Nesta quarta-feira, 6/11, no 8º andar do antigo prédio Bemge, centro de Belo Horizonte, referências das regionais de Saúde de Minas Gerais, representantes dos hospitais do Pro-hosp e Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), representantes das secretarias municipais de saúde e dos movimentos sociais participam do Fórum de Humanização realizado mensalmente pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). De forma participativa eles estarão reunidos, de 8h30 às 17h, para planejar ações de humanização para 2014.
Na quinta e sexta-feira, 7/11 e 8/11, o grupo irá participar do Curso de Formação em Humanização para Referências Regionais. Na programação está agendada a palestra com a doutora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e consultora do Ministério da Saúde em Política Nacional de Humanização, a psicóloga Simone Paulon. “Criado em 2000, o grupo discute, principalmente em rodas de conversas, estratégias de políticas públicas de saúde para melhorar o acolhimento, inclusão e acesso dos usuários e também iniciativas voltadas para troca de experiências entre gestores, trabalhadores e usuários”, explica a referência técnica da Política de Humanização da SES-MG, Rosa Maria dos Santos.
As propostas discutidas no grupo já rendem resultados na prática. É o que avalia a referência de Humanização da Superintendência Regional de Pouso Alegre, Mauro Ferreira. “Implementamos e criamos os grupos de humanização nas unidades hospitalares da Regional e nos municípios da nossa área de atuação. Por meio de seminários e das conferências municipais de saúde estamos abordando o tema sobre a importância da humanização para garantir a gestão compartilhada, que envolve os três atores – gestor, usuário e trabalhador” .
Na rede Fhemig, de acordo com a coordenadora da Humanização, Carmem da Silva, o grupo de humanização vem sendo, de fato, um dispositivo de gestão participativa, com atendimento integral ao servidor e a criação de colegiados gestores em que os servidores apresentam suas ideias. “O acolhimento que respeita a cultura, origem, idade e condição social do usuário para garantir o atendimento integral, o parto humanizado, a extensão de horários de visita com a presença de um psicólogo e a implantação das ouvidorias são algumas das ações colocadas em prática a partir das sugestões e propostas do grupo de humanização da Fhemig”, destaca.
Autor: Flávia Freitas