capacitação dos profissionais é importante, sobretudo em relação às ações de preparação e enfrentamento dos problemas decorrentes de longos períodos de estiagem, visando garantir à população o acesso ao fornecimento e consumo de água de qualidade”. 

Por sua vez, Danielle Verônica Prado da Silva, referência técnica da Coordenação de Vigilância em Saúde Ambiental e do Trabalhador da SES-MG explicou que o Programa VigiDesastres proporciona aos municípios adotar medidas de prevenção, mitigação, preparação, resposta e reabilitação, visando reduzir o impacto dos desastres sobre a saúde pública. 

“No contexto de situações de seca ou de chuvas, as ações intersetoriais e interinstitucionais tem como foco garantir que a população tenha acesso ao consumo de água potável de qualidade, reduzindo com isso a disseminação de doenças de origem hídrica”, explicou a referência técnica. 

Ela lembrou que entre os impactos causados à saúde da população em situações de seca, queimadas ou inundações estão questões relacionadas à qualidade da água ou do ar; ciclo de vetores hospedeiros de doenças e fatores relacionados à saúde mental.  

“Diante de situações decorrentes de desastres naturais, os planos municipais de contingência devem prever a integração de ações envolvendo diversos serviços de saúde, entre eles a Atenção Primária, Assistência Farmacêutica, controle de zoonoses e de assistência a doenças crônicas. Também devem estar envolvidas nas ações outras instituições públicas, como o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e a Polícia Militar”, pontuou Danielle Silva.

Na parte prática da oficina, realizada nas dependências do 10º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais e com caminhão disponibilizado pela Copasa, o biólogo da SES-MG, Fabrício Thomaz de Oliveira Ker, repassou orientações às referências técnicas municipais sobre a inspeção de caminhões pipa destinados ao abastecimento de água em comunidades afetadas por longos períodos de seca ou inundações. 

Entre as providências que os municípios devem adotar está o cadastro das fontes alternativas de captação de água, além do fornecimento de hipoclorito de sódio e o repasse de orientações à população sobre o uso do produto destinado à desinfecção de organismos patogênicos responsáveis pela disseminação de doenças de transmissão hídrica. 

A coordenadora de vigilância em saúde da SRS Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes, avalia que “a realização do Seminário, além de viabilizar a troca de conhecimentos e de experiências implementadas pelos municípios, reforçou a importância de as secretarias de saúde investirem de forma permanente na preparação para o enfrentamento das situações que colocam em risco a saúde da população. Com equipes qualificadas e com planos de ações bem estruturados, a região terá condições de dar resposta adequada aos momentos adversos”, reforça a coordenadora.

Por: Pedro Ricardo

Foto: Pedro Ricardo/SRS Montes Claros

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