Curso de análise espacial forma profissionais para fortalecer a vigilância em saúde em Minas Gerais

Capacitação qualificou trabalhadores do SUS para o uso de geoprocessamento e análise territorial na tomada de decisões

Trinta profissionais da Vigilância em Saúde e Ambiente da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) concluíram, nesta quinta-feira (18/6), o Curso de Análise Espacial Aplicada à Vigilância em Saúde e Ambiente. A cerimônia de encerramento e entrega dos certificados foi realizada na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

Promovido no âmbito do Programa de Fortalecimento da Epidemiologia nos Serviços de Saúde (PROFEPI), o curso teve como objetivo capacitar profissionais e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) para a utilização de técnicas de análise espacial e geoprocessamento aplicadas à vigilância em saúde.

A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Minas Gerais (CIEVS-Minas), Eva Lídia Medeiros, destacou a relevância da formação para o fortalecimento das ações de vigilância no estado. 

“Esperamos que os profissionais possam desenvolver análises estatísticas relevantes para identificar, dentro do território, os principais pontos para uma ação focada, resolutiva e integrada”, afirmou.

Com a formação dos 30 profissionais, Minas Gerais amplia sua capacidade técnica para analisar dados territoriais, identificar vulnerabilidades e subsidiar políticas públicas mais eficazes para a promoção e proteção da saúde da população.

Conhecimento aplicado ao território

Realizado na modalidade híbrida, o curso teve duração de três meses e foi desenvolvido em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e com docentes do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT/Fiocruz).

A análise espacial e o geoprocessamento permitem identificar padrões de ocorrência de doenças e surtos, relacionando-os a fatores ambientais, socioeconômicos e à oferta de serviços de saúde. Essas ferramentas contribuem para o planejamento de ações mais eficientes e alinhadas às necessidades de cada território.

“Durante esses três meses tivemos um momento de aprendizado e construção coletiva muito significativo para o território. Precisamos compreender, além do contexto de saúde e doença, os aspectos ambientais, sociais e outros fatores que influenciam a saúde da população”, ressaltou Eva Lídia.

Formação e educação permanente

Para a coordenadora de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Vívian Gonçalves, a dedicação dos participantes foi um dos destaques da iniciativa. 

“Conciliar a rotina de trabalho com uma formação é um grande desafio da educação permanente. E vocês conseguiram concluir o curso apresentando trabalhos finais muito relevantes”, destacou.

Entre os participantes, a expectativa é de aplicar os conhecimentos adquiridos na qualificação das ações de saúde. A referência técnica da Regional de Saúde de Governador Valadares, Katiuscia Cardoso Rodrigues, afirmou que o aprendizado contribuirá para a tomada de decisões. 

“Minha expectativa é utilizar os dados e as tecnologias aprendidas ao longo do curso para incorporar evidências à tomada de decisão, com a perspectiva da análise espacial. Isso será muito útil para o nosso estado”, avaliou.

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