A Regional de Saúde de Alfenas promoveu, na manhã desta terça-feira (3/3), um treinamento aos profissionais da Atenção Básica do município de Alfenas, com o objetivo de combater ao tabagismo.
“Esses profissionais vão iniciar grupos de tratamento nas Unidades Básicas de Saúde e o município pediu o nosso apoio para a capacitação, de acordo com o Programa Nacional de Controle do Tabagismo. Eles irão identificar pacientes que frequentam as Unidades, ou através das visitas dos agentes comunitários, que tenham o desejo de parar de fumar. Serão feitos quatro encontros iniciais com os participantes, que serão orientados e acompanhados. Posteriormente, haverá outros encontros de manutenção e prevenção de recaídas”, explicou Emily Rezende Avelar, referência técnica de promoção à saúde da Regional de Alfenas.
O tabagismo é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a principal causa evitável de morte, matando mais que álcool, drogas e suicídio juntos. O cigarro contém mais de 5 mil compostos químicos, sendo cerca de 4700 substâncias tóxicas e inclusive cancerígenas.
Cigarros
Durante a apresentação, Emily abordou os diferentes tipos de cigarro consumidos atualmente e seus riscos à saúde. O uso de Narguilé por uma hora, por exemplo, equivale ao consumo de 100 cigarros industrializados. O cigarro de palha tem de cinco a sete vezes mais concentração de nicotina do que o comum. Já o cigarro eletrônico, tem altas concentrações tóxicas, risco de explosão e transmissão de doenças. “Ainda hoje a população é altamente influenciada pela publicidade para o consumo de cigarro. O cigarro eletrônico, por exemplo, entrou no mercado difundido pela ideia falsa de ser um elemento de transição para quem quisesse parar de fumar, mas é tão nocivo quanto o comum. Inclusive, ele é de venda proibida no Brasil e os pontos de venda podem ser denunciados à vigilância sanitária”, ressaltou Emily.
Foi apresentada também a cronologia para desintoxicação do organismo quando o paciente para de fumar, bem como os problemas de saúde mais comuns em fumantes e ex-fumantes.
Os participantes relataram casos e trocaram experiências, abordando a necessidade do desejo e motivação do paciente no processo de abandono ao vício do cigarro.
“É muito importante nesses encontros que faremos com as pessoas que desejam largar o cigarro, estarmos atentos ao lado psicológico, amparando e apoiando a eles. Existe a dependência física e a emocional, tem gente que quando para de fumar se sente meio perdida com o tempo livre que fica nos horários em que tinha aquele hábito. Nesse contexto, a atividade física, alimentação saudável, consumo de água e descoberta de novos hábitos de prazer são fundamentais. A gente precisa conscientizá-los a buscar uma estabilidade emocional, a conversar com a família e os amigos sobre esse processo, para que tenha apoio no dia-a-dia, além dos grupos de encontro, para que não haja recaídas”, comentou Márcio Mendonça, médico de Alfenas.
Ao final do evento, os participantes receberam folders e material de apoio distribuído pelo Ministério da Saúde.
Autor: Thayane Viana de Carvalho Lenzi