O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), alerta para o aumento de casos de chikungunya no estado. De acordo com o monitoramento realizado pela Vigilância Epidemiológica Estadual, foram registrados 1.032 casos prováveis da doença, com 714 confirmações por meio de exames laboratoriais até 9/2, sendo aproximadamente 73% deles concentrados na macrorregião do Triângulo Mineiro.
O cenário epidemiológico das arboviroses é monitorado diariamente pela SES-MG e foi registrado o aumento de casos prováveis e de positividade para a chikungunya, desde o início de fevereiro, principalmente nos municípios de Araguari, Ituiutaba e Uberlândia. O número ainda não caracteriza uma epidemia generalizada no território estadual, mas reforça a necessidade de um acompanhamento contínuo.
De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, equipes de saúde e população devem intensificar os cuidados. “O alerta epidemiológico tem o intuito de orientar os municípios de toda a região para que organizem a assistência e vigilância, para que tenhamos uma resposta oportuna aos mineiros”, destaca.
Ainda segundo o subsecretário, a principal estratégia de enfrentamento é a prevenção. “É importante lembrar que cerca de 80% dos focos de água parada, que se tornam criadouros do mosquito Aedes aegypti estão dentro das casas. Se eliminarmos esses focos, conseguiremos reduzir os números de casos e evitar óbitos”, ressalta.
Preparação da rede
Para auxiliar os municípios de toda a macrorregião, a SES-MG vai promover oficinas de capacitação voltadas à Atenção Primária, Secundária, Hospitalar, Vigilância Epidemiológica e de Saúde Suplementar, que serão realizadas em Uberlândia, no dia 10/2 e em Ituiutaba, dia 11/2.
“Nas oficinas vamos abordar o diagnóstico diferencial, manejo clínico e demais estratégias pertinentes para esse momento de aumento de positividade. Todos os profissionais de saúde devem participar para reforçar a preparação nesse período endêmico”, ressalta Prosdocimi.
Em dezembro, cerca de R$ 47,3 milhões foram repassados aos municípios para fortalecer a resposta local. O Estado também investe, anualmente, aproximadamente R$ 210 milhões em vigilância em saúde, controle vetorial e tecnologias de monitoramento, como ovitrampas e drones. As ações incluem ainda a descentralização do uso do Ultra Baixo Volume Veicular, conhecido como fumacê, e a ampliação da oferta de exames laboratoriais.
Combate direcionado
A SES-MG promove o “Dia D – Minas unida contra o Aedes”, o dia 28/2, para mobilizar os 853 municípios no combate aos focos do mosquito. Serão realizados mutirões de limpeza, recolhimento de entulhos, blitzes educativas e panfletagem com orientações à população.
O Dia D integra o conjunto de estratégias continuadas para reduzir a circulação das arboviroses e marca o ápice das ações de mobilização neste período sazonal. Em 2025, as iniciativas e os investimentos do Estado contribuíram para uma redução de 92% nos casos de dengue em comparação com 2024.
Sobre a doença
A Febre chikungunya é uma doença viral que apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, como dor de de cabeça, atrás dos olhos e manchas na pele, mas a principal característica é a febre súbita e dor intensa nas articulações.
A doença é dividida em três fases: a aguda (até 2 semanas), a pós-aguda (de 3 semanas a 3 meses) e a crônica, que começa a partir do quarto mês e pode durar anos, resultando em uma deterioração severa na qualidade de vida. A chikungunya pode evoluir para o óbito na fase aguda, especialmente em recém-nascidos, idosos e pessoas com comorbidades como diabetes e hipertensão. O diagnóstico confirmatório é realizado por técnicas de PCR, idealmente nos primeiros cinco dias de sintomas, ou por sorologia para detecção de anticorpos IgM.
