Oficina SAE Ampliado é realizada na macrorregião de Saúde Noroeste

Uma oficina do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) Ampliado foi realizada nos dias 14 e 15 de maio, em Patos de Minas, reunindo médicos e enfermeiros dos 33 municípios da macrorregião de Saúde Noroeste. O objetivo foi capacitar profissionais sobre prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças como hanseníase, tuberculose, leishmaniose e infecções sexualmente transmissíveis (IST). O evento reuniu mais de setenta profissionais de saúde.

Segundo o coordenador de Vigilância em Saúde da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Patos de Minas, Raphael Rodrigues Porto, a oficina fortalece a integração entre o SAE Ampliado e os municípios da região, favorecendo o apoio matricial e ampliando o acesso da população aos serviços especializados. “Essa aproximação é importante para que os objetivos do SAE sejam efetivamente alcançados, tanto no suporte técnico aos municípios quanto no atendimento aos pacientes”, destacou.

Durante o encontro, foram reforçados os fluxos de atendimento relacionados ao tratamento de doenças crônicas e infecciosas, além de enfatizar serviços de profilaxia pré e pós-exposição ao HIV/AIDS e demais atendimentos integrados oferecidos pelo SAE.

A coordenadora do SAE em Patos de Minas, Fernanda Bicalho, explicou que o serviço atende toda a Macrorregião Noroeste e funciona como porta aberta, permitindo que os usuários procurem atendimento diretamente na unidade ou sejam encaminhados pelos municípios após a realização de testagens. “O paciente pode fazer a testagem no município de origem ou no próprio SAE, e a partir disso ser direcionado para o atendimento adequado”, afirmou Bicalho.

O evento capacitou profissionais de saúde dos municípios no manejo de pacientes com doenças crônicas e infecciosas, como hanseníase e tuberculose. O encontro também reforçou a importância da integração com a atenção primária, considerada a ordenadora do cuidado dentro da rede assistencial. Isso significa que ela acompanha o paciente em todas as etapas do atendimento, desde o diagnóstico até o tratamento e encaminhamentos especializados, garantindo continuidade e qualidade na assistência.

A capacitação dos profissionais que atuam na linha de frente foi apontada como fundamental, já que são eles os primeiros a ter contato com os pacientes e responsáveis pela identificação precoce, diagnóstico e condução adequada dos casos. Treiná-los representa fortalecer o cuidado integral à população, ampliando a capacidade dos municípios em oferecer atendimento resolutivo e humanizado.

Para o médico infectologista Roger Lopes, que apresentou estudos de casos sobre hanseníase durante a oficina, a iniciativa representa uma importante ação de educação permanente voltada aos profissionais que atuam diretamente na assistência à população. Segundo ele, a capacitação contribui para ampliar o conhecimento de médicos e enfermeiros sobre diagnóstico, tratamento e manejo clínico das doenças, fortalecendo a capacidade de atendimento nos próprios municípios. “Essa oficina permite que médicos e enfermeiros aprendam mais sobre o manejo dessas doenças e consigam conduzir os pacientes no próprio município, evitando filas e encaminhamentos desnecessários”, concluiu.

Texto e foto: Thalia Oliveira

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