Com o aumento das temperaturas, os cuidados com a alimentação devem ser redobrados. O clima mais quente pode facilitar a proliferação de microrganismos na comida, ocasionando as chamadas Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA).
Por isso, é essencial reforçar alguns cuidados para que não ocorra desidratação e intoxicações alimentares, principalmente entre crianças e idosos.
É fundamental hidratar-se, de preferência, consumindo água pura. Deve-se evitar substituir a água por bebidas adocicadas (refrigerantes, néctares, sucos artificiais) e bebidas alcoólicas.
Além disso, a referência técnica da Coordenadoria de Promoção da Alimentação Saudável e Adequada e Atividade Física da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Nathália Beltrão, ressalta que é “importante alimentar-se preferencialmente de alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, legumes, hortaliças, cereais e leguminosas, carnes magras e evitar preparações gordurosas”.
Alimentação fora de casa
Para quem costuma fazer alguma refeição fora de casa, o primeiro aspecto a se observar no local são as condições higiênico-sanitárias e a limpeza, bem como a higiene dos talheres.
O ambiente deve ser arejado e bem iluminado. Nathália reforça que também é útil observar as condições em que os alimentos estão expostos, “a forma como são apresentados e se há manutenção de temperatura adequada no balcão térmico, seja a comida quente ou fria”.
Outra dica é selecionar a comida a ser ingerida, pois a manipulação após o cozimento, e molhos a base de maionese, leite, creme de leite ou iogurte – além de preparações que levam ovos crus e alimentos em conserva -devem ser evitados caso o cliente não sinta total confiança no estabelecimento. “Esses alimentos são extremamente sensíveis a altas temperaturas e mais propensos à proliferação de microorganismos, que podem provocar doenças transmitidas por contaminação”, ressalta Nathália.
Já com relação às saladas, folhas e vegetais devem estar tenros e frescos; aquilo que estiver murcho e escurecido deve ser evitado. Alimentos crus devem ser consumidos em estabelecimentos em que o consumidor tenha confiança das condições higiênico-sanitárias. O melhor é optar por alimentos cozidos, segundo Nathália.
Na hora das compras é fundamental se atentar a alguns pontos como: limpeza do ambiente, organização na exposição do que está sendo comercializados (produtos alimentícios não devem estar próximos de produtos de limpeza e/ou de higiene pessoal), prazo de validade, odor, cor e textura característicos. Além disso, o consumidor precisa observar se a temperatura dos alimentos disponíveis para venda encontra-se adequada.
Irregularidades
A referência técnica em Surtos e Doenças Transmitidas por Alimentos, da Diretoria de Vigilância em Alimentos e Vigilância Ambiental da SES-MG, Cláudia Beatriz de Oliveira, explica que, no caso do cliente encontrar irregularidades relacionadas a comércio e aspecto dos alimentos, há canais para reclamação. Estabelecimentos situados no município de Belo Horizonte possuem canal direto e específico para recebimento das denúncias, que devem ser encaminhadas ao Serviço de Atendimento ao Consumidor – SAC da Prefeitura de Belo Horizonte – , por meio de ligação gratuita para o telefone 156. Ou pelo site www.pbh.gov.br/contato. Cláudia lembra que é importante ter alguns dados em mãos para fazer a denúncia: “É preciso ter informações completas do local como nome do estabelecimento, endereço completo e motivo da denúncia”, frisou.
Já para denúncias de estabelecimentos em outros municípios de Minas Gerais, a demanda deve ser encaminhada à Ouvidoria de Saúde do Estado de Minas Gerais, por meio de ligação gratuita para o telefone 136 ou ainda, por meio do site
http://www.ouvidoriageral.mg.gov.br/ouvidorias-especializadas/ouvidoria-de-saúde.
Autor: Ricarda Caiafa