O Grupo de Interinstitucional de Política de Humanização (GIPH) reuniu-se nesta na terça-feira (23/10), no auditório do 8º andar da sede da Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte (SRS-BH). O encontro contou com a presença de vários representantes de hospitais, regionais e secretarias municipais do estado de Minas Gerais com o intuito de fortalecer a política estadual de humanização, ser um espaço de troca de experiência e construção de espaço deliberativo entre os municípios. Durante o evento, foram discutidas as formas de instituir melhor o programa de humanização nas regionais e sua continuidade. Na oportunidade também foi apresentada a experiência de humanização do Hospital Sophia Feldman. O diretor administrativo do Hospital Sophia Feldman, Ivo de Oliveira Lopes, explica o conceito de humanização. “A humanização é a melhoria da qualidade de atendimento ao cidadão, é a construção da cidadania”, afirma. No Sophia Feldman são realizados 800 partos por mês e cerca de 220 municípios são atendidos.Uma das integrantes da Equipe de Humanização da SES- MG, Rosa Maria dos Santos, ressalta a importância da humanização. “A humanização promove uma qualidade de atendimento ao usuário, melhora as condições de trabalho do profissional de saúde e promove uma integração entre usuários, gestores e trabalhadores”.A Coordenadora e Assistente Social do Grupo de Humanização do Hospital César Leite de Manhuaçu, Edna Berbert Santos Stanislau, comenta a relevância do programa nos hospitais. “O ponto positivo do grupo é a visão do paciente como ser humano e não como objeto de experiência. Ele é a parte mais importante da saúde e tem rosto. Nosso produto hoje não é a doença mais a saúde”.O coordenador do Grupo de Humanização do Hospital Universitário Clemente de Faria da Unimontes em Montes Claros, Amaro Sérgio Marques, salienta a importância da reunião do GIPH. “A reunião é um fórum de debate, foco de desenvolvimento do grupo é um momento de formação. A troca de experiências amadurece o grupo e o profissional”, conclui. Política de Humanização A Política Nacional de Humanização ocorre a partir da reunião dos municípios em que são feitas avaliações dos trabalhos realizados até o momento. Após uma troca de experiências é possível fazer uma análise profunda do Programa de Humanização de cada cidade. As unidades regionais de saúde do Estado partilham durante o evento seus programas e projetos futuros, com isso é possível estreitar os laços e melhorar a forma de desenvolvimento do Programa de Humanização. A Gerente Regional de Saúde de Leopoldina, Maria Cristina Nobre, comenta sobre a forma em que sua regional desenvolve a Humanização. “A regional faz parte de um projeto de Integração entre as regionais de Ubá, Juiz de Fora e Ponte Nova. O programa foi implantado primeiramente nas quatro regionais para o público externo das unidades básicas de saúde e hospitais da região. Com o objetivo de implantar e divulgar a Política do GIPH. Foram feitos seminários e reuniões para formar os profissionais, para desenvolver a política de humanização dentro de sua unidade de trabalho”, explica.A Política Nacional de Humanização tem por objetivo garantir o acesso com qualidade aos serviços de saúde fortalecendo os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Dessa forma pacientes, gestores e trabalhadores são beneficiados com uma melhor estrutura e um melhor ambiente de trabalho.
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Autor: Lucélia Ribeiro