29 municípios da área de atuação da Gerência Regional de Saúde (GRS) de Ubá estão participando, entre 26 de janeiro e 13 de fevereiro, da etapa do mapeamento aéreo de áreas de difícil acesso que podem abrigar focos do Aedes aegypti. Até o momento, 12 municípios iniciaram a etapa de sobrevoo, com identificação de lajes, caixas d’água destampadas, depósitos irregulares de lixo, telhados e imóveis fechados que representam risco para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya, zika e febre amarela.
A ação integra o Vigidrones, um investimento da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES‑MG), executado pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde de Ubá e Região (SIMSAÚDE). Os trabalhos são realizados pela Aero Engenharia, responsável pelo TechDengue, que utiliza tecnologia e inteligência geográfica para apoiar o controle das arboviroses.
Segundo a referência técnica em arboviroses da GRS Ubá, Luciane Zanoti, o uso de drones permite que os municípios identifiquem e eliminem focos com mais rapidez e eficiência, especialmente onde o acesso das equipes é limitado. “Alguns locais são difíceis para os Agentes de Endemias visualizarem, e o mapeamento aéreo consegue localizar esses pontos. Neste sobrevoo é produzido um relatório para que o município confira os dados, trate os locais acessíveis e, se necessário, requisite a aplicação de larvicida via drone em uma segunda etapa”, explicou.
Como funciona o Vigidrones
A estratégia aprimora a atuação das equipes municipais. Estudos da empresa indicam que cerca de 20% dos criadouros do mosquito estão em áreas de difícil acesso. Com vídeos e fotografias, os municípios conseguem planejar ações, direcionar visitas, notificar proprietários com evidências e otimizar o trabalho das equipes para maior eficiência nos ciclos de visitas domiciliares.
As equipes municipais delimitam um plano de trabalho priorizando áreas estratégicas. Somados, os mapeamentos em andamento nos 31 municípios da GRS Ubá totalizam uma média de 1.160 hectares. Os levantamentos iniciais mostram que caixas d’água destampadas, reservatórios ao nível do solo e lixo acumulado estão entre os principais criadouros identificados.
Os relatórios orientam as equipes diretamente aos pontos que requerem intervenção, ampliando a eficiência do trabalho em campo. “Essa tecnologia é excelente para ampliar nosso alcance. Existem locais inacessíveis que, se não tratados, podem se tornar criadouro do aedes e colocar em risco a população”, contou Claudiana de Souza Loures, Agente de Endemias do município de Miraí, que recebeu o sobrevoo do Vigidrones no dia 28 de janeiro.
Havendo locais inacessíveis, os municípios podem solicitar um novo sobrevoo para aplicação de larvicida via drone, com precisão e dosagem adequada, garantindo eficácia no controle de larvas e segurança ambiental.
Cenário epidemiológico
Até 30/1, o Painel de Monitoramento de Arboviroses da SES‑MG registrava 158 casos prováveis de dengue, sendo 25 confirmados, além de seis casos prováveis de chikungunya em investigação. O painel está disponível em: www.saude.mg.gov.br/aedes/painel.
Para o diretor da GRS Ubá, Franklin Leandro Neto, o cenário atual é resultado de um conjunto de esforços: “As ações de rotina não podem parar. A capacitação dos agentes, os seminários macrorregionais e o investimento da SES‑MG no monitoramento com drones, somados ao trabalho municipal, contribuíram para essa situação favorável”.
Confira a data do mapeamento aéreo no seu município:

Por: Keila Lima
Foto: Divulgação SMS Miraí
