Oficina em Montes Claros atualiza profissionais de saúde sobre prevenção e tratamento das meningites

Profissionais de saúde de 86 municípios do Norte de Minas participam nesta terça e quarta-feira, 7 e 8/4, da Oficina de Capacitação para o Manejo Clínico, Diagnóstico Laboratorial, Imunização e Vigilância das Meningites e Doenças Invasivas. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS); Fundação Ezequiel Dias (Funed) e pelo Programa de Epidemiologia Aplicada aos Serviços de Saúde do Sistema Único de Saúde (EpiSUS) envolve os municípios integrantes da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros e das Gerências Regionais de Saúde (GRS) de Januária e Pirapora. 

“A oficina objetiva atualizar os profissionais do Norte de Minas com relação ao controle das meningites e das doenças invasivas, entre elas sífilis congênita e adquirida; tuberculose; difteria; tétano; coqueluche; raiva; febre amarela; dengue; chikungunya; zika vírus; doenças diarreicas agudas e micoses. Os profissionais precisam estar sempre alertas pois, de acordo com o Ministério da Saúde, a meningite ainda é uma doença endêmica no país, com ocorrência de casos ao longo de todo o ano”, explica Agna Soares da Silva Menezes, coordenadora de vigilância em saúde na SRS de Montes Claros. 

Programação

A programação da oficina será aberta às 9 horas no auditório do Centro Universitário Afya (Av. Profª. Aida Mainartina Paraíso, 80 – Ibituruna), com a participação de dirigentes e equipes técnicas da SRS de Montes Claros e das GRS de Januária e Pirapora. O nível central da SES-MG será representado por Mariana Sanches de Mello e Gilmar José Coelho Rodrigues, da Coordenação de Doenças Transmissíveis. 

Entre os temas a serem abordados no primeiro dia da oficina estão: o panorama epidemiológico das meningites nos níveis mundial, nacional, estadual e na macrorregião de Saúde Norte; as coberturas vacinais; realização de mesa redonda com debate sobre Assistência ao Paciente com Suspeita de Meningite: Integração entre Setores Hospitalares; diagnóstico laboratorial; vigilância, notificação de casos e investigação de surtos. Entre os participantes estará a médica do Hospital Universitário Clemente de Faria, Maressa Morais. 

Quarta-feira a Oficina será aberta às 9 horas com mesa redonda debatendo o Atendimento inicial do Paciente com Síndrome Febril Aguda; aspectos clínicos e diagnósticos laboratoriais. Entre os participantes estarão os médicos Mariano Fagundes Neto e Izabela Bretas, integrantes da equipe do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) Regional de Montes Claros.

O encerramento será conduzido por Agna Menezes com a realização de avaliação dos resultados alcançados pelos participantes e repasse de orientações para a replicação dos conhecimentos entre os profissionais de saúde nos municípios. 

Alerta

Segundo o Ministério da Saúde as meningites bacterianas (maior frequência no período do outono e inverno) e virais (prevalece durante a primavera e o verão) são as de maior importância para saúde pública pois registram maior número de casos, sendo as crianças as mais afetadas pela doença.

Os sintomas da meningite podem variar conforme o agente causador, mas alguns sinais são comuns: febre, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz.

Em bebês e crianças pequenas os sinais podem ser irritabilidade, choro persistente, recusa alimentar, vômitos e moleira estufada/inchada. Sinais de gravidade incluem confusão mental, convulsões, dificuldade para acordar e manchas vermelhas ou arroxeadas na pele. Na presença desses sinais, o atendimento médico deve ser imediato.

A maioria das pessoas se recupera completamente da meningite, sem sequelas permanentes. No entanto, a doença pode deixar sequelas temporárias ou, em alguns casos, incapacidade para toda a vida. 

As meningites bacterianas e virais são geralmente transmitidas de pessoa para pessoa por contato próximo, por meio de gotículas respiratórias (fala, tosse, espirro). Porém, os agentes causadores da doença também podem ser transmitidos por via fecal-oral ou por meio de água ou alimentos contaminados.

O diagnóstico da meningite é feito a partir da avaliação clínica e de exames laboratoriais (análise do líquor e sangue para pesquisa do agente etiológico e indicação do tipo de meningite).

Tratamento e prevenção

A meningite é uma emergência médica. Todos os casos suspeitos devem ser internados para avaliação e tratamento. O início do tratamento não deve ser atrasado por conta da realização de exames laboratoriais para identificação do agente causador.

A vacinação é a principal medida de proteção, especialmente contra as meningites bacterianas. Por meio do SUS, durante todo o ano são disponibilizadas gratuitamente as seguintes vacinas para prevenção contra as meningites e doenças invasivas: BCG (protege contra formas graves da tuberculose, incluindo meningite); Pneumocócica (previne doenças invasivas, incluindo meningite); Penta (protege contra Haemophilus influenzae tipo b); Meningocócica C (protege contra o meningococo sorogrupo C); Meningocócica ACWY (protege contra o meningococo dos sorogrupos A, C, W e Y). 

Por: Pedro Ricardo

Foto: SRS Montes Claros

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