A Superintendência Regional de Saúde de Juiz de Fora (SRS/JF) concluiu na última quinta-feira (26), um encontro com representantes dos municípios jurisdicionados, visando à atualização do Programa de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral Canina (PVCLVC), que prevê um conjunto de ações de controle voltadas para os reservatórios domésticos (cães), a fim de reduzir as fontes de infecção para o vetor (mosquito transmissor).
Os trabalhos foram conduzidos pela especialista em Políticas e Gestão de Saúde da SRS/JF, Glênia Maria de Magalhães Campos, que alertou os representantes sobre o enfoque do programa, que visa incorporar municípios silenciosos, ou seja, sem ocorrência de casos humanos ou caninos, nas ações de vigilância e controle da doença, evitando ou minimizando os problemas referentes a este agravo em novas áreas. “Precisamos monitorar constantemente a entrada de cães positivos em nossos municípios, advindos de áreas sabidamente endêmicas. Nossa região tem um fluxo migratório muito intenso, por isso precisamos estar vigilantes”, explicou.
Para a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município de Matias Barbosa, Eva Cristina de Souza Leopoldo, as explicações sobre a doença foram valiosas, pois possibilitaram a programação de ações de levantamento e controle da Leishmaniose Visceral Canina. “Gostei muito, achei muito importante. Vamos colocar em prática, pois isso vai ser muito bom para o nosso município”, garantiu.
Para realizar o monitoramento dos casos, o ideal, segundo Glênia, será levantar o número real de cães, por bairro, que pode ser realizado pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) ou pelos Agentes de Combate à Endemias (ACE), por ocasião das visitas domiciliares às famílias, ou mesmo, da vacinação antirrábica canina. “Junto a isso será necessário divulgar para a população sobre a ocorrência da Leishmaniose Visceral Canina e orientar quanto às medidas de prevenção e eliminação dos prováveis criadouros do vetor, bem como programar as ações de limpeza urbana e destino adequado da matéria orgânica”, alertou.
Também foi repassado aos municípios o método de diagnóstico rápido (DPP), um kit que passa a ser incorporado no PVCLVC e, através de sua realização, será possível conhecer a prevalência da doença nos municípios da regional. Na reunião foi ressaltada a forma adequada de abordar o morador, salientando que a doença (no caso, um protozoário) acomete o homem e o cão, e é transmitida por um “mosquito” conhecido como flebotomíneo, que encontra na matéria orgânica o ambiente propício à procriação.
*Mais informações pelo telefone 3257-8830
Autor: Duílio Martins