A Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros (SRS/ Montes Claros), por meio de parceria estabelecida com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas (IFNMG), repassou Equipamentos de Proteção Individuais (EPI’s) e produtos de higiene pessoal a dez Centros de Especialidades Odontológicas do Norte de Minas (CEOS). Os materiais são destinados ao uso por parte de profissionais que atuam no atendimento de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Na última segunda-feira (19/10), a superintendente regional de saúde de Montes Claros, Dhyeime Thauanne Pereira Marques, visitou os laboratórios do IFNMG em que estão sendo produzidas máscaras; álcool em gel; sabonete líquido e água sanitária para beneficiar várias instituições de saúde da região, entre elas, hospitais e serviços de atenção primária.
Numa primeira etapa, a SRS/ Montes Claros recebeu do IFNMG 700 protetores faciais produzidos a partir de impressoras 3D; 300 litros de álcool em gel e 300 litros de sabonete líquido. Os materiais foram repassados aos centros de especialidades odontológicas que estão se preparando para a retomada dos atendimentos aos usuários do SUS nos municípios de Coração de Jesus, Francisco Sá, Grão Mogol, Monte Azul, Montes Claros, Rio Pardo de Minas, Salinas e Taiobeiras. “Trata-se de uma iniciativa relevante do Instituto Federal de Educação no apoio aos profissionais de saúde que trabalham na linha de frente no atendimento às pessoas acometidas pela covid-19 ou que atuam em serviços de atenção primária à saúde”, ressaltou a superintendente.
Dhyeime Marques lembra que devido à pandemia da covid-19, tanto hospitais quanto municípios enfrentam dificuldades para a compra de equipamentos de proteção e produtos de higiene devido à escassez na comercialização. Além disso, os preços estão sendo praticados acima da média até então vigente. “Diante disso, o trabalho implementado pela diretoria do IFNMG com o envolvimento de professores e estudantes se constitui uma iniciativa relevante e que traz benefícios para a sociedade como um todo”, concluiu a superintendente.
O diretor do campus Montes Claros do IFNMG, Renato Cota, explica que “devido às dificuldades trazidas pela pandemia da covid-19, como instituição pública de educação, ciência e tecnologia o Instituto Federal tem a responsabilidade e o comprometimento social de empregar todo o conhecimento que tem a serviço do bem comum e do desenvolvimento regional. Isso vale para momentos de paz e normalidade e, também, para situações de dificuldades. Não podemos nos furtar de entregarmos para a sociedade o que temos de melhor e contribuir para que os impactos dessa pandemia sejam minorados, preservando vidas”, observou.
Renato Cota prevê que, após a pandemia da covid-19, as experiências e os equipamentos adquiridos pelo IFNMG servirão para que professores e alunos passem a desenvolver outros projetos inovadores no Norte de Minas. “Os investimentos para esse momento estão sendo muito importantes e, posteriormente, continuarão sendo no sentido de possibilitar aos professores e estudantes o avanço no desenvolvimento de novos projetos e pesquisas voltados para o incremento tecnológico da região, entre elas, a implementação de propostas inovadoras e que tragam benefícios para a população e para o ensino, pesquisa e extensão”, concluiu o diretor.
Grupo Ser(tão)
Os EPI’s e produtos disponibilizados para uso por parte de profissionais de saúde estão sendo fabricados pelo Grupo Ser(Tão), que reúne pessoas interessadas em ajudar no combate à covid-19. O professor do IFNMG, Wagner Leite, explica que o Grupo opera em três frentes paralelas: disponibilização de ventiladores de respiração para a rede de hospitais e Serviço Móvel de Urgência (Samu); fabricação de componentes, peças e EPI’s e instrumentação e controle de ventiladores respiratórios obsoletos.
“Permeado por uma cadeia logística e de produção, o grupo tem trabalhado com os estoques dos integrantes, além de buscar colaborações para adquirir materiais de consumo para estender a produção. Subgrupos específicos produzem, recolhem, executam a montagem e padronização dos kits e realizam a destinação seguindo uma priorização”, explicou o professor.
A fabricação das máscaras acontece em três etapas: impressão de suportes; corte em lâminas de acetato (para a viseira) e acoplamento de componentes. O desenho do corte é feito no software CAD, com a geometria apropriada para o acoplamento.
Além de recursos financeiros investidos na compra de equipamentos, o IFNMG também conta com apoio de outras instituições.
Autor: Pedro Ricardo